Mulheres Socialistas "alertam para a falta de prevenção na intervenção" junto dos sem-abrigo

As Mulheres Socialistas promoveram, esta manhã, na rua da Alfandega, uma iniciativa que teve como objetivo “alertar quanto à falta de uma estratégia em matéria prevenção para com as pessoas em situação de sem-abrigo por parte do Governo Regional”....

Mulheres Socialistas "alertam para a falta de prevenção na intervenção" junto dos sem-abrigo
As Mulheres Socialistas promoveram, esta manhã, na rua da Alfandega, uma iniciativa que teve como objetivo “alertar quanto à falta de uma estratégia em matéria prevenção para com as pessoas em situação de sem-abrigo por parte do Governo Regional”. O grupo defende uma estratégia de prevenção que vise a integração destas pessoas na sociedade. A deputada Marta Freitas, porta-voz do grupo, começou por explicar que "as Mulheres Socialistas trazem, hoje, uma matéria que nos preocupa e que queremos alertar para as questões regionais que ainda estão por resolver e trabalhar no que respeita ao planeamento e estratégia das pessoas em condição de sem-abrigo". "Nós, mulheres socialistas, temos debatido e acompanhado todo o debate que tem decorrido, nestas últimas semanas, na Assembleia da República, relativamente às pessoas que se encontram em condição de sem-abrigo", vincou, destacando e valorizando a garantia deixada pela Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, que anunciou que será contemplado no Orçamento de Estado 7.5 milhões de euros para a resolução desta matéria, que se irá focar, essencialmente, no alojamento urgente e no reforço das equipas de trabalho. No entanto, Marta Freitas aponta que "é essencial também que haja um trabalho de coordenação entre os Municípios e o Governo Regional, numa estratégia que vise a integração e igualdade de oportunidade das pessoas em condição de sem-abrigo". "No contexto regional, cabe ao Governo Regional implementar essa estratégia. O que nos deparamos é que as intervenções nesta matéria têm sido essencialmente em situações de emergência", explicou. A parlamentar defende assim que "a prevenção é essencial na resolução e integração das pessoas em condição de sem-abrigo, porque este é um problema multidimensional, que exige um trabalho continuo, no sentido de uma garantia da habitação, no sentido de igualdade de acesso ao mercado de trabalho e a outras áreas determinantes na sociedade". "Para isso é preciso haver um acompanhamento continuo e uma estratégia de prevenção", frisou. Em contraponto, a deputada revelou: "o que nos chega, as Mulheres Socialistas, é que essa articulação com as Autarquias tem sido pouco procurada por parte do Governo Regional". Marta Freitas recorda ainda que a Câmara Municipal do Funchal tem desenvolvido um trabalho "importante e essencial no que respeita ao levantamento das situações existentes e na resposta em articulação com as associações". "Não deveremos desperdiçar este trabalho, deverá sim, haver realmente um reforço nesta articulação para que haja uma rentabilização dos recursos e para que não haja duplicação dos esforços e que, realmente, se possa combater esta situação de aparecimento de mais pessoas em condição de sem-abrigo, que tem sido crescente na Região e que nos preocupa extremamente", sublinhou. A deputada à Assembleia da República revela assim que o trabalho ao nível de prevenção por parte do Governo Regional estas a ser moroso e que a resposta a esta situação só tem sido feita em casos emergentes. Marta Freitas defende assim que "é essencial que haja um trabalho de prevenção, um trabalho essencial e que deve ser feito em articulação com quem está mais próximo da população, nomeadamente as Autarquias. É aqui que verificamos uma grande lacuna, na articulação com as autarquias entidades que têm tido um papel fulcral junto das pessoas em condição de sem-abrigo".   "Uma estratégia de prevenção é o caminho para a resolução deste flagelo social", concluiu.