Carlos Pereira defende extensão do lay-off no sector do Turismo

O deputado Carlos Pereira fez a quarta intervenção das Jornadas Parlamentares que se realizaram na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira. O deputado na Assembleia da República começou por dizer que "estamos a viver uma situação muito difícil e extraordinária, onde ninguém sabe ainda muito bem como lidar com a questão da crise sanitária". Carlos Pereira divide este momento numa fase inicial, relativa ao encerramento das atividades, a fase de transição, a atual, e, no futuro, a fase de recuperação. O socialista reconhece que "a Região chega a esta situação de crise sanitária melhor do que estava há uns anos atrás, mas, ainda assim, com muitas dificuldades". "Temos um serviço da dívida significativo que retira margem de manobra para que haja mais políticas com mais intensidade para ajudar as famílias e as empresas", revelou. O parlamentar afirma que a Região está vulnerável, pois esta depende dos sectores mais afetados por esta crise, como seja o setor do turismo. "O Turismo será dos sectores que mais dificuldades terá em recuperar", apontou Carlos Pereira, traduzindo este momento em números, mais propriamente dito, nas perdas que a Região irá registar. O socialista diz que "cada mês de encerramento das atividades a Madeira perde 200 milhões de euros", o que significa um impacto anual de 4% no PIB da Região. "Com o aeroporto fechado a Madeira perderá 125 milhões de euros, do grosso modo que são o valor do contributo do turismo para o PIB", acrescentou. Carlos Pereira comenta assim que "são valores extraordinários que exigem um empenho da Região. "No nosso sistema autonómico existem alguns instrumentos para que a Região atue, é natural que precisemos da ajuda do Estado, que precisemos da ajuda da União Europeia, mas a Região tem um papel importante neste processo", afirmou O deputado na Assembleia da República refere que depois da fase de encerramento das atividades, em que houve um apoio grande do Estado com três matérias: o lay off, as linhas de crédito e as moratórias de crédito, de rendas e fiscal, é necessário a Região implementar medidas e adotar uma estratégia de retoma económica. "Entramos na fase de transição, em que as empresas começam a retomar, com diferentes protocolos que exigem maiores custos às empresas", disse, referindo ainda que, dessa feita, "o Estado e a Região tem que disponibilizar mecanismos para apoiar as empresas nesta retoma da atividade". O deputado Carlos Pereira defende ainda prolongamento do lay off para alguns setores de atividade, nomeadamente para o Turismo. "O lay off deve ser estendido em determinadas atividades, nomeadamente as do turismo. Não tenho dúvidas que o Turismo vai crescer muito lentamente e, portanto, é necessário que haja uma extensão dos sistemas de lay off.", defendeu O parlamentar diz mesmo estar convencido de que "acontecerá no plano nacional", referindo ainda que "as decisões estão a ser tomadas e há uma tendência para que esse lay off seja prolongado, nem que seja em regime parcial". Carlos Pereira debruçou-se ainda sobre as moratórias, apontando mesmo que "as empresas ainda não estão preparadas para esse esforço e, portanto, tem que ser alargadas mais tempo". Quanto à terceira fase, que classifica como "crucial", nomeadamente a fase de recuperação, defende a definição de um plano de recuperação da economia. "O plano de recuperação da economia exige um aspeto central que é o investimento público. É preciso que a Região tenha a consciência que tem que ter um plano de investimento público robusto", sublinhou. Defendendo a criação de "um plano de investimento que seja bom, que crie emprego, que incentive o investimento privado, que seja sustentável e que apoie as novas ideias que estão hoje no plano europeu, como o investimento verde". Um investimento em que o deputado espera ver as questões da Saúde apoiadas, pois considera que será uma mais-valia para reforçar a confiança do turismo. "A terceira vertente e igualmente importante, é a questão da digitalização. A Madeira tem que fazer um esforço neste investimento público para tornar-se um exemplo em matéria de digitalização", concluiu.

O deputado Carlos Pereira fez a quarta intervenção das Jornadas Parlamentares que se realizaram na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira. O deputado na Assembleia da República começou por dizer que "estamos a viver uma situação muito difícil e extraordinária, onde ninguém sabe ainda muito bem como lidar com a questão da crise sanitária". Carlos Pereira divide este momento numa fase inicial, relativa ao encerramento das atividades, a fase de transição, a atual, e, no futuro, a fase de recuperação. O socialista reconhece que "a Região chega a esta situação de crise sanitária melhor do que estava há uns anos atrás, mas, ainda assim, com muitas dificuldades". "Temos um serviço da dívida significativo que retira margem de manobra para que haja mais políticas com mais intensidade para ajudar as famílias e as empresas", revelou. O parlamentar afirma que a Região está vulnerável, pois esta depende dos sectores mais afetados por esta crise, como seja o setor do turismo. "O Turismo será dos sectores que mais dificuldades terá em recuperar", apontou Carlos Pereira, traduzindo este momento em números, mais propriamente dito, nas perdas que a Região irá registar. O socialista diz que "cada mês de encerramento das atividades a Madeira perde 200 milhões de euros", o que significa um impacto anual de 4% no PIB da Região. "Com o aeroporto fechado a Madeira perderá 125 milhões de euros, do grosso modo que são o valor do contributo do turismo para o PIB", acrescentou. Carlos Pereira comenta assim que "são valores extraordinários que exigem um empenho da Região. "No nosso sistema autonómico existem alguns instrumentos para que a Região atue, é natural que precisemos da ajuda do Estado, que precisemos da ajuda da União Europeia, mas a Região tem um papel importante neste processo", afirmou O deputado na Assembleia da República refere que depois da fase de encerramento das atividades, em que houve um apoio grande do Estado com três matérias: o lay off, as linhas de crédito e as moratórias de crédito, de rendas e fiscal, é necessário a Região implementar medidas e adotar uma estratégia de retoma económica. "Entramos na fase de transição, em que as empresas começam a retomar, com diferentes protocolos que exigem maiores custos às empresas", disse, referindo ainda que, dessa feita, "o Estado e a Região tem que disponibilizar mecanismos para apoiar as empresas nesta retoma da atividade". O deputado Carlos Pereira defende ainda prolongamento do lay off para alguns setores de atividade, nomeadamente para o Turismo. "O lay off deve ser estendido em determinadas atividades, nomeadamente as do turismo. Não tenho dúvidas que o Turismo vai crescer muito lentamente e, portanto, é necessário que haja uma extensão dos sistemas de lay off.", defendeu O parlamentar diz mesmo estar convencido de que "acontecerá no plano nacional", referindo ainda que "as decisões estão a ser tomadas e há uma tendência para que esse lay off seja prolongado, nem que seja em regime parcial". Carlos Pereira debruçou-se ainda sobre as moratórias, apontando mesmo que "as empresas ainda não estão preparadas para esse esforço e, portanto, tem que ser alargadas mais tempo". Quanto à terceira fase, que classifica como "crucial", nomeadamente a fase de recuperação, defende a definição de um plano de recuperação da economia. "O plano de recuperação da economia exige um aspeto central que é o investimento público. É preciso que a Região tenha a consciência que tem que ter um plano de investimento público robusto", sublinhou. Defendendo a criação de "um plano de investimento que seja bom, que crie emprego, que incentive o investimento privado, que seja sustentável e que apoie as novas ideias que estão hoje no plano europeu, como o investimento verde". Um investimento em que o deputado espera ver as questões da Saúde apoiadas, pois considera que será uma mais-valia para reforçar a confiança do turismo. "A terceira vertente e igualmente importante, é a questão da digitalização. A Madeira tem que fazer um esforço neste investimento público para tornar-se um exemplo em matéria de digitalização", concluiu.