PSD diz que "não se justifica qualquer pedido de empréstimo" e vota contra proposta na Ponta do Sol

“O PSD não é contra nenhuma obra que a população considere importante e jamais será contra o desenvolvimento da Ponta do Sol. Prova disso é o facto de termos viabilizado todos os orçamentos municipais, e nunca, em momento algum, termos chumbado as iniciativas deste executivo. O que está em causa, neste caso, é um pedido de empréstimo com o qual não podemos concordar, até porque consideramos não ser boa política criar endividamento para algo que pode e deve ser feito com verbas próprias e melhor capacidade de gestão”. É desta forma que os deputados municipais do PSD na Ponta do Sol reiteram a posição hoje assumida, em Assembleia Municipal, contra um empréstimo que, sublinham, “não é necessário face aos meios financeiros de que a autarquia atualmente dispõe”. O PSD justifica o voto desfavorável hoje apresentado a vários níveis. Em primeiro lugar, argumentam numa nota enviada à comunicação social que “este executivo envia para a Assembleia Municipal, pela segunda vez, um processo mal instruído, sem a informação necessária para uma análise clara e cuidada e sem atender à transparência que se impõe quanto aos projetos das obras em apreço, ao mapa de medições ou ao mapa de quantidades e respetivo orçamento com valores reais de custo de obra – e não simples previsões – confirmando, desta forma, a falta de rigor com que esta Câmara é gerida”. Paralelamente, sublinham, “há toda uma contradição na mensagem deste executivo, não fazendo qualquer sentido que a mesma presidente que diz que a autarquia apresenta boa saúde financeira, defenda um empréstimo a 20 anos que vem penhorar o futuro da autarquia e dos ponta-solenses”. Aliás, reforçam, “existem verbas próprias para a execução dos projetos em que se baseia este empréstimo, até porque o saldo da conta de gerência de 2019 é superior a 3,3 Milhões de euros, significando que houve uma poupança entre a receita (cerca de 9,3 milhões de euros) e a despesa (cerca de 6,0 milhões de euros), sobrando essa verba para o ano em curso”. “O executivo da Ponta do Sol deve primeiro mostrar capacidade de gestão das verbas existentes, mostrar alguma capacidade de execução das grandes obras a que se propôs nos seus próprios orçamentos – e para as quais tem a totalidade das verbas – e, aí, querendo continuar e investir e havendo necessidade de um empréstimo, estaremos abertos a essa situação”, insistem os deputados municipais, afirmando que este empréstimo, "desnecessário face às condições existentes", “apenas procura disfarçar uma incompetente execução de investimento de cerca de 28%, pelo segundo ano consecutivo, querendo fazer do PSD um bode expiatório”. Os social-democratas repudiam ainda as recentes declarações do executivo a propósito dos ordenados dos funcionários da autarquia que ficariam em risco caso este empréstimo não fosse aprovado – "declarações que, além de falsas, são graves e representam uma inaceitável chantagem para com aqueles que asseguram o funcionamento da mesma, "sabendo-se que os ordenados não estão, nunca estiveram, nem poderiam estar em causa, uma vez que são a primeira coisa a ter de ser cabimentada e estão sempre salvaguardados, ainda que um orçamento seja chumbado”. Na nota enviada à nossa redação, o PSD acusa ainda a câmara de "faltar à verdade" quando, na apresentação pública do traçado da obra do Lugar de Baixo, "afirma que a mesma é uma necessidade para os alojamentos locais existentes, quando, na verdade e dos 12 AL registados, não se conhece nenhum que venha a ser beneficiado”. Refira-se que o executivo da Câmara Municipal da Ponta do Sol aprovou, a 15 de junho, a contração de um empréstimo bancário de 1.490.000,00 euros, destinado a executar um conjunto de investimentos da autarquia.

PSD diz que "não se justifica qualquer pedido de empréstimo" e vota contra proposta na Ponta do Sol
“O PSD não é contra nenhuma obra que a população considere importante e jamais será contra o desenvolvimento da Ponta do Sol. Prova disso é o facto de termos viabilizado todos os orçamentos municipais, e nunca, em momento algum, termos chumbado as iniciativas deste executivo. O que está em causa, neste caso, é um pedido de empréstimo com o qual não podemos concordar, até porque consideramos não ser boa política criar endividamento para algo que pode e deve ser feito com verbas próprias e melhor capacidade de gestão”. É desta forma que os deputados municipais do PSD na Ponta do Sol reiteram a posição hoje assumida, em Assembleia Municipal, contra um empréstimo que, sublinham, “não é necessário face aos meios financeiros de que a autarquia atualmente dispõe”. O PSD justifica o voto desfavorável hoje apresentado a vários níveis. Em primeiro lugar, argumentam numa nota enviada à comunicação social que “este executivo envia para a Assembleia Municipal, pela segunda vez, um processo mal instruído, sem a informação necessária para uma análise clara e cuidada e sem atender à transparência que se impõe quanto aos projetos das obras em apreço, ao mapa de medições ou ao mapa de quantidades e respetivo orçamento com valores reais de custo de obra – e não simples previsões – confirmando, desta forma, a falta de rigor com que esta Câmara é gerida”. Paralelamente, sublinham, “há toda uma contradição na mensagem deste executivo, não fazendo qualquer sentido que a mesma presidente que diz que a autarquia apresenta boa saúde financeira, defenda um empréstimo a 20 anos que vem penhorar o futuro da autarquia e dos ponta-solenses”. Aliás, reforçam, “existem verbas próprias para a execução dos projetos em que se baseia este empréstimo, até porque o saldo da conta de gerência de 2019 é superior a 3,3 Milhões de euros, significando que houve uma poupança entre a receita (cerca de 9,3 milhões de euros) e a despesa (cerca de 6,0 milhões de euros), sobrando essa verba para o ano em curso”. “O executivo da Ponta do Sol deve primeiro mostrar capacidade de gestão das verbas existentes, mostrar alguma capacidade de execução das grandes obras a que se propôs nos seus próprios orçamentos – e para as quais tem a totalidade das verbas – e, aí, querendo continuar e investir e havendo necessidade de um empréstimo, estaremos abertos a essa situação”, insistem os deputados municipais, afirmando que este empréstimo, "desnecessário face às condições existentes", “apenas procura disfarçar uma incompetente execução de investimento de cerca de 28%, pelo segundo ano consecutivo, querendo fazer do PSD um bode expiatório”. Os social-democratas repudiam ainda as recentes declarações do executivo a propósito dos ordenados dos funcionários da autarquia que ficariam em risco caso este empréstimo não fosse aprovado – "declarações que, além de falsas, são graves e representam uma inaceitável chantagem para com aqueles que asseguram o funcionamento da mesma, "sabendo-se que os ordenados não estão, nunca estiveram, nem poderiam estar em causa, uma vez que são a primeira coisa a ter de ser cabimentada e estão sempre salvaguardados, ainda que um orçamento seja chumbado”. Na nota enviada à nossa redação, o PSD acusa ainda a câmara de "faltar à verdade" quando, na apresentação pública do traçado da obra do Lugar de Baixo, "afirma que a mesma é uma necessidade para os alojamentos locais existentes, quando, na verdade e dos 12 AL registados, não se conhece nenhum que venha a ser beneficiado”. Refira-se que o executivo da Câmara Municipal da Ponta do Sol aprovou, a 15 de junho, a contração de um empréstimo bancário de 1.490.000,00 euros, destinado a executar um conjunto de investimentos da autarquia.