Número de cancros duplicou nos últimos 21 anos na Madeira

A Madeira tem registo oncológico desde 1998 e, enquanto que na primeira década registava entre 600 a 700 casos por ano, nos últimos três anos tem registado números acima dos 1.300 casos anuais. Em 2018 foram contabilizados 1.410 novos casos de doenças oncológicas. Estes dados foram divulgados esta manhã, no auditório do Hospital Dr. Nélio Mendonça, na 2.ª reunião anual do Registo Oncológico da RAM. De acordo com Carolina Camacho, coordenadora regional do registo oncológico, no registo de 2018 referente à Região, os dados refletem um aumento dos doentes oncológicos na área do cancro da mama, colorretal  (cancro do cólon e reto ou cancro do intestino) e pulmão. Em grande maioria é semelhante àquele que é publicado a nível nacional, mas só que com algumas diferenças, isto é, no continente o cancro colorretal aparece como o mais frequente, seguido do cancro da mama, pulmão e próstata. A nível mundial, já é o cancro do pulmão o tumor que surge com mais frequência. No que concerne à taxa de incidência, comparativamente aos dados nacionais e mundiais, a Região regista um número ligeiramente mais acima no cancro da mama, próstata e gástrico. As faixas etárias mais atingidas são entre os 60 e os 70 anos, com uma ligeira predominância para o sexo masculino (51-52%), enquanto que, para o sexo feminino, se situa entre nos 48-49%. Carolina Camacho adianta que o aumento dos casos tem sido transversal e constante ao longo dos anos. A responsável é da opinião que este aumento de casos se deve essencialmente aos hábitos de vida, com a alimentação e com a genética “que se vem alterando ao longo do tempo e que se vem traduzindo em novos tipos de tumor”. De salientar que este trabalho de registo das doenças oncológicas está regulamentado desde 2018, numa plataforma única. À semelhança do que foi feito no ano passado, esta manhã foram apresentados os dados oficiais para 2018. O objetivo é mostrar qual é o padrão da doença oncológica na população madeirense, sendo que a divulgação dos dados acaba por permitir a discussão entre os profissionais de saúde.  

Número de cancros duplicou nos últimos 21 anos na Madeira
A Madeira tem registo oncológico desde 1998 e, enquanto que na primeira década registava entre 600 a 700 casos por ano, nos últimos três anos tem registado números acima dos 1.300 casos anuais. Em 2018 foram contabilizados 1.410 novos casos de doenças oncológicas. Estes dados foram divulgados esta manhã, no auditório do Hospital Dr. Nélio Mendonça, na 2.ª reunião anual do Registo Oncológico da RAM. De acordo com Carolina Camacho, coordenadora regional do registo oncológico, no registo de 2018 referente à Região, os dados refletem um aumento dos doentes oncológicos na área do cancro da mama, colorretal  (cancro do cólon e reto ou cancro do intestino) e pulmão. Em grande maioria é semelhante àquele que é publicado a nível nacional, mas só que com algumas diferenças, isto é, no continente o cancro colorretal aparece como o mais frequente, seguido do cancro da mama, pulmão e próstata. A nível mundial, já é o cancro do pulmão o tumor que surge com mais frequência. No que concerne à taxa de incidência, comparativamente aos dados nacionais e mundiais, a Região regista um número ligeiramente mais acima no cancro da mama, próstata e gástrico. As faixas etárias mais atingidas são entre os 60 e os 70 anos, com uma ligeira predominância para o sexo masculino (51-52%), enquanto que, para o sexo feminino, se situa entre nos 48-49%. Carolina Camacho adianta que o aumento dos casos tem sido transversal e constante ao longo dos anos. A responsável é da opinião que este aumento de casos se deve essencialmente aos hábitos de vida, com a alimentação e com a genética “que se vem alterando ao longo do tempo e que se vem traduzindo em novos tipos de tumor”. De salientar que este trabalho de registo das doenças oncológicas está regulamentado desde 2018, numa plataforma única. À semelhança do que foi feito no ano passado, esta manhã foram apresentados os dados oficiais para 2018. O objetivo é mostrar qual é o padrão da doença oncológica na população madeirense, sendo que a divulgação dos dados acaba por permitir a discussão entre os profissionais de saúde.