Covid-19: Maioria das empresas britânicas quase sem liquidez

A maioria das empresas britânicas receia ficar sem dinheiro dentro de poucos meses devido às dificuldades em obter apoio do Governo para fazer face à quebra de receitas causada pela pandemia covid-19, de acordo com um estudo publicado hoje.  Numa pesquisa a cerca de 600 membros das Câmaras de Comércio Britânicas (BCC), 62% responderam que não tinham mais do que o equivalente a três meses em fundos para cobrir os custos de operação.  A BCC afirma que as restrições impostas à sociedade poderão levar muitas empresas à falência devido à queda acentuada e significativa nas vendas dentro do país e para o estrangeiro, podendo resultar num número elevado de despedimentos. O ministro das Finanças, Rishi Sunak, anunciou um pacote de ajudas "sem precedentes", incluindo isenção de impostos, garantias de empréstimos e pagamento de salários dos trabalhadores, mas alguns empresários têm-se queixado da dificuldade no acesso a estas medidas.  “Embora as empresas tenham recebido com agrado a dimensão e âmbito sem precedentes dos pacotes de apoio do governo, as nossas conclusões destacam a necessidade urgente de esse apoio chegar às empresas o mais rápido possível. A maioria das empresas não pode esperar semanas ou meses para que a ajuda chegue”, avisou o diretor geral da BCC, Adam Marshall. Quase metade dos inquiridos (44%) do estudo da BCC respondeu que pretende aproveitar o esquema de ‘lay-off’ aprovado pelo Governo que garante o pagamento 80% do salários dos empregados até 2.500 libras (2.860 euros). Esta medida está a ser implementada por empresas como o jornal Evening Standard ou a transportadora aérea Easyjet, que suspendeu temporariamente por dois meses 4.000 dos seus 9.000 trabalhadores, enquanto que a British Airways está em negociações para incluir cerca de 36.000 trabalhadores, segundo a BCC.  Os resultados deste barómetro juntam-se às conclusões de um estudo pela associação de contabilistas Corporate Finance Network divulgado na quarta-feira de que 18% das pequenas e médias empresas britânicas poderão não conseguir obter financiamento público a tempo para sobreviver.   Apesar das medidas aprovadas pelo executivo do primeiro-ministo Boris Johnson, a crise económica que resultou do confinamento decretado pelo governo a todos os estabelecimentos comerciais não essenciais, desde bares a restaurantes, cinemas, teatros ou cabeleireiros, já resultou em despedimentos e afetou muitos trabalhadores por conta própria.  De acordo com o Ministério do Trabalho e Pensões, cerca de 950 mil pessoas pediram acesso a subsídios de manutenção nas últimas duas semanas, quando o normal seria cem mil.  O número total de mortes relacionadas com a covid-19 no Reino Unido aumentou hoje para 2.921, mais 569 do que na quarta-feira, enquanto que o número de casos subiu para 33.718, informou hoje o Ministério da Saúde britânico.

Covid-19: Maioria das empresas britânicas quase sem liquidez
A maioria das empresas britânicas receia ficar sem dinheiro dentro de poucos meses devido às dificuldades em obter apoio do Governo para fazer face à quebra de receitas causada pela pandemia covid-19, de acordo com um estudo publicado hoje.  Numa pesquisa a cerca de 600 membros das Câmaras de Comércio Britânicas (BCC), 62% responderam que não tinham mais do que o equivalente a três meses em fundos para cobrir os custos de operação.  A BCC afirma que as restrições impostas à sociedade poderão levar muitas empresas à falência devido à queda acentuada e significativa nas vendas dentro do país e para o estrangeiro, podendo resultar num número elevado de despedimentos. O ministro das Finanças, Rishi Sunak, anunciou um pacote de ajudas "sem precedentes", incluindo isenção de impostos, garantias de empréstimos e pagamento de salários dos trabalhadores, mas alguns empresários têm-se queixado da dificuldade no acesso a estas medidas.  “Embora as empresas tenham recebido com agrado a dimensão e âmbito sem precedentes dos pacotes de apoio do governo, as nossas conclusões destacam a necessidade urgente de esse apoio chegar às empresas o mais rápido possível. A maioria das empresas não pode esperar semanas ou meses para que a ajuda chegue”, avisou o diretor geral da BCC, Adam Marshall. Quase metade dos inquiridos (44%) do estudo da BCC respondeu que pretende aproveitar o esquema de ‘lay-off’ aprovado pelo Governo que garante o pagamento 80% do salários dos empregados até 2.500 libras (2.860 euros). Esta medida está a ser implementada por empresas como o jornal Evening Standard ou a transportadora aérea Easyjet, que suspendeu temporariamente por dois meses 4.000 dos seus 9.000 trabalhadores, enquanto que a British Airways está em negociações para incluir cerca de 36.000 trabalhadores, segundo a BCC.  Os resultados deste barómetro juntam-se às conclusões de um estudo pela associação de contabilistas Corporate Finance Network divulgado na quarta-feira de que 18% das pequenas e médias empresas britânicas poderão não conseguir obter financiamento público a tempo para sobreviver.   Apesar das medidas aprovadas pelo executivo do primeiro-ministo Boris Johnson, a crise económica que resultou do confinamento decretado pelo governo a todos os estabelecimentos comerciais não essenciais, desde bares a restaurantes, cinemas, teatros ou cabeleireiros, já resultou em despedimentos e afetou muitos trabalhadores por conta própria.  De acordo com o Ministério do Trabalho e Pensões, cerca de 950 mil pessoas pediram acesso a subsídios de manutenção nas últimas duas semanas, quando o normal seria cem mil.  O número total de mortes relacionadas com a covid-19 no Reino Unido aumentou hoje para 2.921, mais 569 do que na quarta-feira, enquanto que o número de casos subiu para 33.718, informou hoje o Ministério da Saúde britânico.