Presidente da APEMIP fala em "discriminação setorial" na discussão sobre o prolongamento das moratórias

Luís Lima defende que todos os setores de atividade devem ser incluídos na extensão deste mecanismo, devendo a situação das empresas ser avaliada caso a caso. O presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), Luís Lima, insiste na urgência em promover a extensão das moratórias de crédito, como elemento fundamental para garantir a manutenção de muitas empresas, independentemente do seu sector de atuação. "As moratórias foram pensadas considerando 2021 como um período de retoma económica e não o seu agravamento, que é o que está a acontecer. Estamos a atravessar uma segunda fase de confinamento que não era expectável, que não sabemos por quanto tempo se prolongará, e cujo impacto real nas empresas, independentemente da sua área de atuação, ainda não se conhece verdadeiramente. Pensar em ajustar a dilatação do prazo das moratórias de crédito apenas para alguns sectores é um absurdo, revelador de uma certa 'discriminação sectorial', quando a realidade se deveria basear em pressupostos efetivos, como a faturação das empresas", declara Luís Lima. O representante das imobiliárias revela que, em reunião havida com um alto-representante do setor financeiro nacional, este terá admitido que o fim das moratórias já em setembro poderá ser um "precipício", apelando Luís Lima a que haja uma ação que evite esta expetativa. "Se já se antecipa um cenário calamitoso, porque não assumir que o prolongamento deste mecanismo é fundamental para mitigar os seus efeitos no tecido económico, em toda a sua extensão? Porque se haveria de ponderar apoiar a restauração e não outros pequenos negócios, como cabeleireiros, por exemplo, quando o impacto da pandemia é transversal? Claro que há setores que estão mais expostos como a restauração ou o turismo, e é natural que estes tenham mais apoios, mas neste caso concreto não podemos aceitar que uns sejam filhos e outros enteados e que se escolha proteger determinados sectores nas moratórias públicas, deixando outros desamparados, entregues a si mesmos, muitas vezes sem acesso a nenhum apoio e à beira do colapso", declara o representante das imobiliárias que defende que a solução passe pela avaliação da situação de cada empresa. "As circunstâncias têm que ser definidas caso a caso, para as empresas que comprovem quebras de faturação, mantendo a suspensão do pagamento do capital, mas não dos juros, por exemplo. Esta seria uma medida justa, em que se garante o apoio às empresas que dele carecem, permitindo a sua sobrevivência e a manutenção de muitos postos de trabalho", afirma Luís Lima, afirmando que o próprio sector imobiliário é um exemplo em que as empresas vivem situações muito diferentes. "Neste setor há quem declare a manutenção da atividade, mas a grande maioria das empresas tem revelado enormes dificuldades, como se confirmou no barómetro APEMIP, em que mais de 80% das empresas apontam para quebras nas transações. Neste cenário, como decerto em muitos outros pequenos negócios, o justo é que os apoios sejam dados a quem deles precisa e assim o comprove, garantindo a sua sobrevivência", diz o presidente da APEMIP, que recorda que a subsistência do setor será fundamental na manutenção da própria fileira. "O imobiliário agrega as maiores forças de vendas, e se cair, trará muitos outros sectores por arrasto, inclusive o turismo: recordemos a importância que o nosso sector teve para o turismo residencial e no contributo essencial que este deu na recuperação económica, após a anterior crise. É este contributo que queremos continuar a dar, fazendo, como sempre, parte da solução", conclui Luís Lima.

Presidente da APEMIP fala em "discriminação setorial" na discussão sobre o prolongamento das moratórias
Luís Lima defende que todos os setores de atividade devem ser incluídos na extensão deste mecanismo, devendo a situação das empresas ser avaliada caso a caso. O presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), Luís Lima, insiste na urgência em promover a extensão das moratórias de crédito, como elemento fundamental para garantir a manutenção de muitas empresas, independentemente do seu sector de atuação. "As moratórias foram pensadas considerando 2021 como um período de retoma económica e não o seu agravamento, que é o que está a acontecer. Estamos a atravessar uma segunda fase de confinamento que não era expectável, que não sabemos por quanto tempo se prolongará, e cujo impacto real nas empresas, independentemente da sua área de atuação, ainda não se conhece verdadeiramente. Pensar em ajustar a dilatação do prazo das moratórias de crédito apenas para alguns sectores é um absurdo, revelador de uma certa 'discriminação sectorial', quando a realidade se deveria basear em pressupostos efetivos, como a faturação das empresas", declara Luís Lima. O representante das imobiliárias revela que, em reunião havida com um alto-representante do setor financeiro nacional, este terá admitido que o fim das moratórias já em setembro poderá ser um "precipício", apelando Luís Lima a que haja uma ação que evite esta expetativa. "Se já se antecipa um cenário calamitoso, porque não assumir que o prolongamento deste mecanismo é fundamental para mitigar os seus efeitos no tecido económico, em toda a sua extensão? Porque se haveria de ponderar apoiar a restauração e não outros pequenos negócios, como cabeleireiros, por exemplo, quando o impacto da pandemia é transversal? Claro que há setores que estão mais expostos como a restauração ou o turismo, e é natural que estes tenham mais apoios, mas neste caso concreto não podemos aceitar que uns sejam filhos e outros enteados e que se escolha proteger determinados sectores nas moratórias públicas, deixando outros desamparados, entregues a si mesmos, muitas vezes sem acesso a nenhum apoio e à beira do colapso", declara o representante das imobiliárias que defende que a solução passe pela avaliação da situação de cada empresa. "As circunstâncias têm que ser definidas caso a caso, para as empresas que comprovem quebras de faturação, mantendo a suspensão do pagamento do capital, mas não dos juros, por exemplo. Esta seria uma medida justa, em que se garante o apoio às empresas que dele carecem, permitindo a sua sobrevivência e a manutenção de muitos postos de trabalho", afirma Luís Lima, afirmando que o próprio sector imobiliário é um exemplo em que as empresas vivem situações muito diferentes. "Neste setor há quem declare a manutenção da atividade, mas a grande maioria das empresas tem revelado enormes dificuldades, como se confirmou no barómetro APEMIP, em que mais de 80% das empresas apontam para quebras nas transações. Neste cenário, como decerto em muitos outros pequenos negócios, o justo é que os apoios sejam dados a quem deles precisa e assim o comprove, garantindo a sua sobrevivência", diz o presidente da APEMIP, que recorda que a subsistência do setor será fundamental na manutenção da própria fileira. "O imobiliário agrega as maiores forças de vendas, e se cair, trará muitos outros sectores por arrasto, inclusive o turismo: recordemos a importância que o nosso sector teve para o turismo residencial e no contributo essencial que este deu na recuperação económica, após a anterior crise. É este contributo que queremos continuar a dar, fazendo, como sempre, parte da solução", conclui Luís Lima.