Madeirense que vive em Londres conta como vive o momento atual

Prateleiras vazias, lojas a limitar as quantidades dos produtos que as pessoas podem comprar e ainda assim as longas filas que são vistas (existem lojas até como filas por centenas de metros nas ruas). "Já existem lojas que só abrem por curtas horas mas só recebe clientes idosos e todos invulneráveis. Outras encerraram depois de várias pessoas causarem incidente e foi necessário chamar a polícia. Realmente está tudo saindo do controle devido ao pânico, cada vez maior é o pânico. Já são imensas as famílias que não estão conseguindo lidar (eu e minha família também) pois a escassez de bens de que precisam (incluindo eu e minha família) estão sendo armazenadas por outros. Sim, é uma crise única e um problema para todo o país (e quem sabe, mundialmente). MAS, isso não é algo com o qual não podemos lidar se todos trabalharmos juntos. Todos nós ainda podemos ter a nossa comida favorita, ainda podemos comprar os nossos produtos de higiene pessoal, podemos ainda comprar o leite para bebês se e só se todos pararmos com este pânico (já existe quem que não chame isto de pânico mas sim de bobagem, eu mesma ouvi). “Parem de criar o pânico agora!” - exige eu e tantas outras pessoas para vários compradores que correm literalmente pelo corredor para pegar os últimos produtos existentes. Mas, infelizmente  as palavras caem em ouvidos surdos. Toda esta situação é extremamente emocionante, me arrepia, me dá medo, receio... nunca imaginei vir a passar por uma situação destas... Doloroso relatar isto na primeira pessoa, EU. Um super encostão de cotovelo (nada de beijos, por enquanto) e até a próxima". O relato é de uma madeirense, Ana Silva, que atualmente vive em Londres, auto-isolada, devido ao Covid-19.  

Madeirense que vive em Londres conta como vive o momento atual
Prateleiras vazias, lojas a limitar as quantidades dos produtos que as pessoas podem comprar e ainda assim as longas filas que são vistas (existem lojas até como filas por centenas de metros nas ruas). "Já existem lojas que só abrem por curtas horas mas só recebe clientes idosos e todos invulneráveis. Outras encerraram depois de várias pessoas causarem incidente e foi necessário chamar a polícia. Realmente está tudo saindo do controle devido ao pânico, cada vez maior é o pânico. Já são imensas as famílias que não estão conseguindo lidar (eu e minha família também) pois a escassez de bens de que precisam (incluindo eu e minha família) estão sendo armazenadas por outros. Sim, é uma crise única e um problema para todo o país (e quem sabe, mundialmente). MAS, isso não é algo com o qual não podemos lidar se todos trabalharmos juntos. Todos nós ainda podemos ter a nossa comida favorita, ainda podemos comprar os nossos produtos de higiene pessoal, podemos ainda comprar o leite para bebês se e só se todos pararmos com este pânico (já existe quem que não chame isto de pânico mas sim de bobagem, eu mesma ouvi). “Parem de criar o pânico agora!” - exige eu e tantas outras pessoas para vários compradores que correm literalmente pelo corredor para pegar os últimos produtos existentes. Mas, infelizmente  as palavras caem em ouvidos surdos. Toda esta situação é extremamente emocionante, me arrepia, me dá medo, receio... nunca imaginei vir a passar por uma situação destas... Doloroso relatar isto na primeira pessoa, EU. Um super encostão de cotovelo (nada de beijos, por enquanto) e até a próxima". O relato é de uma madeirense, Ana Silva, que atualmente vive em Londres, auto-isolada, devido ao Covid-19.