Covid-19: Donald Trump pressiona Estados a levantarem restrições

O Presidente dos EUA, Donald Trump, apelou hoje aos seus apoiantes para “Libertarem” três estados dirigidos por eleitos do partido Democrata, encorajando na prática protestos que contrariam as indicações de confinamento motivadas pelo novo coronavírus. Em mensagem na rede social Twitter, e um dia após ter divulgado um plano sobre um regresso gradual às atividades económicas, Trump adotou uma retórica semelhante aos seus apoiantes que exigem a anulação das ordens que implicaram a perda de emprego para milhões de norte-americanos. “LIBERTEM MINNESOTA!”, “LIBERTEM MICHIGAN!” e “LIBERTEM VIRGÍNIA”, escreveu Trump naquela rede social em que também critica o governador de Nova Iorque, Andrew Cuomo, que tem emitido críticas à resposta federal. Cuomo “devia gastar mais tempo a ‘fazer’ e menos tempo a ‘queixar-se’”, disse, e acrescentando: “Menos conversa e mais ação!”. O inquilino da Casa Branca voltou a criticar diversos Estados no Twitter: “Os Estados têm de pôr em prática os seus TESTES!”. Na quinta-feira, o Governo de Trump emitiu novas orientações para Estados, empresas e pessoas sobre a forma de aliviar as restrições do distanciamento social para lidar com o novo coronavírus em áreas onde este esteja em declínio. Segundo as orientações distribuídas, os Estados ou as regiões devem verificar alguns critérios antes de evoluírem para uma abertura programada. Por exemplo, deve haver uma trajetória descendente de casos documentados da pandemia de covid-19 dentro de um período de 14 dias e a existência de um programa robusto de testes para os trabalhadores do setor da saúde. Para os Estados e as regiões que satisfaçam o critério da ‘fase um’ da reabertura, as orientações apontam para que os indivíduos vulneráveis continuem a proteger-se em casa. Outros que saiam de casa devem evitar socializar em grupos com mais de 10 pessoas em locais que não permitam o apropriado distanciamento físico. Para tipos específicos de trabalhadores, recomenda-se que os bares continuem fechados na fase um. Contudo, teatros, recintos desportivos e igrejas podem abrir, “sob estritos protocolos de distanciamento físico”. Na ‘fase dois’, as pessoas são encorajadas a maximizar o distanciamento social onde seja possível e evitar participar em reuniões com mais de 50 pessoas, a não ser que se tomam medidas de precaução. Nesta fase, as viagens podem ser retomadas. Por fim, na ‘fase três’, o objetivo é o regresso à normalidade para a maioria dos norte-americanos, com o foco a passar a ser o da identificação e isolamento de novas infeções. Contudo, vários governadores, dos dois partidos, já deixaram claro que vão seguir ao seu próprio ritmo. A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 145 mil mortos e infetou mais de 2,1 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 465 mil doentes foram considerados curados. Os Estados Unidos são o país com mais mortos (33 mil) e mais casos de infeção confirmados (671 mil). Seguem-se Itália (22.745 mortos, em 172.434 casos), Espanha (19.478 mortos, 188.068 casos), França (17.920 mortos, 165.027 casos), Reino Unido (13.729 mortos, 103.093 casos) e Bélgica (5.163 mortos, 36.138 casos). Por regiões, a Europa somava hoje 94.021 mortos (mais de um milhão de casos), Estados Unidos e Canadá 34.499 mortos (701.335 casos), a Ásia 6.751 mortos (154.943 casos), o Médio Oriente 5.357 mortos (115.745 casos), a América Latina e Caribe 4.001 mortos (85.237 casos), a África 965 mortos (18 mil casos) e a Oceânia 79 mortos (7.730 casos).

Covid-19: Donald Trump pressiona Estados a levantarem restrições
O Presidente dos EUA, Donald Trump, apelou hoje aos seus apoiantes para “Libertarem” três estados dirigidos por eleitos do partido Democrata, encorajando na prática protestos que contrariam as indicações de confinamento motivadas pelo novo coronavírus. Em mensagem na rede social Twitter, e um dia após ter divulgado um plano sobre um regresso gradual às atividades económicas, Trump adotou uma retórica semelhante aos seus apoiantes que exigem a anulação das ordens que implicaram a perda de emprego para milhões de norte-americanos. “LIBERTEM MINNESOTA!”, “LIBERTEM MICHIGAN!” e “LIBERTEM VIRGÍNIA”, escreveu Trump naquela rede social em que também critica o governador de Nova Iorque, Andrew Cuomo, que tem emitido críticas à resposta federal. Cuomo “devia gastar mais tempo a ‘fazer’ e menos tempo a ‘queixar-se’”, disse, e acrescentando: “Menos conversa e mais ação!”. O inquilino da Casa Branca voltou a criticar diversos Estados no Twitter: “Os Estados têm de pôr em prática os seus TESTES!”. Na quinta-feira, o Governo de Trump emitiu novas orientações para Estados, empresas e pessoas sobre a forma de aliviar as restrições do distanciamento social para lidar com o novo coronavírus em áreas onde este esteja em declínio. Segundo as orientações distribuídas, os Estados ou as regiões devem verificar alguns critérios antes de evoluírem para uma abertura programada. Por exemplo, deve haver uma trajetória descendente de casos documentados da pandemia de covid-19 dentro de um período de 14 dias e a existência de um programa robusto de testes para os trabalhadores do setor da saúde. Para os Estados e as regiões que satisfaçam o critério da ‘fase um’ da reabertura, as orientações apontam para que os indivíduos vulneráveis continuem a proteger-se em casa. Outros que saiam de casa devem evitar socializar em grupos com mais de 10 pessoas em locais que não permitam o apropriado distanciamento físico. Para tipos específicos de trabalhadores, recomenda-se que os bares continuem fechados na fase um. Contudo, teatros, recintos desportivos e igrejas podem abrir, “sob estritos protocolos de distanciamento físico”. Na ‘fase dois’, as pessoas são encorajadas a maximizar o distanciamento social onde seja possível e evitar participar em reuniões com mais de 50 pessoas, a não ser que se tomam medidas de precaução. Nesta fase, as viagens podem ser retomadas. Por fim, na ‘fase três’, o objetivo é o regresso à normalidade para a maioria dos norte-americanos, com o foco a passar a ser o da identificação e isolamento de novas infeções. Contudo, vários governadores, dos dois partidos, já deixaram claro que vão seguir ao seu próprio ritmo. A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 145 mil mortos e infetou mais de 2,1 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 465 mil doentes foram considerados curados. Os Estados Unidos são o país com mais mortos (33 mil) e mais casos de infeção confirmados (671 mil). Seguem-se Itália (22.745 mortos, em 172.434 casos), Espanha (19.478 mortos, 188.068 casos), França (17.920 mortos, 165.027 casos), Reino Unido (13.729 mortos, 103.093 casos) e Bélgica (5.163 mortos, 36.138 casos). Por regiões, a Europa somava hoje 94.021 mortos (mais de um milhão de casos), Estados Unidos e Canadá 34.499 mortos (701.335 casos), a Ásia 6.751 mortos (154.943 casos), o Médio Oriente 5.357 mortos (115.745 casos), a América Latina e Caribe 4.001 mortos (85.237 casos), a África 965 mortos (18 mil casos) e a Oceânia 79 mortos (7.730 casos).