Major-general ao JM: “Cumpri tudo com legalidade e convicção”

Carlos Perestrelo, o major-general que ontem foi exonerado das suas funções de Comandante Operacional da Madeira, declarou esta manhã ao JM ter atuado sempre “em conformidade com as iniciativas de divulgação e imagem do Exército”, num comentário...

Major-general ao JM: “Cumpri tudo com legalidade e convicção”
Carlos Perestrelo, o major-general que ontem foi exonerado das suas funções de Comandante Operacional da Madeira, declarou esta manhã ao JM ter atuado sempre “em conformidade com as iniciativas de divulgação e imagem do Exército”, num comentário aos disparos de salvas (pólvora seca) em torneios de golfe, e que têm sido apontados como pretexto para a sua exoneração. “Cumpri tudo com a legalidade e com a convicção de estava a prestigiar as Forças Armadas na Madeira”, acrescentou também o major-general, que ontem foi surpreendido com o despacho de exoneração. “Levo a Madeira no coração, queria mesmo promover esta Região e acho que o consegui.” Carlos Perestrelo recusou, por outro lado, fazer qualquer comentário à onda de indignação e injustiça nos círculos militares, com muitas mensagens de solidariedade ao exonerado comandante. Na manhã de ontem, o major-general foi exonerado das funções no COM, recebendo igual notificação ao final da noite relativamente ao comando da Zona Militar da Madeira. Tal como o JM revela na edição impressa desta sexta-feira, a estranha exoneração de Carlos Perestrelo, a apenas 12 dias da sua saída na sequência normal da rotação de comandos, está a ser associada à eventual pretensão de o atual comandante da EMGFA – almirante António Silva Ribeiro – implementar na Madeira dois comandos com dois militares distintos, um para o COM e outro para a ZMM. O que já levou as autoridades madeirenses a alertar o Presidente da República, chamando a atenção as vantagens das funções serem exercidas pelo mesmo militar. “Venceu a calúnia”, referia ontem uma fonte conhecedora do processo, ao JM. “Era importante ele ser exonerado e isso aconteceu a apenas 12 dias da rotação normal do comando.”