Comunidades madeirenses na Venezuela estão tranquilas

A Venezuela está, como todo o Mundo, a enfrentar a pandemia do covid-19 e, para compreender como está a ser gerida toda a situação no país, fomos ao encontro de Aleixo Vieira, Conselheiro das Comunidades madeirenses na Venezuela. “A Venezuela parece-me ter a situação controlada, os números de infetados comparativamente com os países de características, de clima e hábitos de povo assim o indicam. A opinião no geral é unânime em afirmar que as medidas foram acertadas e tomados a tempo, apesar de algumas medidas impopulares”, introduziu o Conselheiro, que explicou a ajuda que o país tem recebido de outras nações. “Convém realçar que a Venezuela recebeu apoio de medicamentos, apoio do governo russo e chinês com material médico e no caso do chinês também envio de médicos que neste momento também ajudam o governo no combate ao vírus”. O Conselheiro enumerou as razões da tranquilidade que sente. “Logo na primeira semana as autoridades obrigavam ao distanciamento das pessoas nas ruas, nos sítios públicos, nos transportes públicos, incluindo o metro de Caracas. Inclusivamente obrigava ao uso de máscara de proteção de nariz e boca e luvas de proteção. Começaram a exigir também, as autoridades militares e policiais, o salvo-conduto para a circulação das pessoas na rua. Logo estas medidas foram acompanhadas nas redes sociais nas rádios e televisões locais com programas publicitários de orientação à higiene e desinfeção”. O Conselheiro abordou também algumas críticas que numa anterior entrevista ao Governo Regional da Madeira tinha deixado. “De maneira nenhuma quis que as minhas palavras fossem interpretadas como críticas ao governo, até porque o momento não justificava criticas. Momentos de grande agitação. Nesse momento elogiei as medidas a tempo e acertadas do Governo Regional no combate ao vírus, foi uma consideração de uma pessoa que vive lá fora e que sente a sensibilidade de um emigrante. As pessoas comentavam sempre a ausência de uma palavrinha do Governo. Mas admito que não é tarefa fácil liderar com este problema. O conselheiro abordou a outra observação que havia deixado. “Sobre o turismo e o comportamento de alguns madeirenses para com os turistas, foi consequência daquilo que víamos nos jornais, notávamos, e até mesmo nas redes sociais que o turista de um dia para o outro passou a ser indesejado. Existiram notícias com muito impacto, espero que o meu desabafo tenha dado um pequeno contributo de alerta a certos comportamentos que nos poderiam prejudicar o futuro”. Este e outros assuntos que podem ser lidos na edição impressa deste sábado no seu JM.

Comunidades madeirenses na Venezuela estão tranquilas
A Venezuela está, como todo o Mundo, a enfrentar a pandemia do covid-19 e, para compreender como está a ser gerida toda a situação no país, fomos ao encontro de Aleixo Vieira, Conselheiro das Comunidades madeirenses na Venezuela. “A Venezuela parece-me ter a situação controlada, os números de infetados comparativamente com os países de características, de clima e hábitos de povo assim o indicam. A opinião no geral é unânime em afirmar que as medidas foram acertadas e tomados a tempo, apesar de algumas medidas impopulares”, introduziu o Conselheiro, que explicou a ajuda que o país tem recebido de outras nações. “Convém realçar que a Venezuela recebeu apoio de medicamentos, apoio do governo russo e chinês com material médico e no caso do chinês também envio de médicos que neste momento também ajudam o governo no combate ao vírus”. O Conselheiro enumerou as razões da tranquilidade que sente. “Logo na primeira semana as autoridades obrigavam ao distanciamento das pessoas nas ruas, nos sítios públicos, nos transportes públicos, incluindo o metro de Caracas. Inclusivamente obrigava ao uso de máscara de proteção de nariz e boca e luvas de proteção. Começaram a exigir também, as autoridades militares e policiais, o salvo-conduto para a circulação das pessoas na rua. Logo estas medidas foram acompanhadas nas redes sociais nas rádios e televisões locais com programas publicitários de orientação à higiene e desinfeção”. O Conselheiro abordou também algumas críticas que numa anterior entrevista ao Governo Regional da Madeira tinha deixado. “De maneira nenhuma quis que as minhas palavras fossem interpretadas como críticas ao governo, até porque o momento não justificava criticas. Momentos de grande agitação. Nesse momento elogiei as medidas a tempo e acertadas do Governo Regional no combate ao vírus, foi uma consideração de uma pessoa que vive lá fora e que sente a sensibilidade de um emigrante. As pessoas comentavam sempre a ausência de uma palavrinha do Governo. Mas admito que não é tarefa fácil liderar com este problema. O conselheiro abordou a outra observação que havia deixado. “Sobre o turismo e o comportamento de alguns madeirenses para com os turistas, foi consequência daquilo que víamos nos jornais, notávamos, e até mesmo nas redes sociais que o turista de um dia para o outro passou a ser indesejado. Existiram notícias com muito impacto, espero que o meu desabafo tenha dado um pequeno contributo de alerta a certos comportamentos que nos poderiam prejudicar o futuro”. Este e outros assuntos que podem ser lidos na edição impressa deste sábado no seu JM.