"Esta geração não está preparada para lidar com situações de crise como esta", diz Alberto João Jardim

O antigo presidente do Governo Regional da Madeira não poupou críticas aos políticos e pediu pulso firme, disciplina e respeito humano nestes tempos conturbados de pandemia causada pela covid-19. À margem da inauguração do Nicos' Burguer, esta tarde, Alberto João Jardim confessou o seu ceticismo sobre a qualidade dos atuais políticos nacionais e europeus para fazerem face a esta crise e considera que a crise pode ter uma vantagem: "melhorar o sistema democrático através de novas formas de sistema político e trazer outra gente mais capaz do que os atuais" políticos. O ex-presidente do Governo da Madeira diz que estamos numa situação mundial muito estranha, "em que os ocidentais não podem perder tempo". Sobre o futuro da economia regional, Jardim considera que vai depender do tempo que a crise sanitária vai demorar e também da maneira como os governantes enfrentarem esta questão. "Não depende só da Madeira", diz, acrescentanto, no entanto, que "esta geração do segundo milénio", marcada pelo individualismo, interesse pessoal e falta de solidariedade, não está preparada para situações de crise como esta". "Nunca vi tanta solidariedade apregoada só para se exibirem as pessoas que a praticam", disse o ex-governante, que apesar de reconhecer que esta é uma crise global, não invalida de que "ao nível nacional haja instituições, legislação e pessoas" capazes de enfrentar os tempos difíceis que estamos a viver e um futuro incerto que se avizinha.   

"Esta geração não está preparada para lidar com situações de crise como esta", diz Alberto João Jardim
O antigo presidente do Governo Regional da Madeira não poupou críticas aos políticos e pediu pulso firme, disciplina e respeito humano nestes tempos conturbados de pandemia causada pela covid-19. À margem da inauguração do Nicos' Burguer, esta tarde, Alberto João Jardim confessou o seu ceticismo sobre a qualidade dos atuais políticos nacionais e europeus para fazerem face a esta crise e considera que a crise pode ter uma vantagem: "melhorar o sistema democrático através de novas formas de sistema político e trazer outra gente mais capaz do que os atuais" políticos. O ex-presidente do Governo da Madeira diz que estamos numa situação mundial muito estranha, "em que os ocidentais não podem perder tempo". Sobre o futuro da economia regional, Jardim considera que vai depender do tempo que a crise sanitária vai demorar e também da maneira como os governantes enfrentarem esta questão. "Não depende só da Madeira", diz, acrescentanto, no entanto, que "esta geração do segundo milénio", marcada pelo individualismo, interesse pessoal e falta de solidariedade, não está preparada para situações de crise como esta". "Nunca vi tanta solidariedade apregoada só para se exibirem as pessoas que a praticam", disse o ex-governante, que apesar de reconhecer que esta é uma crise global, não invalida de que "ao nível nacional haja instituições, legislação e pessoas" capazes de enfrentar os tempos difíceis que estamos a viver e um futuro incerto que se avizinha.