Governo admite aumento do número de insolvências nos próximos tempos

O ministro da Economia admitiu hoje que “o ritmo de insolvências vai aumentar” devido à crise pandémica, salientando que o plano de estabilização económica e social a lançar pelo Governo visa “estimular a economia” para travar novos encerramentos. “Temos que estar todos preparados para um crescimento do número de insolvências nos próximos tempos”, afirmou Pedro Siza Vieira durante uma audição, esta manhã, na Comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação sobre as consequências económicas da pandemia de covid-19. Apesar do ritmo de crescimento do desemprego ter abrandado em maio, sendo as perspetivas “menos más do que o figurado há um mês”, o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital admitiu que as empresas que já se encontravam em dificuldades antes da pandemia, e que, por não cumprirem os requisitos exigidos, ficaram à margem dos apoios disponibilizados, “possam chegar a uma situação de insolvência”. “Tenho a convicção de que o ritmo de insolvências vai aumentar, é normal. Temos que estar preparados para amparar as situações sociais que resultam dessas insolvências e estimular a economia para evitar que mais empresas se coloquem nessa situação, dando-lhes capacidade para aliviar o esforço e responder a um mercado ainda bastante incerto”, afirmou Siza Vieira. Segundo o ministro, as perspetivas iniciais do Governo quanto ao recurso ao ‘lay-off e à queda do produto interno bruto e do emprego apontavam para uma “abrangência maior” do que a que acabou por se registar. Num contexto de grande incerteza económica, Pedro Siza Vieira considerou “absolutamente notável” que, ao longo dos últimos dois meses, a Agência para o Investimento e Comércio Externo (AICEP) tenha aprovado “sete novos investimentos estrangeiros” em Portugal.  

Governo admite aumento do número de insolvências nos próximos tempos
O ministro da Economia admitiu hoje que “o ritmo de insolvências vai aumentar” devido à crise pandémica, salientando que o plano de estabilização económica e social a lançar pelo Governo visa “estimular a economia” para travar novos encerramentos. “Temos que estar todos preparados para um crescimento do número de insolvências nos próximos tempos”, afirmou Pedro Siza Vieira durante uma audição, esta manhã, na Comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação sobre as consequências económicas da pandemia de covid-19. Apesar do ritmo de crescimento do desemprego ter abrandado em maio, sendo as perspetivas “menos más do que o figurado há um mês”, o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital admitiu que as empresas que já se encontravam em dificuldades antes da pandemia, e que, por não cumprirem os requisitos exigidos, ficaram à margem dos apoios disponibilizados, “possam chegar a uma situação de insolvência”. “Tenho a convicção de que o ritmo de insolvências vai aumentar, é normal. Temos que estar preparados para amparar as situações sociais que resultam dessas insolvências e estimular a economia para evitar que mais empresas se coloquem nessa situação, dando-lhes capacidade para aliviar o esforço e responder a um mercado ainda bastante incerto”, afirmou Siza Vieira. Segundo o ministro, as perspetivas iniciais do Governo quanto ao recurso ao ‘lay-off e à queda do produto interno bruto e do emprego apontavam para uma “abrangência maior” do que a que acabou por se registar. Num contexto de grande incerteza económica, Pedro Siza Vieira considerou “absolutamente notável” que, ao longo dos últimos dois meses, a Agência para o Investimento e Comércio Externo (AICEP) tenha aprovado “sete novos investimentos estrangeiros” em Portugal.