Max completaria hoje 102 anos

Pode ler hoje na edição impressa do JM, sobre a vida de Maximiano de Sousa, mais conhecido por Max, que nasceu no Funchal, na Rua dos Tanoeiros, a 20 de janeiro de 1918, faria hoje 102 anos. Partiu aos 62 anos deixando um “legado extraordinário”....

Max completaria hoje 102 anos
Pode ler hoje na edição impressa do JM, sobre a vida de Maximiano de Sousa, mais conhecido por Max, que nasceu no Funchal, na Rua dos Tanoeiros, a 20 de janeiro de 1918, faria hoje 102 anos. Partiu aos 62 anos deixando um “legado extraordinário”. Quarenta anos se passaram desde que partiu, deixando uma herança musical que está eternizada em sucessos como as ‘Noites da Madeira’, o ‘Bailinho da Madeira’, ‘A Mula da Cooperativa’, ‘Tingo Lingo Lingo’ e ‘Bate O Pé’. Em jovem, o madeirense que ambicionava ser barbeiro, tornou-se aprendiz de alfaiate, atividade que desenvolveu em simultâneo com a música até 1944. Acabou por brilhar como um dos mais populares artistas de Portugal, hoje, 102 anos após o seu nascimento, o JM convida-o a embarcar numa viagem biográfica à vida deste eterno nome da música portuguesa. Em 1944, pisou o palco do antigo ‘Cine-Parque’ para atuações amadoras na área do Fado, que rapidamente passaram a ser ouvidas em várias unidades hoteleiras da Região. Recebia 20 escudos. Mais tarde, na década dos 40, conheceu Tony Amaral e a sua carreira inicia um processo célere, somando um repertório de vários estilos, desde o swing jazz, rumba, bolero e ainda imitações vocais de vários instrumentos musicais. É nessa altura, em 1949, que segue para Lisboa, onde esculpiu o primeiro disco vinil, com 78 rotações. A partir daí, nunca mais parou.   Além-fronteiras O seu primeiro sucesso ao nível internacional veio na década dos 50, com o tema ‘Porto Santo’, que conduziu o nome da Madeira à Angola e aos Estados Unidos da América, nas digressões que efetuou. Em 1958, participou num dos programas de Don Sherwood Show, em São Francisco, onde protagonizou um momento de improviso vocal que deixou todos sem palavras. Não muito tempo depois, voltou a dar que falar no continente americano, quando a convite do comediante Groucho Marx participou num programa da NBC, que valeu ao canal uma audiência de 40 milhões de espetadores. Ao nível cinematográfico, realizou tempo depois o sonho de participar num filme, integrando o elenco do ‘Bonança & Companhia’, ao lado de grandes nomes da representação portuguesa, como Eugénio Salvador, Nicolau Breyner, Tony de Matos e Helena Isabel. Anos depois, encarnou o papel de um ‘cardeal’, na longa metragem ‘O Rei das Berlengas’. Canadá, Venezuela, Brasil, Argentina, Alemanha, Áustria e Bélgica foram alguns dos países por onde passaram as várias digressões do madeirense que nos anos 60 abrilhantou os vários palcos pelo mundo fora. ‘Pomba Branca’ surgiu em 1974, juntamente com o LP ‘Os Maiores Sucessos de Max’, com 12 temas do seu repertório musical. Cinco anos depois, período em que o cantor já apresentava um estado de saúde débil, Amália Rodrigues, Nicolau Breyner, Herman José, Raúl Solnado, Paco Bandeira, a Orquestra Ligeira da RDP e o Grupo Folclórico da Camacha, entre muitos outros, avizinhando o pior, prestaram-lhe uma homenagem, no Centro de Congressos do Casino da Madeira, com transmissão em direto na RTP. Um ano depois, fez a sua última aparição no Teatro São Luiz, em abril. Morreu no mês seguinte. Após a sua morte, foram muitas as homenagens. Uma delas de Valentim de Carvalho, que editou em 1982 o duplo LP ‘Saudade’ de forma a consagra-lo. Há dois anos, no âmbito das Comemorações dos 600 anos das Ilhas da Madeira e do Porto Santo, ano em que fazia 100 anos, no mesmo palco onde em tempos fora homenageado, Max foi eternizado através de um espetáculo da responsabilidade e produção musical de Maria da Paz Rodrigues, intitulado ‘Saudades do Max’, em simultâneo com o lançamento de um CD gravado por Paulo Ferraz. ‘Saudades de Max’ contou com alguns dos músicos que faziam parte das ‘Noites da Madeira’, como Vitor Sardinha, Carlos Menezes, Luís Nunes. Já no CD, podemos ouvir as vozes de Vânia Fernandes, Diana Duarte e Elisa Silva, tendo sido vendidos até ao momento 244 exemplares. O espetáculo foi também apresentado em São Vicente, Machico, Calheta e Porto Santo, com um total de 2500 espetadores. Saiba mais sobre este e mais assuntos, na edição impressa desta segunda-feira do seu JM.