Marcelo defende que não houve crise no Governo e que portugueses devem estar gratos a Centeno

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu hoje que não houve qualquer crise no Governo e que os portugueses devem estar gratos a Mário Centeno pelo que tem feito como ministro das Finanças. "Ainda ontem [sábado] o senhor primeiro-ministro disse - e disse bem - que não houve crise política ou do Governo. Não há crise. E, portanto, isso não existiu e não existe", afirmou o chefe de Estado aos jornalistas, no final de uma visita ao mercado da Ericeira, no concelho de Mafra, distrito de Lisboa. Quanto à permanência ou não de Mário Centeno no Governo, Marcelo Rebelo de Sousa remeteu essa questão para o primeiro-ministro, António Costa, mas considerou: "Se me pergunta se os portugueses devem estar gratos ao ministro das Finanças por aquilo que tem vindo a fazer ao longo dos anos, ah, isso é evidente". "Tão evidente que eu reafirmei-o há mês e meio, dois meses, em Belém", acrescentou. Confrontado com as críticas que recebeu pela sua intervenção a favor da posição que o primeiro-ministro assumiu no parlamento sobre as transferências para o Fundo de Resolução destinadas ao Novo Banco, o Presidente da República não lhes respondeu direitamente, mas centrou este caso no controlo do uso do dinheiro público. "O dinheiro público é dinheiro dos contribuintes, portanto, saber se é bem utilizado, como é que é utilizado, isso é uma questão que não tem a ver com A, com B ou com C. É tão óbvio, tão óbvio, tão óbvio que toda a gente percebe que num período de dificuldade ainda é mais importante controlar o uso do dinheiro público", sustentou. Marcelo Rebelo de Sousa remeteu depois para a nota que divulgou na quinta-feira, na qual se afastou de "questões internas do Governo", embora reiterando o entendimento de que "não é indiferente, em termos políticos" ser transferido dinheiro para o Novo Banco com ou sem conclusões da auditoria em curso que cobre o período de 2000 até 2018. Na quarta-feira à noite, António Costa reafirmou a sua "confiança pessoal e política" no ministro de Estado e das Finanças, depois de os dois se terem reunido em São Bento num encontro em que, segundo um comunicado do gabinete do primeiro-ministro, "ficaram esclarecidas" as questões relativas à transferência de 850 milhões de euros destinados ao Novo Banco. Antes, durante uma visita conjunta do primeiro-ministro e do Presidente da República à fábrica da Volkswagen Autoeuropa, em Palmela, no distrito de Setúbal, Marcelo Rebelo de Sousa tinha considerado que António Costa "esteve muito bem" ao remeter nova transferência para o Novo Banco para depois de se conhecerem as conclusões da auditoria que abrange o período 2000-2018. "Havendo, e bem, uma auditoria cobrindo o período até 2018 - a auditoria que eu tinha pedido há um ano - faz todo o sentido o que disse o senhor primeiro-ministro no parlamento. É que é politicamente diferente o Estado assumir responsabilidades dias antes de se conhecer as conclusões de uma auditoria, ou a auditoria ser concluída dias antes de o Estado assumir responsabilidades", declarou na altura o chefe de Estado.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu hoje que não houve qualquer crise no Governo e que os portugueses devem estar gratos a Mário Centeno pelo que tem feito como ministro das Finanças. "Ainda ontem [sábado] o senhor primeiro-ministro disse - e disse bem - que não houve crise política ou do Governo. Não há crise. E, portanto, isso não existiu e não existe", afirmou o chefe de Estado aos jornalistas, no final de uma visita ao mercado da Ericeira, no concelho de Mafra, distrito de Lisboa. Quanto à permanência ou não de Mário Centeno no Governo, Marcelo Rebelo de Sousa remeteu essa questão para o primeiro-ministro, António Costa, mas considerou: "Se me pergunta se os portugueses devem estar gratos ao ministro das Finanças por aquilo que tem vindo a fazer ao longo dos anos, ah, isso é evidente". "Tão evidente que eu reafirmei-o há mês e meio, dois meses, em Belém", acrescentou. Confrontado com as críticas que recebeu pela sua intervenção a favor da posição que o primeiro-ministro assumiu no parlamento sobre as transferências para o Fundo de Resolução destinadas ao Novo Banco, o Presidente da República não lhes respondeu direitamente, mas centrou este caso no controlo do uso do dinheiro público. "O dinheiro público é dinheiro dos contribuintes, portanto, saber se é bem utilizado, como é que é utilizado, isso é uma questão que não tem a ver com A, com B ou com C. É tão óbvio, tão óbvio, tão óbvio que toda a gente percebe que num período de dificuldade ainda é mais importante controlar o uso do dinheiro público", sustentou. Marcelo Rebelo de Sousa remeteu depois para a nota que divulgou na quinta-feira, na qual se afastou de "questões internas do Governo", embora reiterando o entendimento de que "não é indiferente, em termos políticos" ser transferido dinheiro para o Novo Banco com ou sem conclusões da auditoria em curso que cobre o período de 2000 até 2018. Na quarta-feira à noite, António Costa reafirmou a sua "confiança pessoal e política" no ministro de Estado e das Finanças, depois de os dois se terem reunido em São Bento num encontro em que, segundo um comunicado do gabinete do primeiro-ministro, "ficaram esclarecidas" as questões relativas à transferência de 850 milhões de euros destinados ao Novo Banco. Antes, durante uma visita conjunta do primeiro-ministro e do Presidente da República à fábrica da Volkswagen Autoeuropa, em Palmela, no distrito de Setúbal, Marcelo Rebelo de Sousa tinha considerado que António Costa "esteve muito bem" ao remeter nova transferência para o Novo Banco para depois de se conhecerem as conclusões da auditoria que abrange o período 2000-2018. "Havendo, e bem, uma auditoria cobrindo o período até 2018 - a auditoria que eu tinha pedido há um ano - faz todo o sentido o que disse o senhor primeiro-ministro no parlamento. É que é politicamente diferente o Estado assumir responsabilidades dias antes de se conhecer as conclusões de uma auditoria, ou a auditoria ser concluída dias antes de o Estado assumir responsabilidades", declarou na altura o chefe de Estado.