Covid-19: Com três novos casos Venezuela restringe voos nacionais e internacionais

O Governo venezuelano elevou para 36 o número de casos confirmados no país, na terça-feira, dia em que foi anunciada a restrinção de todos os voos nacionais e internacionais. "No processo de deteção diária de casos de coronavírus na Venezuela" foram identificados "três novos casos" em homens, residentes no leste de Caracas, anunciou a vice-presidente da Venezuela. Delcy Rodríguez disse que "a região capital é agora a de maior incidência de casos com 11 pessoas infetadas". Por outro lado, o Instituto de Aviação Civil da Venezuela (INAC) anunciou a restrição de todos voos nacionais e internacionais no país. “O INAC informa o povo venezuelano que a partir de 17 de março se restringem as operações aéreas de aviação geral e comercial, para e dentro da República Bolivariana da Venezuela, reforçando as ações de segurança e saúde em todo o território" venezuelano, de acordo com um comunicado. O instituto acrescentou que “apenas estão autorizados os voos, aterragem e descolagem, de carga e correio”. Com 36 casos confirmados de Covid-19, a Venezuela está deste segunda-feira em “quarentena social coletiva” para evitar a propagação do vírus. A população apenas pode circular na zona de residência, por estar restringida a circulação terrestre entre os 24 estados do país. Milhares de militares e polícias estão a patrulhar cidades e estados, com as autoridades a exigirem o uso de máscaras de proteção às pessoas que caminham e para entrar nos supermercados, farmácias e hospitais, únicos estabelecimentos comerciais autorizados a permanecerem abertos, embora em horário reduzido. Nos supermercados, maioritariamente de portugueses, é limitado o número de pessoas que podem estar ao mesmo tempo no interior, com os clientes a ficar à porta, em fila de espera para entrar, mantendo uma distância de 1,5 metros entre cada pessoa. Desde sexta-feira passada que a Venezuela, onde vive uma numerosa comunidade portuguesa, está sob “estado de alerta”, o que permite ao executivo decretar “decisões drásticas” para combater a pandemia de Covid-19. Constitucionalmente, o estados de alerta tem uma duração de 30 dias, prorrogável por igual período. Em 13 de março, a Venezuela suspendeu os voos provenientes da Europa, da Colômbia, do Panamá e da República Dominicana, sendo também restringidas as entradas de pessoas provenientes do Irão, do Japão e da Coreia do Sul. Além das escolas, também os clubes culturais e recreativos de portugueses em Caracas estão fechados, sendo obrigatório usar máscaras de proteção no metropolitano e no sistema ferroviário que presta serviço apenas a trabalhadores dos serviços básicos de primeira necessidade. O acesso às praias e parques está também interditado. O coronavírus responsável pela pandemia da Covid-19 infetou mais de 189 mil pessoas, das quais mais de 7.800 morreram. Das pessoas infetadas em todo o mundo, mais de 81 mil recuperaram da doença. O surto começou na China, em dezembro, e espalhou-se por mais de 146 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Covid-19: Com três novos casos Venezuela restringe voos nacionais e internacionais
O Governo venezuelano elevou para 36 o número de casos confirmados no país, na terça-feira, dia em que foi anunciada a restrinção de todos os voos nacionais e internacionais. "No processo de deteção diária de casos de coronavírus na Venezuela" foram identificados "três novos casos" em homens, residentes no leste de Caracas, anunciou a vice-presidente da Venezuela. Delcy Rodríguez disse que "a região capital é agora a de maior incidência de casos com 11 pessoas infetadas". Por outro lado, o Instituto de Aviação Civil da Venezuela (INAC) anunciou a restrição de todos voos nacionais e internacionais no país. “O INAC informa o povo venezuelano que a partir de 17 de março se restringem as operações aéreas de aviação geral e comercial, para e dentro da República Bolivariana da Venezuela, reforçando as ações de segurança e saúde em todo o território" venezuelano, de acordo com um comunicado. O instituto acrescentou que “apenas estão autorizados os voos, aterragem e descolagem, de carga e correio”. Com 36 casos confirmados de Covid-19, a Venezuela está deste segunda-feira em “quarentena social coletiva” para evitar a propagação do vírus. A população apenas pode circular na zona de residência, por estar restringida a circulação terrestre entre os 24 estados do país. Milhares de militares e polícias estão a patrulhar cidades e estados, com as autoridades a exigirem o uso de máscaras de proteção às pessoas que caminham e para entrar nos supermercados, farmácias e hospitais, únicos estabelecimentos comerciais autorizados a permanecerem abertos, embora em horário reduzido. Nos supermercados, maioritariamente de portugueses, é limitado o número de pessoas que podem estar ao mesmo tempo no interior, com os clientes a ficar à porta, em fila de espera para entrar, mantendo uma distância de 1,5 metros entre cada pessoa. Desde sexta-feira passada que a Venezuela, onde vive uma numerosa comunidade portuguesa, está sob “estado de alerta”, o que permite ao executivo decretar “decisões drásticas” para combater a pandemia de Covid-19. Constitucionalmente, o estados de alerta tem uma duração de 30 dias, prorrogável por igual período. Em 13 de março, a Venezuela suspendeu os voos provenientes da Europa, da Colômbia, do Panamá e da República Dominicana, sendo também restringidas as entradas de pessoas provenientes do Irão, do Japão e da Coreia do Sul. Além das escolas, também os clubes culturais e recreativos de portugueses em Caracas estão fechados, sendo obrigatório usar máscaras de proteção no metropolitano e no sistema ferroviário que presta serviço apenas a trabalhadores dos serviços básicos de primeira necessidade. O acesso às praias e parques está também interditado. O coronavírus responsável pela pandemia da Covid-19 infetou mais de 189 mil pessoas, das quais mais de 7.800 morreram. Das pessoas infetadas em todo o mundo, mais de 81 mil recuperaram da doença. O surto começou na China, em dezembro, e espalhou-se por mais de 146 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.