"Há uma dupla descontinuidade do Porto Santo”, Rui Barreto

O candidato a presidente do Governo Regional e líder do CDS, Rui Barreto, dedicou esta terça-feira ao Porto Santo, cumprindo a calendarização do partido, que prevê um dia de campanha em cada concelho. “Se há descontinuidade da Madeira em relação...

"Há uma dupla descontinuidade do Porto Santo”, Rui Barreto
O candidato a presidente do Governo Regional e líder do CDS, Rui Barreto, dedicou esta terça-feira ao Porto Santo, cumprindo a calendarização do partido, que prevê um dia de campanha em cada concelho. “Se há descontinuidade da Madeira em relação ao continente, há uma dupla descontinuidade do Porto Santo em relação à Madeira e ao continente”, afirmou o cabeça-de-lista do CDS às eleições regionais de 22 de setembro para a Assembleia Legislativa da Madeira. “E por isso há características e condições específicas de quem vive nesta terra que merecem atenção”. Os custos dos transportes marítimos e aéreos são, desde sempre, o maior problema do Porto Santo. “Temos que rever o contrato de concessão do transporte marítimo de passageiros e mercadorias da Porto Santo Line”, compromete-se Rui Barreto, concretizando. “Pelo menos uma vez por semana terá de existir uma viagem, com ponto de partida do Porto, que permita a deslocação ao Funchal e o regresso no mesmo dia. Isto tem de ser articulado principalmente com o Serviço Regional de Saúde da Região (SESARAM) para quem precisa de vir a uma consulta externa no Hospital Dr. Nélio Mendonça.” Outra matéria a rever, é do contrato de serviço público que a companhia espanhola Binter presta nas ligações entre a Madeira e o Porto Santo: “Como é que uma companhia que recebe do Estado dois milhões de euros/ano, continua a cobrar mais de 160 euros por uma viagem prejudicando o turismo da Ilha”, frisa o dirigente centrista. O modelo de transporte aéreo entre o continente e as várias ilhas do Açores poderia ser replicado na Madeira, de acordo com Rui Barreto: “A ponte área para quem viaja para o Funchal devia ter auxílios do Estado para ajudar a dinamizar o turismo no Porto Santo.” No modelo açoriano, “quem aterra em São Miguel ou na Terceira pode solicitar o encaminhamento inter-ilhas sem qualquer custo adicional”, exaltou.