Covid-19: Bancos encerram portas por tempo indeterminado na Venezuela

Os bancos venezuelanos foram notificados pela SUDEBAN, entidade reguladora do sistema bancário na Venezuela, para não abrirem as portas esta segunda-feira, por tempo indeterminado, como medida preventiva contra a pandemia de coronavírus no país. “A partir da segunda-feira, 16 de março de 2020, estarão excecionalmente suspensas todas as atividades relacionadas com o atendimento direto aos clientes, usuários e público em geral, através das redes de agências, balcões, escritórios e sedes administrativas em todo o país”, lê-se num comunicado da SUDEBAN. No comunicado, enviado a todas as instituições do sistema bancário da Venezuela, a SUDEBAN explica que, no entanto, devem garantir-se “o pessoal mínimo necessário para o funcionamento e uso dos caixeiros automáticos (Multibanco), banca por Internet, meios de pagamento eletrónico e transferências”. Está ainda garantida a prestação de serviços nos dias não úteis. “A presente medida estará em vigor até tanto este ente reitor (SUDEBAN) modifique os termos do presente ofício”, indica. O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse hoje que foram detetados sete novos casos de Covid-19 no país, elevando assim para 17 o número de cidadãos infetados, e anunciou “quarentena coletiva” na Venezuela. Nicolás Maduro explicou que a cidade de Caracas e seis dos 24 Estados do país - La Guaira, Miranda, Zúlia, Táchira, Apure e Cojedes - passam a estar em “quarentena coletiva e social”, a partir das 05:00 horas locais de segunda-feira (09:00 em Lisboa), como medida preventiva contra a pandemia de Covid-19. Sobre a quarenta social explicou que é “ficar em casa, a suspensão de aulas e de todas as atividades laborais, exceto a de redes de distribuição de alimentos, serviços sanitários e de saúde”. Incluem-se nestas exceções “os serviços de segurança policial e militar, e o transporte (público) com a obrigatoriedade de uso de máscaras nas suas distintas modalidades”. Maduro precisou que, nos próximos dias, de maneira progressiva, a quarenta será estendida a toda a Venezuela e pediu o apoio da população, dos líderes civis, populares e militares nesse sentido. A Venezuela está, desde sexta-feira, no “estado de alerta”, o que permite ao Executivo “ditar decisões drásticas” para combater a pandemia. Foram suspensos os voos provenientes da Europa, Colômbia, Panamá e a República Dominicana, estando também restringidas as entradas de pessoas provenientes do Irão, Japão e Coreia do Sul. Os clubes portugueses e as escolas venezuelanas estão encerrados e as celebrações eucarísticas foram reduzidas, com os rituais a realizarem-se sem contacto físico entre os fiéis. No Metropolitano e no sistema ferroviário é obrigatório o uso de máscaras. As autoridades estão a apelar às pessoas para não saírem de casa, principalmente os que tenham mais de 65 anos de idade. O novo coronavírus responsável pela pandemia de Covid-19 foi detetado em dezembro, na China, e já provocou mais de 6.400 mortos em todo o mundo.

Covid-19: Bancos encerram portas por tempo indeterminado na Venezuela
Os bancos venezuelanos foram notificados pela SUDEBAN, entidade reguladora do sistema bancário na Venezuela, para não abrirem as portas esta segunda-feira, por tempo indeterminado, como medida preventiva contra a pandemia de coronavírus no país. “A partir da segunda-feira, 16 de março de 2020, estarão excecionalmente suspensas todas as atividades relacionadas com o atendimento direto aos clientes, usuários e público em geral, através das redes de agências, balcões, escritórios e sedes administrativas em todo o país”, lê-se num comunicado da SUDEBAN. No comunicado, enviado a todas as instituições do sistema bancário da Venezuela, a SUDEBAN explica que, no entanto, devem garantir-se “o pessoal mínimo necessário para o funcionamento e uso dos caixeiros automáticos (Multibanco), banca por Internet, meios de pagamento eletrónico e transferências”. Está ainda garantida a prestação de serviços nos dias não úteis. “A presente medida estará em vigor até tanto este ente reitor (SUDEBAN) modifique os termos do presente ofício”, indica. O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse hoje que foram detetados sete novos casos de Covid-19 no país, elevando assim para 17 o número de cidadãos infetados, e anunciou “quarentena coletiva” na Venezuela. Nicolás Maduro explicou que a cidade de Caracas e seis dos 24 Estados do país - La Guaira, Miranda, Zúlia, Táchira, Apure e Cojedes - passam a estar em “quarentena coletiva e social”, a partir das 05:00 horas locais de segunda-feira (09:00 em Lisboa), como medida preventiva contra a pandemia de Covid-19. Sobre a quarenta social explicou que é “ficar em casa, a suspensão de aulas e de todas as atividades laborais, exceto a de redes de distribuição de alimentos, serviços sanitários e de saúde”. Incluem-se nestas exceções “os serviços de segurança policial e militar, e o transporte (público) com a obrigatoriedade de uso de máscaras nas suas distintas modalidades”. Maduro precisou que, nos próximos dias, de maneira progressiva, a quarenta será estendida a toda a Venezuela e pediu o apoio da população, dos líderes civis, populares e militares nesse sentido. A Venezuela está, desde sexta-feira, no “estado de alerta”, o que permite ao Executivo “ditar decisões drásticas” para combater a pandemia. Foram suspensos os voos provenientes da Europa, Colômbia, Panamá e a República Dominicana, estando também restringidas as entradas de pessoas provenientes do Irão, Japão e Coreia do Sul. Os clubes portugueses e as escolas venezuelanas estão encerrados e as celebrações eucarísticas foram reduzidas, com os rituais a realizarem-se sem contacto físico entre os fiéis. No Metropolitano e no sistema ferroviário é obrigatório o uso de máscaras. As autoridades estão a apelar às pessoas para não saírem de casa, principalmente os que tenham mais de 65 anos de idade. O novo coronavírus responsável pela pandemia de Covid-19 foi detetado em dezembro, na China, e já provocou mais de 6.400 mortos em todo o mundo.