Ireneu Barreto “atento” às reivindicações feitas junto da República

Em dia de celebrar a “portugalidade”, a Madeira assinalou o 10 de junho com uma cerimónia abreviada, ainda que o significado deste dia de invocar “a nossa Pátria, a nossa língua, a nossa cultura, as nossas referências”, tenha ficado presente numa sessão comemorativa que teve lugar no Palácio de São Lourenço.  Na ocasião, o representante da República para a Região Autónoma da Madeira, Ireneu Barreto, lembrou que este “seria um dia de festa”, sobretudo tendo em conta que hoje se celebraria Portugal na Madeira com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.  Contudo, num tempo que “não é de alegria”, com poucos lugares preenchidos e sem condecorações, Ireneu Barreto sublinhou que a batalha que a Região travou contra a covid-19 “não está vencida” e acredita que é necessário que a Madeira continue atenta e vigilante, sendo este o “tempo de retomar gradualmente a normalidade”. E porque “nem tudo dependerá da Região”, conforme aponta, demonstra-se compreensivo para com “as reivindicações que vêm sendo feitas junto da República no sentido do acesso a meios económico-financeiros.” “Neste, como noutros aspetos, estou atento, disponível e empenhado no sentido do melhor resultado possível”, garante, estando “certo de que, como aconteceu no passado em momentos de crise, a final, prevalecerão soluções que concretizem o princípio da solidariedade e da unidade nacional.” “Sem pôr em causa as históricas aspirações autonomistas em que a nossa Constituição faz assentar o regime político-administrativo das Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, Portugal é só um. O princípio da continuidade territorial garante isso mesmo: solidariedade e unidade nacional apesar das milhas marítimas, que não nos separam, apenas nos distanciam. Mais ainda: estou convicto de que, na distribuição das verbas que a União Europeia nos proporcionará, presidirá sempre um critério equitativo que, tendo presente a necessidade de discriminações positivas, possa compensar as diferenças que a nossa situação arquipelágica reclama”, disse ainda.  Numa altura em que se recuperam hábitos, Ireneu Barreto destacou “a educação, em geral e a cívica, em especial”. “Sem ela surge o medo que nos paralisa e que potencia o renascer de populismos e tendências políticas autocráticas”, refere, acrescentando que “os populismos podem tornar-se perigosos, designadamente, quando apelam a valores de exclusão e de violência, incompatíveis com o ideário dos direitos humanos.” Ireneu Barreto, que recordou na ocasião as vidas que se perderam nos últimos meses, vítimas da pandemia, deixou uma palavra aos madeirenses e porto-santenses espalhados pelo mundo que de uma forma ou de outra foram afetados pelo vírus. “Saibam que o nosso coração está sempre, e particularmente no dia de hoje, convosco”, afirmou.

Ireneu Barreto “atento” às reivindicações feitas junto da República
Em dia de celebrar a “portugalidade”, a Madeira assinalou o 10 de junho com uma cerimónia abreviada, ainda que o significado deste dia de invocar “a nossa Pátria, a nossa língua, a nossa cultura, as nossas referências”, tenha ficado presente numa sessão comemorativa que teve lugar no Palácio de São Lourenço.  Na ocasião, o representante da República para a Região Autónoma da Madeira, Ireneu Barreto, lembrou que este “seria um dia de festa”, sobretudo tendo em conta que hoje se celebraria Portugal na Madeira com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.  Contudo, num tempo que “não é de alegria”, com poucos lugares preenchidos e sem condecorações, Ireneu Barreto sublinhou que a batalha que a Região travou contra a covid-19 “não está vencida” e acredita que é necessário que a Madeira continue atenta e vigilante, sendo este o “tempo de retomar gradualmente a normalidade”. E porque “nem tudo dependerá da Região”, conforme aponta, demonstra-se compreensivo para com “as reivindicações que vêm sendo feitas junto da República no sentido do acesso a meios económico-financeiros.” “Neste, como noutros aspetos, estou atento, disponível e empenhado no sentido do melhor resultado possível”, garante, estando “certo de que, como aconteceu no passado em momentos de crise, a final, prevalecerão soluções que concretizem o princípio da solidariedade e da unidade nacional.” “Sem pôr em causa as históricas aspirações autonomistas em que a nossa Constituição faz assentar o regime político-administrativo das Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, Portugal é só um. O princípio da continuidade territorial garante isso mesmo: solidariedade e unidade nacional apesar das milhas marítimas, que não nos separam, apenas nos distanciam. Mais ainda: estou convicto de que, na distribuição das verbas que a União Europeia nos proporcionará, presidirá sempre um critério equitativo que, tendo presente a necessidade de discriminações positivas, possa compensar as diferenças que a nossa situação arquipelágica reclama”, disse ainda.  Numa altura em que se recuperam hábitos, Ireneu Barreto destacou “a educação, em geral e a cívica, em especial”. “Sem ela surge o medo que nos paralisa e que potencia o renascer de populismos e tendências políticas autocráticas”, refere, acrescentando que “os populismos podem tornar-se perigosos, designadamente, quando apelam a valores de exclusão e de violência, incompatíveis com o ideário dos direitos humanos.” Ireneu Barreto, que recordou na ocasião as vidas que se perderam nos últimos meses, vítimas da pandemia, deixou uma palavra aos madeirenses e porto-santenses espalhados pelo mundo que de uma forma ou de outra foram afetados pelo vírus. “Saibam que o nosso coração está sempre, e particularmente no dia de hoje, convosco”, afirmou.