Covid-19: Celebração da Páscoa na Região sofre diversas alterações

A Diocese do Funchal emitiu um comunicado em que explica as diversas alterações na celebração da Páscoa na Madeira, como decorrência do novo coronavírus. Leia a nota na íntegra: "Caros cristãos da diocese do Funchal, a Páscoa é o centro das celebrações cristãs, o centro do ano litúrgico. Nela celebramos a morte e a ressurreição de Jesus, que tornou a nossa morte em esperança de vida eterna, e celebramos, também, o nosso baptismo, quer dizer: a vida de Cristo ressuscitado que, por meio do Espírito Santo, dá vida divina à nossa existência. Os apóstolos perguntaram a Jesus: onde queres que façamos os preparativos para a Páscoa? Estou seguro de que, este ano, a resposta que Jesus nos dá é: "em tua casa, com aqueles com quem vives este tempo de quarentena". Nos tempos em que vivemos somos chamados a ser Igreja, mesmo e sobretudo em nossas casas, fazendo o bem, sendo responsáveis por todos, escutando a Palavra de Deus, assistindo às celebrações através dos Meios de Comunicação e comungando espiritualmente. Este ano ficará na história e na memória de todos os cristãos madeirenses e portosantenses: fomos impedidos de viver a Quaresma com as habituais celebrações, e também não vamos poder celebrar a Páscoa segundo o modo habitual. Somos obrigados a adaptar-nos às circunstâncias que este tempo de emergência nos permite. Para que todos se possam unir e celebrar a Páscoa nestes condicionalismos, a RTP Madeira fará em directo a transmissão das celebrações a que vou presidir. Serão as seguintes: no Domingo de Ramos, às 12:00 (transmitida da Igreja da Boa Nova); na Quinta-feira Santa e na Sexta-feira Santa às 16:30, e no Domingo de Páscoa às 12:00 (transmitidas da Sé). Cada família, cada lar, não deixará certamente de procurar viver e celebrar a Páscoa como Igreja Doméstica. No site da nossa Diocese (www.diocesedofunchal.com) é apresentada uma ajuda que podereis seguir. Para além disso, sugiro ainda a todos alguns sinais exteriores da fé que vivemos. Assim, a partir de Domingo de Ramos, sugiro que à porta de cada casa esteja uma cruz (construída com madeira, com ramos de árvores ou com outro material), e que, no Domingo de Páscoa, a ornamentem com flores (se não for possível de outro modo, com flores de papel feitas pelas crianças). Se quiserem, podem enviar para o facebook da diocese uma fotografia da cruz gloriosa. Convido ainda a que no Sábado, às 22:00, coloquem numa janela de casa uma vela ou acendam as luzes da habitação. No que toca às visitas do Espírito Santo, terão que ser reagendadas, substituídas por outro qualquer gesto, ou mesmo canceladas, consoante as diversas paróquias, os seus costumes e as suas possibilidades. Peço a compreensão de todos para esta medida. As celebrações do sacramento do Crisma que estavam previstas até finais do mês de Julho serão igualmente adiadas. Logo que fôr possível pensar em datas mais seguras veremos a forma de as poder reagendar. Como quer que seja, vivamos a Páscoa do Senhor, a Sua morte e ressurreição. Sejamos um testemunho credível de Jesus e ajudemo-nos todos uns aos outros a passar este momento difícil da nossa vida. Não nos afastemos de Deus. Não passemos estes dias sem celebrar a Ressurreição, a Sua e nossa vitória sobre a morte".

Covid-19: Celebração da Páscoa na Região sofre diversas alterações
A Diocese do Funchal emitiu um comunicado em que explica as diversas alterações na celebração da Páscoa na Madeira, como decorrência do novo coronavírus. Leia a nota na íntegra: "Caros cristãos da diocese do Funchal, a Páscoa é o centro das celebrações cristãs, o centro do ano litúrgico. Nela celebramos a morte e a ressurreição de Jesus, que tornou a nossa morte em esperança de vida eterna, e celebramos, também, o nosso baptismo, quer dizer: a vida de Cristo ressuscitado que, por meio do Espírito Santo, dá vida divina à nossa existência. Os apóstolos perguntaram a Jesus: onde queres que façamos os preparativos para a Páscoa? Estou seguro de que, este ano, a resposta que Jesus nos dá é: "em tua casa, com aqueles com quem vives este tempo de quarentena". Nos tempos em que vivemos somos chamados a ser Igreja, mesmo e sobretudo em nossas casas, fazendo o bem, sendo responsáveis por todos, escutando a Palavra de Deus, assistindo às celebrações através dos Meios de Comunicação e comungando espiritualmente. Este ano ficará na história e na memória de todos os cristãos madeirenses e portosantenses: fomos impedidos de viver a Quaresma com as habituais celebrações, e também não vamos poder celebrar a Páscoa segundo o modo habitual. Somos obrigados a adaptar-nos às circunstâncias que este tempo de emergência nos permite. Para que todos se possam unir e celebrar a Páscoa nestes condicionalismos, a RTP Madeira fará em directo a transmissão das celebrações a que vou presidir. Serão as seguintes: no Domingo de Ramos, às 12:00 (transmitida da Igreja da Boa Nova); na Quinta-feira Santa e na Sexta-feira Santa às 16:30, e no Domingo de Páscoa às 12:00 (transmitidas da Sé). Cada família, cada lar, não deixará certamente de procurar viver e celebrar a Páscoa como Igreja Doméstica. No site da nossa Diocese (www.diocesedofunchal.com) é apresentada uma ajuda que podereis seguir. Para além disso, sugiro ainda a todos alguns sinais exteriores da fé que vivemos. Assim, a partir de Domingo de Ramos, sugiro que à porta de cada casa esteja uma cruz (construída com madeira, com ramos de árvores ou com outro material), e que, no Domingo de Páscoa, a ornamentem com flores (se não for possível de outro modo, com flores de papel feitas pelas crianças). Se quiserem, podem enviar para o facebook da diocese uma fotografia da cruz gloriosa. Convido ainda a que no Sábado, às 22:00, coloquem numa janela de casa uma vela ou acendam as luzes da habitação. No que toca às visitas do Espírito Santo, terão que ser reagendadas, substituídas por outro qualquer gesto, ou mesmo canceladas, consoante as diversas paróquias, os seus costumes e as suas possibilidades. Peço a compreensão de todos para esta medida. As celebrações do sacramento do Crisma que estavam previstas até finais do mês de Julho serão igualmente adiadas. Logo que fôr possível pensar em datas mais seguras veremos a forma de as poder reagendar. Como quer que seja, vivamos a Páscoa do Senhor, a Sua morte e ressurreição. Sejamos um testemunho credível de Jesus e ajudemo-nos todos uns aos outros a passar este momento difícil da nossa vida. Não nos afastemos de Deus. Não passemos estes dias sem celebrar a Ressurreição, a Sua e nossa vitória sobre a morte".