Documentário recorda tradições e vivências da Madeira nos Açores

A Casa da Madeira nos Açores produziu um documentário no qual é possível compreender o trabalho
desenvolvido em prol das tradições madeirenses desta instituição já com quase 35 anos de existência. A Casa da Madeira nos Açores é um projeto consolidado no arquipélago que nasceu em 1986. Num documentário produzido pela instituição madeirense, Duarte Chaves, presidente da Casa reforça essa longevidade. “Estamos numa fase já de maturidade, ela foi fundada com o pressuposto de divulgar a cultura madeirense no arquipélago dos Açores que se manteve ao longo destes anos. Tivemos já várias gerações de madeirenses e açorianos que passaram por esta instituição”, recordou. União entre arquipélagos O presidente deixa claro que esta não é uma instituição apenas para madeirenses pois “ao longo destas décadas houve imensos açorianos que fizeram parte dos órgãos sociais da Casa da Madeira nos Açores”. “Temos muitos madeirenses que estão cá já há várias décadas, que acabaram por casar e por constituir família aqui no arquipélago dos Açores e, obviamente, temos já segundas e terceiras gerações de descendentes de madeirenses que estão a fazer parte da nossa instituição”, descreveu. Ao longo destes 34 anos a presença da Casa da Madeira foi mudando e as atividades alteraram-se um pouco. “Alterámos a nossa ação junto da comunidade, temos nos preocupado muito com questões de divulgação cultural, divulgar alguns elementos das características madeirenses quer, por exemplo, da gastronomia, quer do calendário festivo e também fazer alguma relação entre a Madeira e os Açores, ou seja, dar a conhecer quer a açorianos quer a madeirenses as culturas dos dois arquipélagos”, continua. Enfoque na ‘Festa’ Duarte Chaves explica que a instituição tem um calendário de atividades pré-estabelecido onde o grande enfoque está no período do Natal, “muito tradicional para os madeirenses”. “Vive-se o natal, se calhar, de uma forma um pouco diferente do que se vive aqui nos açores e particularmente em São Miguel. Desde 2015 que realizamos uma grande lapinha e convidamos todas as escolas do concelho de ponta delgada para poderem visitar a Casa da Madeira”, detalhou. Élvio Gouveia, Vogal da Direção da Casa da Madeira nos Açores, recordou algumas das tradições desta altura tão caracteristicamente madeirense. “Não era hábito fazer o bolo de mel em casa, o meu pai comprava a uma senhora que fazia os bolos de mel na Lombada, também em São Martinho, dava para todo o Natal”. Mas para Élvio Gouveia, as recordações do natal não passam só pelos bolos de mel. “As broas de mel, os licores, vários licores que na casa dos meus avós sempre havia, incluindo o célebre 'Tim Tam Tum'. No fundo, as festas de natal com tudo o que está associado a essa quadra”, recordou. A terminar o madeirense garante que estas são as recordações que tem e que não vai esquecer. “Por muitos anos que eu viva não esqueço porque foram marcantes”. Nas últimas três décadas de existência a Casa tem desenvolvido um vasto rol de atividades culturais de divulgação do arquipélago da Madeira nos Açores, bem como a integração dos madeirenses que, chegados aos Açores, procuram auxílio junto desta instituição. O documentário pode ser visto aqui: https://www.youtube.com/watch?v=eT-BK7dBQMs

Documentário recorda tradições e vivências da Madeira nos Açores
A Casa da Madeira nos Açores produziu um documentário no qual é possível compreender o trabalho
desenvolvido em prol das tradições madeirenses desta instituição já com quase 35 anos de existência. A Casa da Madeira nos Açores é um projeto consolidado no arquipélago que nasceu em 1986. Num documentário produzido pela instituição madeirense, Duarte Chaves, presidente da Casa reforça essa longevidade. “Estamos numa fase já de maturidade, ela foi fundada com o pressuposto de divulgar a cultura madeirense no arquipélago dos Açores que se manteve ao longo destes anos. Tivemos já várias gerações de madeirenses e açorianos que passaram por esta instituição”, recordou. União entre arquipélagos O presidente deixa claro que esta não é uma instituição apenas para madeirenses pois “ao longo destas décadas houve imensos açorianos que fizeram parte dos órgãos sociais da Casa da Madeira nos Açores”. “Temos muitos madeirenses que estão cá já há várias décadas, que acabaram por casar e por constituir família aqui no arquipélago dos Açores e, obviamente, temos já segundas e terceiras gerações de descendentes de madeirenses que estão a fazer parte da nossa instituição”, descreveu. Ao longo destes 34 anos a presença da Casa da Madeira foi mudando e as atividades alteraram-se um pouco. “Alterámos a nossa ação junto da comunidade, temos nos preocupado muito com questões de divulgação cultural, divulgar alguns elementos das características madeirenses quer, por exemplo, da gastronomia, quer do calendário festivo e também fazer alguma relação entre a Madeira e os Açores, ou seja, dar a conhecer quer a açorianos quer a madeirenses as culturas dos dois arquipélagos”, continua. Enfoque na ‘Festa’ Duarte Chaves explica que a instituição tem um calendário de atividades pré-estabelecido onde o grande enfoque está no período do Natal, “muito tradicional para os madeirenses”. “Vive-se o natal, se calhar, de uma forma um pouco diferente do que se vive aqui nos açores e particularmente em São Miguel. Desde 2015 que realizamos uma grande lapinha e convidamos todas as escolas do concelho de ponta delgada para poderem visitar a Casa da Madeira”, detalhou. Élvio Gouveia, Vogal da Direção da Casa da Madeira nos Açores, recordou algumas das tradições desta altura tão caracteristicamente madeirense. “Não era hábito fazer o bolo de mel em casa, o meu pai comprava a uma senhora que fazia os bolos de mel na Lombada, também em São Martinho, dava para todo o Natal”. Mas para Élvio Gouveia, as recordações do natal não passam só pelos bolos de mel. “As broas de mel, os licores, vários licores que na casa dos meus avós sempre havia, incluindo o célebre 'Tim Tam Tum'. No fundo, as festas de natal com tudo o que está associado a essa quadra”, recordou. A terminar o madeirense garante que estas são as recordações que tem e que não vai esquecer. “Por muitos anos que eu viva não esqueço porque foram marcantes”. Nas últimas três décadas de existência a Casa tem desenvolvido um vasto rol de atividades culturais de divulgação do arquipélago da Madeira nos Açores, bem como a integração dos madeirenses que, chegados aos Açores, procuram auxílio junto desta instituição. O documentário pode ser visto aqui: https://www.youtube.com/watch?v=eT-BK7dBQMs