SNQTB condena anunciada reestruturação do Montepio Geral

O banco Montepio anunciou na terça-feira que vai fechar 31 balcões, referindo que está reforçar a aposta nos serviços digitais. Na justificação, o banco fez saber que decidiu “ajustar o modelo de distribuição e reorganização da rede comercial” através da “fusão de 31 balcões redundantes devido à sua proximidade geográfica”. Contudo, acrescentou, continuará a “prestar os serviços bancários de proximidade às populações”. Note-se que a entidade bancária não indicou as agências em causa nem se haverá trabalhadores afetados. Em reação, o Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB) condenou hoje essa a reestruturação anunciada, vincando que as estruturas representativas dos trabalhadores têm de ser ouvidas no processo. Em comunicado, o SNQTB diz que “condena uma eventual reestruturação a ser implementada pelo Montepio Geral, a qual anuncia a redução da rede de balcões do banco Montepio” e acrescenta que irá pedir uma reunião urgente com a administração do banco “com o objetivo de acautelar eventuais consequências para os trabalhadores”. O presidente do SNQTB, Paulo Gonçalves Marcos, afirma que o sindicato está “a seguir de perto e com preocupação” o anúncio da reestruturação e sublinha que “eventuais processos de reestruturação e alteração de estruturas, entre outras práticas de reorganização interna das empresas, têm de ter o envolvimento e pronúncia das estruturas representativas dos trabalhadores”. “É a lei que o prevê. É o Estado de Direito que o exige”, frisa Paulo Gonçalves Marcos, citado no comunicado. “Num momento em que os bancários estiveram e estão sempre na linha da frente, ao longo de todo o estado de emergência e da atual situação de calamidade, não podemos deixar de salientar que é particularmente injustificável que, neste grave período da história do nosso país, os trabalhadores sejam alvo de tentativas palacianas que pretendem fazer tábua rasa da dedicação, empenho e profissionalismo dos bancários”, adianta o dirigente sindical. O Montepio teve lucros de 5,4 milhões de euros no primeiro trimestre (17% abaixo de período homólogo), tendo no final de março 3.969 trabalhadores e 328 balcões em Portugal.

SNQTB condena anunciada reestruturação do Montepio Geral
O banco Montepio anunciou na terça-feira que vai fechar 31 balcões, referindo que está reforçar a aposta nos serviços digitais. Na justificação, o banco fez saber que decidiu “ajustar o modelo de distribuição e reorganização da rede comercial” através da “fusão de 31 balcões redundantes devido à sua proximidade geográfica”. Contudo, acrescentou, continuará a “prestar os serviços bancários de proximidade às populações”. Note-se que a entidade bancária não indicou as agências em causa nem se haverá trabalhadores afetados. Em reação, o Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB) condenou hoje essa a reestruturação anunciada, vincando que as estruturas representativas dos trabalhadores têm de ser ouvidas no processo. Em comunicado, o SNQTB diz que “condena uma eventual reestruturação a ser implementada pelo Montepio Geral, a qual anuncia a redução da rede de balcões do banco Montepio” e acrescenta que irá pedir uma reunião urgente com a administração do banco “com o objetivo de acautelar eventuais consequências para os trabalhadores”. O presidente do SNQTB, Paulo Gonçalves Marcos, afirma que o sindicato está “a seguir de perto e com preocupação” o anúncio da reestruturação e sublinha que “eventuais processos de reestruturação e alteração de estruturas, entre outras práticas de reorganização interna das empresas, têm de ter o envolvimento e pronúncia das estruturas representativas dos trabalhadores”. “É a lei que o prevê. É o Estado de Direito que o exige”, frisa Paulo Gonçalves Marcos, citado no comunicado. “Num momento em que os bancários estiveram e estão sempre na linha da frente, ao longo de todo o estado de emergência e da atual situação de calamidade, não podemos deixar de salientar que é particularmente injustificável que, neste grave período da história do nosso país, os trabalhadores sejam alvo de tentativas palacianas que pretendem fazer tábua rasa da dedicação, empenho e profissionalismo dos bancários”, adianta o dirigente sindical. O Montepio teve lucros de 5,4 milhões de euros no primeiro trimestre (17% abaixo de período homólogo), tendo no final de março 3.969 trabalhadores e 328 balcões em Portugal.