Já arrancou a 28.ª edição do Festival de Teatro Carlos Varela

"A escola não é só um espaço de aquisição de conhecimentos é também um espaço de prática e, acima de tudo, de uma prática de cidadania pois o teatro leva-nos a essa dimensão que é a representação". A declaração foi proferida esta manhã pelo secretário...

Já arrancou a 28.ª edição do Festival de Teatro Carlos Varela
"A escola não é só um espaço de aquisição de conhecimentos é também um espaço de prática e, acima de tudo, de uma prática de cidadania pois o teatro leva-nos a essa dimensão que é a representação". A declaração foi proferida esta manhã pelo secretário regional de Educação, Ciência e Tecnologia, Jorge Carvalho, na cerimónia de abertura do XXVIII Festival de Teatro Carlos Varela, que teve hoje início na Escola Secundária Jaime Moniz.  Lembrando que "nós, no nosso dia a dia, também tempos de desempenhar diferentes papéis", apesar de serem na vida real "mais complexos", Jorge Carvalho disse ainda que "a representação teatral, seja ela das personagens e da expressão de um conjunto de textos", leva ao desenvolvimento de novas competências e capacidades. Na ocasião, o governante, que foi no passado professor naquela escola, falou ainda do tempo em que foi também júri deste festival de teatro e do orgulho que sente ao ver, hoje em dia, já como colegas (professores), antigos alunos que passaram por este evento. Evocando a memória do professor Carlos Varela (fundador do festival há 28 anos), Jorge Carvalho prestou ainda uma homenagem ao docente (falecido no ano 2000) e também a todos aqueles que, ao longo destes anos, têm contribuído para o sucesso deste evento. Programa do festival: A abertura deste festival ficou a cargo do grupo de alunos do 2.º ano da turma do Curso Profissional de Artes do Espetáculo - Interpretação, do Conservatório Escola Profissional das Artes - Engº Luiz Peter Clode, às 11h30 desta segunda-feira, com o espetáculo “O Mundo como está”, criação coletiva a partir do conto homónimo de Voltaire, sob orientação do professor João Paiva. Já os trabalhos das escolas concorrentes são apresentados a partir desta quarta-feira. Estreia, dia 4 de março, às 10h30, a peça “Combustão”, adaptação de Fahrenheit 451, de Ray Bradbury, pel’ O Moniz - Carlos Varela. Na quinta-feira, às 9h50, estará em palco “Só voa quem se atreve a fazê-lo”, adaptação de A. Garcês e M. Saraiva de História de uma Gaivota e do Gato que a ensinou a voar, de Luís Sepúlveda, pelo Grupo de Teatro Alforria, da EB23 Dr. Horácio Bento de Gouveia. O grupo Pollés Máskes, da da EB23 Dr. Alfredo Ferreira Nóbrega Júnior, apresentará às 10h45, do mesmo dia, “Sonho de uma noite de verão”, adaptação da obra homónima de William Shakespeare. No turno da tarde, às 14h00, o grupo Voo à Fantasia, da EBS Padre Manuel Álvares, trará “AM/FM”, dramaturgia de Lília Pereira e Vanda Caixas, a partir de Sempre é uma Companhia, de M. da Fonseca. A Oficina de Teatro Corpus, da Escola Secundária Francisco Franco, pelas 15:50H, levará a palco o trabalho original do grupo “A vida, a morte e o pato”. Na sexta-feira, dia 06 de março, pelas 9h50, o grupo de Teatro de Santa Cruz, da EBS Santa Cruz, leva a cena “O sonho recuperado”, trabalho original de Vera Gomes. De seguida, pelas 10h30, o grupo do Clube de Teatro da EBS do Estreito de Câmara de Lobos, apresentará “Violências... no namoro”, da autoria do grupo. O turno da manhã fica concluído com “Chamava-se Gabriel - Uma história sobre a (In)diferença”, adaptação de A História do Homem Calado, de Valter Hugo Mãe, pelo Clube de Teatro da EB do Porto Santo, EBS Dr. Francisco de Freitas Branco. Neste festival são atribuídos os prémios de Melhor ator, Melhor atriz, Melhor sonoplastia, Melhor encenação, Melhor texto, Melhor Realização Plástica e Prémio Carlos Varela. Serão ainda atribuídas menções honrosas e louvores, de acordo com os trabalhos e temáticas apresentadas. O grupo vencedor terá oportunidade de apresentar o seu trabalho no Teatro Municipal Baltazar Dias, no dia 30 de maio, às 18h00, graças a um protocolo celebrado entre a escola que acolhe o festival e Câmara Municipal do Funchal, através da direção do Teatro Municipal Baltazar Dias.