Covid-19: Não há motivos para não tomar ‘Ibuprofeno’

Em tempos tumultuosos surgem rumores. O mais recente aponta o anti-inflamatório ‘Ibuprofeno’ como acelerador ao agravamento de um doente com Covid-19. Acalme-se. Num momento onde o receio e o medo se ampliam, figuram-se hipóteses que semeiam o crescente medo ao novo surto. Muitos falam, mas a Ciência impera. Conforme poderá ler hoje na edição impressa do JM, a nova teoria que circula nas redes sociais ‘alerta’ para a toma do ‘Ibuprofeno’ em caso de suspeita de coronavírus. Mas vamos por partes. Tudo terá começado numa publicação da revista cientifica ‘Lancet’, no dia 11 de março, com base em três estudos feitos a doentes chineses. Nessa análise, especula-se que o ‘Ibuprofeno’ aumenta a quantidade da enzima ‘angiotensina 2’ (ACE2) no organismo que, segundo o estudo, são usadas pelo coronavírus para entrar nas células humanas. Logo, mais ACE2 aumenta as probabilidades de contrair Covid-19. A dar força a esta hipótese, surgiu o ministro da Saúde francês, oliver Véran, que publicou no Twiiter, no dia 14 de março, que doentes infetados não devem tomar anti-inflamatórios como ‘Ibuprofeno’, apontando ainda que “pode piorar a infeção”. Ainda seguindo a linha francesa, o diretor-geral da Saúde de França, Jérôme Salomon, certificou a teoria desaconselhando ao uso do medicamento tendo, inclusive, enviado diretivas aos hospitais franceses para esse fim. Em Portugal, estas declarações já surtiram efeito e, de acordo com o Jornal Económico, Ricardo Baptista leita, deputado do PSD que é também médico de saúde pública, já reagiu à afirmação de Oliver Véran questionando-o s etem bases cientificas sobre o que está a dizer. Ora, em solo madeirense, quem apontou a mesma dúvida foi Bruno Olim, antigo presidente da Delegação Regional da Madeira da ordem dos Farmacêuticos, que assegura ao JM, que não há cientificamente uma relação negativa entre o ‘Ibuprofeno’ e o Covid-19. “Neste momento não há nenhuma evidencia cientifica, que de forma clara, diga que há uma recomendação negativa na utilização de ‘Ibuprofeno’ no Covid-19 (…) até porque com os sintomas do coronavírus o anti-inflamatório aqui não me parece que faça muito sentido”, disse. Ao Jornal deixou claro que lhe parece “ainda uma não questão”. No entanto, sublinha, “estamos numa fase em que as coisas acontecem ao segundo e mudam muito depressa”, A verdade é que mesmo que venha a ser certificada esta teoria, Bruno Olim, referiu que o importante é estar atento aos sinais (tosse, febre e dificuldade respiratória) e confiar que os profissionais de saúde vão tratar o paciente de acordo com aquilo que é a ciência, e as normas internacionais emitidas, e vão respeitar aquele que é o tratamento do Covid-19.   Leia mais sobre este e outros assuntos na edição impressa do seu JM.

Covid-19: Não há motivos para não tomar ‘Ibuprofeno’
Em tempos tumultuosos surgem rumores. O mais recente aponta o anti-inflamatório ‘Ibuprofeno’ como acelerador ao agravamento de um doente com Covid-19. Acalme-se. Num momento onde o receio e o medo se ampliam, figuram-se hipóteses que semeiam o crescente medo ao novo surto. Muitos falam, mas a Ciência impera. Conforme poderá ler hoje na edição impressa do JM, a nova teoria que circula nas redes sociais ‘alerta’ para a toma do ‘Ibuprofeno’ em caso de suspeita de coronavírus. Mas vamos por partes. Tudo terá começado numa publicação da revista cientifica ‘Lancet’, no dia 11 de março, com base em três estudos feitos a doentes chineses. Nessa análise, especula-se que o ‘Ibuprofeno’ aumenta a quantidade da enzima ‘angiotensina 2’ (ACE2) no organismo que, segundo o estudo, são usadas pelo coronavírus para entrar nas células humanas. Logo, mais ACE2 aumenta as probabilidades de contrair Covid-19. A dar força a esta hipótese, surgiu o ministro da Saúde francês, oliver Véran, que publicou no Twiiter, no dia 14 de março, que doentes infetados não devem tomar anti-inflamatórios como ‘Ibuprofeno’, apontando ainda que “pode piorar a infeção”. Ainda seguindo a linha francesa, o diretor-geral da Saúde de França, Jérôme Salomon, certificou a teoria desaconselhando ao uso do medicamento tendo, inclusive, enviado diretivas aos hospitais franceses para esse fim. Em Portugal, estas declarações já surtiram efeito e, de acordo com o Jornal Económico, Ricardo Baptista leita, deputado do PSD que é também médico de saúde pública, já reagiu à afirmação de Oliver Véran questionando-o s etem bases cientificas sobre o que está a dizer. Ora, em solo madeirense, quem apontou a mesma dúvida foi Bruno Olim, antigo presidente da Delegação Regional da Madeira da ordem dos Farmacêuticos, que assegura ao JM, que não há cientificamente uma relação negativa entre o ‘Ibuprofeno’ e o Covid-19. “Neste momento não há nenhuma evidencia cientifica, que de forma clara, diga que há uma recomendação negativa na utilização de ‘Ibuprofeno’ no Covid-19 (…) até porque com os sintomas do coronavírus o anti-inflamatório aqui não me parece que faça muito sentido”, disse. Ao Jornal deixou claro que lhe parece “ainda uma não questão”. No entanto, sublinha, “estamos numa fase em que as coisas acontecem ao segundo e mudam muito depressa”, A verdade é que mesmo que venha a ser certificada esta teoria, Bruno Olim, referiu que o importante é estar atento aos sinais (tosse, febre e dificuldade respiratória) e confiar que os profissionais de saúde vão tratar o paciente de acordo com aquilo que é a ciência, e as normas internacionais emitidas, e vão respeitar aquele que é o tratamento do Covid-19.   Leia mais sobre este e outros assuntos na edição impressa do seu JM.