Fez viagem de barco do Porto Santo à Argentina só para ver o pai

Juan Manuel Ballestero estava no Porto Santo quando a Argentina proibiu todos os voos devido à covid-19. Decidido a ver o pai, de 90 anos, que vivia naquele país, lançou-se ao mar, a partir da 'Ilha Dourada', rumo à Argentina. Uma história de coragem mas também de muito amor. Em entrevista ao jornal The New York Times, o argentino, de 47 anos, contou que, a bordo, tinha dezenas de latas de comida e que queria fazer todos os possíveis para regressar a casa. "O mais importante para mim era estar com a minha família", afirmou. Num barco de 9 metros, Ballestero atravessou sozinho o Atlântico. Uma viagem solitária que deixou os amigos preocupados, que temeram pela sua vida. Todos os dias à noite, Ballestero ouvia rádio para saber como o vírus estava a evoluir pelo mundo. "Estava sempre a pensar como esta podia ser a minha última viagem", explicou o marinheiro que disse sentit-se "em quarentena dentro da liberdade" que a viagem lhe proporcionava.  "A fé mantém-nos de pé nestas situações. Aprendi coisas sobre mim mesmo e esta viagem deu-me muita humildade", confessou o marinheiro solitário. Após 85 dias de viagem, Ballestro acabou por atracar em Mar del Plata, a 17 de junho, recebido pela imprensa, família e amigos. Para estar com o pai, teve de esperar 72 horas para um teste de covid-19 que deu, naturalmente negativo.     

Fez viagem de barco do Porto Santo à Argentina só para ver o pai
Juan Manuel Ballestero estava no Porto Santo quando a Argentina proibiu todos os voos devido à covid-19. Decidido a ver o pai, de 90 anos, que vivia naquele país, lançou-se ao mar, a partir da 'Ilha Dourada', rumo à Argentina. Uma história de coragem mas também de muito amor. Em entrevista ao jornal The New York Times, o argentino, de 47 anos, contou que, a bordo, tinha dezenas de latas de comida e que queria fazer todos os possíveis para regressar a casa. "O mais importante para mim era estar com a minha família", afirmou. Num barco de 9 metros, Ballestero atravessou sozinho o Atlântico. Uma viagem solitária que deixou os amigos preocupados, que temeram pela sua vida. Todos os dias à noite, Ballestero ouvia rádio para saber como o vírus estava a evoluir pelo mundo. "Estava sempre a pensar como esta podia ser a minha última viagem", explicou o marinheiro que disse sentit-se "em quarentena dentro da liberdade" que a viagem lhe proporcionava.  "A fé mantém-nos de pé nestas situações. Aprendi coisas sobre mim mesmo e esta viagem deu-me muita humildade", confessou o marinheiro solitário. Após 85 dias de viagem, Ballestro acabou por atracar em Mar del Plata, a 17 de junho, recebido pela imprensa, família e amigos. Para estar com o pai, teve de esperar 72 horas para um teste de covid-19 que deu, naturalmente negativo.