Covid-19: Aumento de infeções leva responsáveis alemães a pedir mais restrições

O presidente do Instituto de Vigilância de Saúde Robert-Koch (RKI) classificou hoje como preocupante o atual aumento do número de infeções por covid-19 na Alemanha e defendeu a necessidade de adotar novas medidas restritivas. "A situação continua muito grave” e “piorou desde a semana passada”, disse Lothar Wieler num dia em que a Alemanha registou mais 440 mortes e 23.679 casos de infeção pelo coronavírus em 24 horas. O número de mortos num só dia já tinha atingido um recorde na quarta-feira, ao somar 590 vítimas mortais. Segundo o presidente do RKI, é preciso, face à evolução dos números, considerar novas medidas restritivas. “Se [as medidas em vigor] não funcionam, não vejo outra possibilidade”, defendeu. Na Alemanha, os restaurantes, bares, instituições culturais e espaços desportivos estão encerrados desde 01 de novembro. “Há já algumas semanas, o número de casos atingiu um patamar elevado e agora estamos a assistir a um novo aumento do número de casos”, acrescentou, numa conferência de imprensa realizada hoje em Berlim. O responsável do instituto alertou ainda para a probabilidade de um aumento exponencial das infeções, situação que, sublinhou, tem de ser evitada. A Alemanha, apresentada como o “bom aluno” da Europa na primeira vaga da pandemia, na primavera, registou cerca de 1,2 milhões de infetados desde o aparecimento do vírus, em dezembro do ano passado, de acordo com dados do RKI. Face ao ressurgimento do vírus e com a aproximação das férias do final do ano, tradicionalmente marcadas por reuniões de família e amigos, a chanceler, Angela Merkel, pediu novas restrições, sublinhando, num apelo feito na quarta-feira aos deputados, que o número de contactos entre as pessoas é atualmente “muito elevado”. A Alemanha, onde as tradições do Natal estão profundamente enraizadas, tem-se preocupado, nomeadamente com as barraquinhas de comida, que vendem o tradicional vinho quente e ‘waffles’, e que habitualmente se multiplicam à medida que as festas se aproximam. Essas pequenas barraquinhas surgiram em todo o país à medida que os mercados de Natal foram proibidos e as festas corporativas de Natal canceladas. Angela Merkel, que participa numa cimeira europeia em Bruxelas na quinta e na sexta-feira, deverá reunir-se com os líderes dos 16 estados regionais do país neste fim de semana para decidir novas medidas de restrição. A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.557.814 mortos resultantes de mais de 68,2 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP. A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China. Portugal contabiliza 5.192 mortos em 332.073 casos de infeção.

Covid-19: Aumento de infeções leva responsáveis alemães a pedir mais restrições
O presidente do Instituto de Vigilância de Saúde Robert-Koch (RKI) classificou hoje como preocupante o atual aumento do número de infeções por covid-19 na Alemanha e defendeu a necessidade de adotar novas medidas restritivas. "A situação continua muito grave” e “piorou desde a semana passada”, disse Lothar Wieler num dia em que a Alemanha registou mais 440 mortes e 23.679 casos de infeção pelo coronavírus em 24 horas. O número de mortos num só dia já tinha atingido um recorde na quarta-feira, ao somar 590 vítimas mortais. Segundo o presidente do RKI, é preciso, face à evolução dos números, considerar novas medidas restritivas. “Se [as medidas em vigor] não funcionam, não vejo outra possibilidade”, defendeu. Na Alemanha, os restaurantes, bares, instituições culturais e espaços desportivos estão encerrados desde 01 de novembro. “Há já algumas semanas, o número de casos atingiu um patamar elevado e agora estamos a assistir a um novo aumento do número de casos”, acrescentou, numa conferência de imprensa realizada hoje em Berlim. O responsável do instituto alertou ainda para a probabilidade de um aumento exponencial das infeções, situação que, sublinhou, tem de ser evitada. A Alemanha, apresentada como o “bom aluno” da Europa na primeira vaga da pandemia, na primavera, registou cerca de 1,2 milhões de infetados desde o aparecimento do vírus, em dezembro do ano passado, de acordo com dados do RKI. Face ao ressurgimento do vírus e com a aproximação das férias do final do ano, tradicionalmente marcadas por reuniões de família e amigos, a chanceler, Angela Merkel, pediu novas restrições, sublinhando, num apelo feito na quarta-feira aos deputados, que o número de contactos entre as pessoas é atualmente “muito elevado”. A Alemanha, onde as tradições do Natal estão profundamente enraizadas, tem-se preocupado, nomeadamente com as barraquinhas de comida, que vendem o tradicional vinho quente e ‘waffles’, e que habitualmente se multiplicam à medida que as festas se aproximam. Essas pequenas barraquinhas surgiram em todo o país à medida que os mercados de Natal foram proibidos e as festas corporativas de Natal canceladas. Angela Merkel, que participa numa cimeira europeia em Bruxelas na quinta e na sexta-feira, deverá reunir-se com os líderes dos 16 estados regionais do país neste fim de semana para decidir novas medidas de restrição. A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.557.814 mortos resultantes de mais de 68,2 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP. A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China. Portugal contabiliza 5.192 mortos em 332.073 casos de infeção.