ONU pode encerrar 30 programas de ajuda no Iémen por falta de financiamento

A ONU teme ser forçada a encerrar nas próximas semanas cerca de trinta programas de ajuda no Iémen, a menos que receba o financiamento que os Estados prometeram a este país em guerra. "Tememos que inúmeras vidas sejam perdidas, não apenas por causa da covid-19, mas como resultado da malária, cólera, dengue e outras doenças", disse Rupert Colville, porta-voz do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos. O sistema de saúde está em colapso, o que explica os relatos recebidos por esse órgão de que os hospitais estão a rejeitar pacientes que não conseguem respirar e têm febre alta, já que não há camas, os equipamentos e pessoal são escassos, além de não haver medicamentos ou testes de diagnóstico. As autoridades de saúde informaram a Organização Mundial da Saúde (OMS) de 595 casos confirmados de covid-19 e 317 mortos, o que implica uma taxa de mortalidade de 24% (em comparação com uma média de 5,5% no nível mundo). A população enfrenta outras duas epidemias em paralelo: cólera e diarreia, que somaram 137.000 casos neste ano, um quarto deles entre crianças menores de 5 anos. Perante essa situação catastrófica, 30 dos 41 programas apoiados pela ONU no Iémen podem fechar em breve devido ao ritmo lento das contribuições prometidas numa conferência de doadores realizada no dia 02 de junho e que ofereceu um total de 1,35 mil milhões de dólares (1,19 mil milhões de euros) para atender às necessidades humanitárias da população iemenita. Desse valor, 479 milhões de dólares (423 milhões de euros) correspondem ao que o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) precisa para continuar a operar serviços básicos que dependem inteiramente desse órgão, incluindo o fornecimento de água, saneamento e higiene, todos fundamentais no atual período de pandemia. No entanto, "a menos que o UNICEF receba 30 milhões de dólares (26,5 milhões de euros) antes do final de junho, esses serviços - dos quais quatro milhões de pessoas dependem - começarão a fechar", disse a porta-voz da entidade, Marixie Mercado. Na falta de recursos, o UNICEF não poderá comprar o combustível necessário para manter em funcionamento as estações de bombeamento e tratamento de águas residuais, nem manter a infraestrutura ou continuar a distribuir itens de higiene que evitam não apenas o novo coronavírus, mas também cólera e outras doenças. Segundo relatos que chegam do Iémen, muitas pessoas que experimentam sintomas da covid-19 morrem fora dos estabelecimentos de saúde, portanto não são contados como casos confirmados da doença. A pandemia de covid-19 já provocou mais de 418 mil mortos e infetou mais de 7,4 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP. A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

ONU pode encerrar 30 programas de ajuda no Iémen por falta de financiamento
A ONU teme ser forçada a encerrar nas próximas semanas cerca de trinta programas de ajuda no Iémen, a menos que receba o financiamento que os Estados prometeram a este país em guerra. "Tememos que inúmeras vidas sejam perdidas, não apenas por causa da covid-19, mas como resultado da malária, cólera, dengue e outras doenças", disse Rupert Colville, porta-voz do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos. O sistema de saúde está em colapso, o que explica os relatos recebidos por esse órgão de que os hospitais estão a rejeitar pacientes que não conseguem respirar e têm febre alta, já que não há camas, os equipamentos e pessoal são escassos, além de não haver medicamentos ou testes de diagnóstico. As autoridades de saúde informaram a Organização Mundial da Saúde (OMS) de 595 casos confirmados de covid-19 e 317 mortos, o que implica uma taxa de mortalidade de 24% (em comparação com uma média de 5,5% no nível mundo). A população enfrenta outras duas epidemias em paralelo: cólera e diarreia, que somaram 137.000 casos neste ano, um quarto deles entre crianças menores de 5 anos. Perante essa situação catastrófica, 30 dos 41 programas apoiados pela ONU no Iémen podem fechar em breve devido ao ritmo lento das contribuições prometidas numa conferência de doadores realizada no dia 02 de junho e que ofereceu um total de 1,35 mil milhões de dólares (1,19 mil milhões de euros) para atender às necessidades humanitárias da população iemenita. Desse valor, 479 milhões de dólares (423 milhões de euros) correspondem ao que o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) precisa para continuar a operar serviços básicos que dependem inteiramente desse órgão, incluindo o fornecimento de água, saneamento e higiene, todos fundamentais no atual período de pandemia. No entanto, "a menos que o UNICEF receba 30 milhões de dólares (26,5 milhões de euros) antes do final de junho, esses serviços - dos quais quatro milhões de pessoas dependem - começarão a fechar", disse a porta-voz da entidade, Marixie Mercado. Na falta de recursos, o UNICEF não poderá comprar o combustível necessário para manter em funcionamento as estações de bombeamento e tratamento de águas residuais, nem manter a infraestrutura ou continuar a distribuir itens de higiene que evitam não apenas o novo coronavírus, mas também cólera e outras doenças. Segundo relatos que chegam do Iémen, muitas pessoas que experimentam sintomas da covid-19 morrem fora dos estabelecimentos de saúde, portanto não são contados como casos confirmados da doença. A pandemia de covid-19 já provocou mais de 418 mil mortos e infetou mais de 7,4 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP. A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.