Artista Pascalqb ‘revela-se’ em mais de 60 obras

'Entre mim e o outro, uma coleção de coisas por dizer (…) “com onomatopeias”’ é o título da exposição que foi inaugurada, esta tarde, e que, mais do que ser “uma espécie de retrospetiva” do trabalho de ilustração de Pascalqb, é também uma ‘confidência’....

Artista Pascalqb ‘revela-se’ em mais de 60 obras
'Entre mim e o outro, uma coleção de coisas por dizer (…) “com onomatopeias”’ é o título da exposição que foi inaugurada, esta tarde, e que, mais do que ser “uma espécie de retrospetiva” do trabalho de ilustração de Pascalqb, é também uma ‘confidência’. Mais de 60 obras dão outra cor e vida ao Salão Nobre do Teatro Municipal Baltazar Dias, também pelo facto de revelarem um pouco do artista que as criou. “As pessoas que vierem aqui vão poder ficar a conhecer as minhas preocupações, os meus demónios, as minhas paixões, o meu dia a dia. E aquilo que eu sou, que não digo”, deixou antever. A maioria dos trabalhos expostos são de 2018 e de 2019, mas também há obras mais antigos, “em serigrafia, aguarela e alguns livros que foram editados com as minhas ilustrações, quase 10 e maioritariamente de madeirenses”, avançou. Entre trabalhos em óleo, que saem da caixa - as onomatopeias -, há também trabalhos que são impressões em tela e ilustrações, num desenho que define como sendo “muito intuitivo”. “Normalmente, eu deixo fluir, depende do tipo de ilustrações. E, aqui, o público vai poder ver vários tipos de grafismo, alguns mais infantis, outros um pouco mais elaborados para o público mais adulto. Mas o que eu costumo dizer é que são trabalhos que vêm do meu interior, do meu dia a dia”, disse o ilustrador profissional. A esse respeito, sublinhou que “o desenho é um treino diário”, revelando que o seu mês mais difícil é setembro, “porque em agosto recuso-me a desenhar, tento descansar com a família, e quando volto ao desenho, em setembro, os desenhos não saem à primeira”. Quanto ao título da mostra, 'Entre mim e o outro, uma coleção de coisas por dizer (…) “com onomatopéias’, explicou que, “muitas vezes, o escritor tem as suas expetativas, escreve e quando eu vou desenhar tenho de ir ao encontro dessas expetativas, da sua mensagem”. “Mas eu também tenho o meu dia a dia, as minhas expetativas, as minhas ideias, e há muita coisa que fica por dizer. E isso não pode sobrepor-se ao interesse e à mensagem do livro”, especificou. Assim, se quiser ficar a conhecer melhor ‘uma coleção de coisas por dizer’, poderá visitar esta exposição até 31 de julho ou mesmo comprar uma das obras de Pascalqb. Por outro lado, também será disponibilizado ao público, mediante inscrição prévia, um ‘workshop’ de ‘Iniciação à Serigrafia’ para crianças e famílias, a decorrer nos dias 13 e 20 de julho, pelas 11 horas. As inscrições devem ser feitas para o email [email protected], tendo um limite máximo de 10 pessoas por sessão.