Suicídio mata 21 pessoas por ano na Madeira

Decorrem esta terça-feira as II Jornadas de Prevenção do Suicídio, organizadas pela Unidade de Psicologia do SESARAM, uma equipa composta por 11 elementos, que “abraçou” este desafio no final de 2016, conforme salientou o coordenador da unidade,...

Suicídio mata 21 pessoas por ano na Madeira
Decorrem esta terça-feira as II Jornadas de Prevenção do Suicídio, organizadas pela Unidade de Psicologia do SESARAM, uma equipa composta por 11 elementos, que “abraçou” este desafio no final de 2016, conforme salientou o coordenador da unidade, Carlos Mendonça, na abertura do segundo dia deste evento que alerta para a prevenção do suicídio e dos comportamentos autolesivos no ciclo de vida. Nesta data em que se assinala o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, Carlos Mendonça mencionou os dados revelados no relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), que indicavam que uma pessoa se suicida no mundo a cada 40 segundos, com o suicídio a ser responsável por cerca de 800 mil mortes a cada ano. O suicídio deve ser encarado como um problema de saúde pública, pelo que deve ser reforçada a aposta na prevenção e sensibilização para a área da saúde mental. Portugal, nos últimos anos, manteve taxas de suicídio ligeiramente abaixo da média europeia, que é a mais elevada do mundo. Em 2017, foram registadas 1061 mortes devido a lesões autoprovocadas intencionalmente. Carlos Mendonça refere que na Madeira, em 2017, foram registadas 21 mortes por suicídio, 16 homens e cinco mulheres, número este que vai ao encontro da média anual de óbitos por suicídio na Região, entre 2010 e 2017. A taxa bruta de mortalidade por suicídio na Madeira é inferior à média nacional, colocando-se nos 8,2 óbitos por 100.000 habitantes em 2017. Os casos são referentes a pessoas com, em média, 52,7 anos de idade. Em situações de exceção que o SESARAM interveio com ação de primeiros socorros psicológicos, foram tratados mais de 2500 indivíduos desde 2010, tanto em situação de experiência de perda, solidão, discriminação, rompimento de um relacionamento, problemas financeiros, violência, abuso, conflito, entre outras situações de emergência humanitária. Situações estas que também podem originar tentativas de suicídio, sublinha Carlos Mendonça. Na ocasião, o secretário regional da Saúde, Pedro Ramos, sublinhou que o ‘fenómeno’ do suicídio deve ser encarado como um problema de saúde pública, e enalteceu o trabalho dos psicólogos dos cuidados de saúde primários do SESARAM, sobretudo em períodos de exceção. Saiba mais na edição impressa de amanhã do JM.