A covid-19 “trouxe à tona as grandes fragilidades da comunidade” na África do Sul

José Luís da Silva, Conselheiro das Comunidades Madeirenses na África do Sul, fez ao JM um balanço da situação atualmente vivida pelos madeirenses lá radicados, perante a pandemia mundial da Covid-19. José Luís da Silva, Conselheiro das Comunidades na África do Sul, iniciou o seu balanço ao explicar a delicada situação económica vivida no país antes do surgimento do surto. “Muito antes do surto do Coronavírus ter alcançado a África do Sul, um país com a superfície de 1.219.090 quilómetros, localizado no extremo sul do continente africano, tinha uma situação económica morrediça que começou a contrair desde o início do terceiro trimestre de 2019”. Isto deve-se, segundo o Conselheiro, “à corrupção e onde foi notoriamente agravado com o despesismo do Estado fora de controlo e o consequente aumento do défice fiscal que intrinsecamente tem efeitos nocivos sobre o PIB, que nos últimos 5 anos originou a paridade do rande em relação a outras moedas para níveis preocupantes e nunca dantes observados”.  Fragilidade salientada José Luís da Silva afirma que a pandemia mundial da Covid-19 “trouxe à tona ou, melhor, salientou ainda mais as grandes fragilidades existentes no seio da Comunidade, mormente o envelhecimento, endividamento, falta de assistência médica e medicamentosa, pais abandonados pelos filhos, gente que perdeu já os seus pertences porque deixaram de usufruir qualquer rendimento.” Pessoas essas que não têm poupanças “porque nunca puderam fazer”, um verdadeiro “rosário de adversidades”, explica-nos. “Um senão para as Comunidades, pelo menos para as da África do Sul, uma Comunidade que algumas vezes se sente filha de um Deus menor, muito devido às vicissitudes a que tem sido sujeita e nalguns casos até humilhada”.  Para o Conselheiro, a situação da comunidade madeirense tem “necessidade premente de um debate sobre a comunidade aqui residente para que, atempadamente, se gizasse um plano de ação para minorar problemas que mais cedo ou mais tarde surgiriam”. Diálogo restabelecido José Luís da Silva salienta “que pela primeira vez em muitos anos, o diálogo com esta Comunidade está agora restabelecido”.  Segundo o mesmo há “felizmente, uma aproximação por parte do Dr. Rui Abreu, Diretor Regional das Comunidades e Cooperação Externa”. O conselheiro destacou ainda a “Dr.ª Celina Cruz pela forma eficiente e célere como sempre se empenhou e desempenhou o atendimento e atenção prestada aos diversos assuntos melindrosos que lhe foram por mim solicitados ou pelo consulado-geral de Portugal”. Leia tudo na edição impressa de hoje do JM.

A covid-19 “trouxe à tona as grandes fragilidades da comunidade” na África do Sul
José Luís da Silva, Conselheiro das Comunidades Madeirenses na África do Sul, fez ao JM um balanço da situação atualmente vivida pelos madeirenses lá radicados, perante a pandemia mundial da Covid-19. José Luís da Silva, Conselheiro das Comunidades na África do Sul, iniciou o seu balanço ao explicar a delicada situação económica vivida no país antes do surgimento do surto. “Muito antes do surto do Coronavírus ter alcançado a África do Sul, um país com a superfície de 1.219.090 quilómetros, localizado no extremo sul do continente africano, tinha uma situação económica morrediça que começou a contrair desde o início do terceiro trimestre de 2019”. Isto deve-se, segundo o Conselheiro, “à corrupção e onde foi notoriamente agravado com o despesismo do Estado fora de controlo e o consequente aumento do défice fiscal que intrinsecamente tem efeitos nocivos sobre o PIB, que nos últimos 5 anos originou a paridade do rande em relação a outras moedas para níveis preocupantes e nunca dantes observados”.  Fragilidade salientada José Luís da Silva afirma que a pandemia mundial da Covid-19 “trouxe à tona ou, melhor, salientou ainda mais as grandes fragilidades existentes no seio da Comunidade, mormente o envelhecimento, endividamento, falta de assistência médica e medicamentosa, pais abandonados pelos filhos, gente que perdeu já os seus pertences porque deixaram de usufruir qualquer rendimento.” Pessoas essas que não têm poupanças “porque nunca puderam fazer”, um verdadeiro “rosário de adversidades”, explica-nos. “Um senão para as Comunidades, pelo menos para as da África do Sul, uma Comunidade que algumas vezes se sente filha de um Deus menor, muito devido às vicissitudes a que tem sido sujeita e nalguns casos até humilhada”.  Para o Conselheiro, a situação da comunidade madeirense tem “necessidade premente de um debate sobre a comunidade aqui residente para que, atempadamente, se gizasse um plano de ação para minorar problemas que mais cedo ou mais tarde surgiriam”. Diálogo restabelecido José Luís da Silva salienta “que pela primeira vez em muitos anos, o diálogo com esta Comunidade está agora restabelecido”.  Segundo o mesmo há “felizmente, uma aproximação por parte do Dr. Rui Abreu, Diretor Regional das Comunidades e Cooperação Externa”. O conselheiro destacou ainda a “Dr.ª Celina Cruz pela forma eficiente e célere como sempre se empenhou e desempenhou o atendimento e atenção prestada aos diversos assuntos melindrosos que lhe foram por mim solicitados ou pelo consulado-geral de Portugal”. Leia tudo na edição impressa de hoje do JM.