Covid-19: Câmara de Lobos tem vivido "dias intensos" com a cerca sanitária - Junta de Freguesia

 A população da freguesia de Câmara de Lobos, confinada pela cerca sanitária, na generalidade tem cumprido com as regras, mas têm sido dias “intensos” com muitos pedidos de ajuda, disse o presidente da junta de freguesia da localidade. “Têm sido dias intensos”, declarou Celso Bettencourt (PSD) à agência Lusa, sublinhando que o papel das autarquias locais é “estar na linha da frente”, “trabalhar e tentar minimizar todo impacto que esta cerca tem na freguesia de Câmara de Lobos”. Devido a um foco da covid-19, com 16 infetados, que surgiu no complexo habitacional social da Cidade Nova, no centro da freguesia de Câmara de Lobos, no concelho contíguo a oeste do Funchal, o Governo Regional da Madeira, depois de ouvidas as autoridades de saúde, determinou o estabelecimento de uma cerca sanitária nesta freguesia, desde as 00:00 de domingo e por um período de 15 dias. “Na generalidade, [a população] tem cumprido [com as regras do confinamento] , embora haja sempre alguns casos de pessoas que não andam com a devida proteção na rua”, mencionou o autarca. Nessas situações, Celso Bettencourt disse que tenta “sempre sensibilizar”, mas, quando não resulta, liga “para as autoridades para que intervenham”. “Mas, a grande maioria está a cumprir, as saídas são para os circuitos prioritários, supermercado, farmácia, correios, por exemplo”, apontou, realçando que o movimento nas ruas da freguesia “é residual”. Celso Bettencourt referiu que, quando o cerco sanitário foi anunciado, a junta de freguesia foi muito contactada porque as pessoas tinham “muitas duvidas em relação à situação do certo, quem podia ou não sair”, e surgiram também casos de empresários “que tinham negócios no Funchal e estavam impedidos de ir trabalhar”. “Neste momento, penso que a situação está clarificada e o cerco não permite a saída” de residentes da localidade. O presidente da junta, mencionou que “têm chegado alguns pedidos de apoio de famílias que ficaram isoladas com alguma carência, de grupos de risco, nomeadamente a terceira idade, para levar alguma medicação e algumas compras”. Um dos problemas que os responsáveis autárquicos estão a tentar resolver é o do escoamento de produtos agrícolas suscitado pelos agricultores, nomeadamente os que produzem “numa zona muito rica, que é a Caldeira e o Rancho”. “Eles estão preocupados e, neste momento, estou a ver qual a solução que podemos arranjar”, vincou. Celso Bettencourt destaca que também tem recebido muitas manifestações de apoio e solidariedade e insurge-se contra manifestações “xenófobas” que surgiram, sobretudo nas redes sociais, contra a população da freguesia de Câmara de Lobos. “O que há em Câmara de Lobos, há em todo o lado. Não aceito. É intolerante, porque, no fundo, o que aconteceu na freguesia de Câmara de Lobos podia acontecer em outra freguesia”, sublinhou. “Não aceito ataques xenófobos a toda uma população, num fundo a todo um concelho e a toda uma freguesia, o que só revela falta de inteligência a quem o faz”, complementou, argumentando que “este vírus não escolhe religiões, raças, freguesias, concelhos e pode atacar qualquer um”. O autarca disse ainda que quer “ressalvar o lado positivo, os que manifestam solidariedade com a freguesia” porque “os ataques xenófobos não fazem sentido nenhum nestes tempos ditos modernos que correm”, concluindo que Câmara de Lobos “vai sair ainda mais forte desta adversidade”.

Covid-19: Câmara de Lobos tem vivido "dias intensos" com a cerca sanitária - Junta de Freguesia
 A população da freguesia de Câmara de Lobos, confinada pela cerca sanitária, na generalidade tem cumprido com as regras, mas têm sido dias “intensos” com muitos pedidos de ajuda, disse o presidente da junta de freguesia da localidade. “Têm sido dias intensos”, declarou Celso Bettencourt (PSD) à agência Lusa, sublinhando que o papel das autarquias locais é “estar na linha da frente”, “trabalhar e tentar minimizar todo impacto que esta cerca tem na freguesia de Câmara de Lobos”. Devido a um foco da covid-19, com 16 infetados, que surgiu no complexo habitacional social da Cidade Nova, no centro da freguesia de Câmara de Lobos, no concelho contíguo a oeste do Funchal, o Governo Regional da Madeira, depois de ouvidas as autoridades de saúde, determinou o estabelecimento de uma cerca sanitária nesta freguesia, desde as 00:00 de domingo e por um período de 15 dias. “Na generalidade, [a população] tem cumprido [com as regras do confinamento] , embora haja sempre alguns casos de pessoas que não andam com a devida proteção na rua”, mencionou o autarca. Nessas situações, Celso Bettencourt disse que tenta “sempre sensibilizar”, mas, quando não resulta, liga “para as autoridades para que intervenham”. “Mas, a grande maioria está a cumprir, as saídas são para os circuitos prioritários, supermercado, farmácia, correios, por exemplo”, apontou, realçando que o movimento nas ruas da freguesia “é residual”. Celso Bettencourt referiu que, quando o cerco sanitário foi anunciado, a junta de freguesia foi muito contactada porque as pessoas tinham “muitas duvidas em relação à situação do certo, quem podia ou não sair”, e surgiram também casos de empresários “que tinham negócios no Funchal e estavam impedidos de ir trabalhar”. “Neste momento, penso que a situação está clarificada e o cerco não permite a saída” de residentes da localidade. O presidente da junta, mencionou que “têm chegado alguns pedidos de apoio de famílias que ficaram isoladas com alguma carência, de grupos de risco, nomeadamente a terceira idade, para levar alguma medicação e algumas compras”. Um dos problemas que os responsáveis autárquicos estão a tentar resolver é o do escoamento de produtos agrícolas suscitado pelos agricultores, nomeadamente os que produzem “numa zona muito rica, que é a Caldeira e o Rancho”. “Eles estão preocupados e, neste momento, estou a ver qual a solução que podemos arranjar”, vincou. Celso Bettencourt destaca que também tem recebido muitas manifestações de apoio e solidariedade e insurge-se contra manifestações “xenófobas” que surgiram, sobretudo nas redes sociais, contra a população da freguesia de Câmara de Lobos. “O que há em Câmara de Lobos, há em todo o lado. Não aceito. É intolerante, porque, no fundo, o que aconteceu na freguesia de Câmara de Lobos podia acontecer em outra freguesia”, sublinhou. “Não aceito ataques xenófobos a toda uma população, num fundo a todo um concelho e a toda uma freguesia, o que só revela falta de inteligência a quem o faz”, complementou, argumentando que “este vírus não escolhe religiões, raças, freguesias, concelhos e pode atacar qualquer um”. O autarca disse ainda que quer “ressalvar o lado positivo, os que manifestam solidariedade com a freguesia” porque “os ataques xenófobos não fazem sentido nenhum nestes tempos ditos modernos que correm”, concluindo que Câmara de Lobos “vai sair ainda mais forte desta adversidade”.