Dois aviões fretados pelo Canadá regressaram vazios da China

Dois aviões fretados pelo Canadá para trazer da China material médico destinado a combater a pandemia de covid-19 regressaram ao país vazios na sequência de “problemas logísticos no terreno”, afirmou hoje o primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau. “Um dos aviões deveria trazer equipamento (médico) para o Governo do Canadá e o outro para uma das nossas províncias”, disse o chefe do executivo de Otava, na conferência de imprensa diária. “Há limites extremamente restritivos para o tempo que um avião pode passar pelo território chinês e houve atrasos enormes no transporte das mercadorias para o aeroporto. Infelizmente, os aviões levantaram voo sem a carga”, acrescentou Trudeau. O transporte do material médico para o aeroporto, não identificado, foi retardado por “numerosos postos de controlo e de outras medidas de quarentena” criadas pelas autoridades chinesas, explicou o primeiro-ministro canadiano. “Mas continuamos a trabalhar sem descanso para adquirir o equipamento necessário. Recebemos uma quantidade enorme de equipamento nos últimos dias, e aguardamos por outros nos próximos. Até agora, conseguimos responder às necessidades das províncias em cada uma das etapas”, sublinhou. Trudeau não identificou a província canadiana que fretou o segundo avião. O Canadá recenseou, até hoje de manhã, cerca de 37.000 casos do novo coronavírus, de que resultaram 1.700 óbitos, a maioria deles no Quebec. A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 172.500 mortos e infetou mais de 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 558 mil doentes foram considerados curados. A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China. Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial. Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, alguns países começaram, entretanto, a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos, como Dinamarca, Áustria, Espanha ou Alemanha, a aliviar algumas das medidas.  

Dois aviões fretados pelo Canadá regressaram vazios da China
Dois aviões fretados pelo Canadá para trazer da China material médico destinado a combater a pandemia de covid-19 regressaram ao país vazios na sequência de “problemas logísticos no terreno”, afirmou hoje o primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau. “Um dos aviões deveria trazer equipamento (médico) para o Governo do Canadá e o outro para uma das nossas províncias”, disse o chefe do executivo de Otava, na conferência de imprensa diária. “Há limites extremamente restritivos para o tempo que um avião pode passar pelo território chinês e houve atrasos enormes no transporte das mercadorias para o aeroporto. Infelizmente, os aviões levantaram voo sem a carga”, acrescentou Trudeau. O transporte do material médico para o aeroporto, não identificado, foi retardado por “numerosos postos de controlo e de outras medidas de quarentena” criadas pelas autoridades chinesas, explicou o primeiro-ministro canadiano. “Mas continuamos a trabalhar sem descanso para adquirir o equipamento necessário. Recebemos uma quantidade enorme de equipamento nos últimos dias, e aguardamos por outros nos próximos. Até agora, conseguimos responder às necessidades das províncias em cada uma das etapas”, sublinhou. Trudeau não identificou a província canadiana que fretou o segundo avião. O Canadá recenseou, até hoje de manhã, cerca de 37.000 casos do novo coronavírus, de que resultaram 1.700 óbitos, a maioria deles no Quebec. A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 172.500 mortos e infetou mais de 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 558 mil doentes foram considerados curados. A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China. Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial. Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, alguns países começaram, entretanto, a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos, como Dinamarca, Áustria, Espanha ou Alemanha, a aliviar algumas das medidas.