Oito civis mortos por rebeldes na República Democrática do Congo

Oito civis foram mortos entre domingo e hoje na cidade de Beni, no leste da República Democrática do Congo (RDCongo), durante um novo ataque atribuído ao grupo rebelde Forças Armadas Aliadas (ADF), disse um porta-voz do exército. "O inimigo...

Oito civis mortos por rebeldes na República Democrática do Congo
Oito civis foram mortos entre domingo e hoje na cidade de Beni, no leste da República Democrática do Congo (RDCongo), durante um novo ataque atribuído ao grupo rebelde Forças Armadas Aliadas (ADF), disse um porta-voz do exército. "O inimigo fez uma incursão no distrito de Boikene e matou oito civis", disse à agência de notícias AFP o porta-voz do Exército, Mak Hazukai, sobre os últimos assassínios. Alguns moradores da cidade, em protesto, atearam fogo hoje pela manhã na autarquia da cidade, que fica na província de Kivu do Norte, perto de Uganda, de acordo com o jornalista da agência de notícias AFP. Os habitantes da cidade denunciam há vários dias a inação do exército congolês e das forças de paz das Nações Unidas no país (MONUSCO), presentes na região, frente às ADF. A polícia que disparou munições reais para dispersar os manifestantes que estavam em frente ao edifício da autarquia. Um manifestante já tinha sido morto no sábado pela polícia. Dois polícias também foram mortos no mesmo dia por manifestantes, informou no domingo a rádio Okapi. Os moradores estão a dirigir-se agora para o campo da MONUSCO, na saída da cidade, no distrito alvo dos repetidos massacres do ADF. Quase 70 civis foram massacrados em Beni e nos arredores pelo ADF, uma represália à ofensiva do exército congolês contra as suas bases a 30 de outubro. Originalmente, as ADF eram rebeldes muçulmanos ugandenses hostis ao Presidente Yoweri Museveni, que acabaram por estabelecer no leste da atual RDCongo em 1995. O exército congolês lançou as suas operações militares contra o grupo unilateralmente, sem pedir o reforço dos capacetes azuis da MONUSCO. "Não podemos participar nas operações das FARDC (exército congolês) se as FARDC não nos convidarem a participar", disse, no domingo, o representante especial adjunto do secretário-geral da ONU na RDCongo, François Grignon. "As operações lançadas a 30 de outubro são operações que as FARDC (exército congolês) entendiam como nacionais, sem apoio, sem planeamento, sem execução conjunta com a MONUSCO", acrescentou à rádio Okapi. Por outro lado, as autoridades de saúde estão preocupadas com as consequências da insegurança e tensão em Beni na luta contra a epidemia de Ébola na região.