"Capelas ao Luar" no Loreto

Sexta-feira, 11 de Maio de 2018

O Projeto “Capelas ao Luar” chega hoje, à Capela de Nossa Senhora do Loreto, no Arco da Calheta.

Organizado pela Secretaria Regional do Turismo e Cultura, através da Direção Regional da Cultura, o Projeto “Capelas ao Luar” tem por objetivo facilitar um conjunto de visitas guiadas a Capelas da Região, muitas vezes indisponíveis ao público em geral e possuidoras de referentes artísticos da mais alta importância no panorama das artes e do património cultural regional.

As visitas (21.30 horas) são sempre precedidas de pequenos apontamentos musicais (21.00 horas), de música renascentista ou barroca.

As inscrições são gratuitas e poderão ser efetuadas, conforme habitual, através do correio eletrónico capelasaoluar.drc@gmail.com.

Refira-se que, nesta ação, haverá, pelas 21.00, um apontamento de música renascentista por elementos da Orquestra Clássica da Madeira e, às 21.30 horas, realizar-se-á uma visita guiada à Capela, por Francisco Clode de Sousa. Será ainda lançado um Guia Patrimonial.

Programa musical

Johann Sebastian Bach (1685 - 1750) – Herr Jesu Christ, dich zu uns wend

Dieterich Buxtehude (1637-1707) - Trio Sonata Op. 1 Violino, viola e continuo

Violino. Anahit Dalakyan

Viola d' arco. Marta Morera

Violoncelo. Mikolaj Lewkowicz

 

Sobre a Capela de Nossa Senhora do Loreto

A Capela de Nossa Senhora do Loreto, no Arco da Calheta, foi fundada por Pedro Gonçalves da Câmara, terceiro filho do segundo capitão-donatário do Funchal. Afirma a historiografia que foi D. Joana de Eça, mulher de Pedro Gonçalves da Câmara, quem deu continuidade à construção desta capela ou à sua ampliação.

A capela de Nossa Senhora do Loreto é uma referência patrimonial relevante da arquitetura quinhentista na ilha da Madeira. Do seu espólio destacam-se os elementos arquitetónicos como os arcos (ogiva, conopial, polilobado), de estética manuelina; as colunas de mármore, de oficina nacional; as gárgulas antropomorfas; a pia de água benta, em mármore, também de oficina nacional; e o teto de alfarge (mudéjar).

Atribui-se a construção desta capela à equipa do mestre Pêro Anes, “mestre das obras de sua alteza”, ou seja, do rei, responsável pelas obras da alfândega do Funchal e possivelmente também da Catedral funchalense, pois existe a sua assinatura na cantaria da antiga sacristia.

 




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