Médicos de fertilidade utilizaram o próprio esperma para engravidar pacientes
Médicos de fertilidade utilizaram o próprio esperma para engravidar pacientes
Ao longo da história, alguns médicos usaram o o seu próprio esperma para engravidar as pacientes que acediam às clinicas onde trabalhavam, consideram os especialistas, recorda o jornal Expresso, que cita o ‘New York Times’. Isto por acreditarem...
Ao longo da história, alguns médicos usaram o o seu próprio esperma para engravidar as pacientes que acediam às clinicas onde trabalhavam, consideram os especialistas, recorda o jornal Expresso, que cita o ‘New York Times’.
Isto por acreditarem que se a amostra fosse recente teriam mais resultados e talvez porque não tivessem amostras disponíveis no momento em que as mulheres se dirigiam aos seus consultórios.
Em 2009, veio a público que Donald Cline, um especialista em fertilidade em Indianapolis, tinha inserido o seu próprio esperma em mais de 30 mulheres que procuraram os seus serviços para engravidar. Da mesma forma, Jan Karbaat, médico numa clínica na Holanda, tinha 56 filhos quando morreu, em abril de 2017, também por ter depositado o seu próprio ADN nas mulheres que se dirigiam ao seu consultório, recorda ‘New York Times’.
O artigo publicado esta quinta-feira pelo New York Times inclui o testemunho de Eve Wiley, de 32 anos, que aos 16 anos descobriu ser fruto de uma inseminação artificial, tendo descoberto que o pai era o médico que ajudou a mãe a engravidar, em 1987, que na altura alegou à mãe de Eve que o dador era da Califórnia.
Posteriormente, o médico escreveu-lhe informando ter misturado o seu esperma para aumentar as possibilidades de fertilização, acreditando que quanto mais fresca a amostra, mais possibilidade havia de a mulher engravidar.
Com a proliferação de testes de ADN, milhares de norte-americanos quiseram saber as suas raízes, tendo sido muitos os que descobriram esta prática, mais recorrente nos anos 1970 e 1980, mantida por alguns médicos especialistas em fertilidade, de engravidarem pacientes com o seu próprio esperma, refere o jornal Expresso.
Uma especialista no tema, Jody Madeira, professora de Direito na Universidade do Indiana, segue 20 casos nos Estados Unidos, com testemunhos ocorridos em Inglaterra, Alemanha, África do Sul e Holanda.
A especialista referiu ao ‘New York Times’ que muitos profissionais podem tê-lo feito por pensar que seria “o melhor para o negócio”, já outros podem ter tido motivos mais obscuros: “Penso que pode haver razões que têm que ver com a sensação de poder: narcisismo, perturbações psicológicas ou sentirem-se simplesmente atraídos pelas suas pacientes”.
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