Toda a gente em França “está a esquecer-se” com facilidade do que se passou

André Agrela é polícia em Paris, filho de pais madeirenses e ao JM explicou tudo o que está a “mudar na cabeça das pessoas”, notando que “dia após dia, muito menos cidadãos utilizam máscara” na capital gaulesa. André Agrela, é filho de emigrantes da ilha da Madeira, naturais da Calheta. Como nos explica nasceu em Paris, mas sempre continuou a ir à Madeira desde pequeno. Todos os anos, no Verão e no Natal, visita a ilha com a família. Regresso à ‘normalidade’ Começámos por falar no regresso progressivo à normalidade que está a acontecer em Paris. “Há cerca de 10 dias que voltámos à vida normal, dentro do possível, a que se chama o desconfinamento”. Além disso, “estamos a voltar a trabalhar com máscaras e com vários cuidados de distanciamento social”, apesar disso, confessa-nos que “na cabeça das pessoas está a alterar-se tudo muito rapidamente e estamos a voltar ao normal” de maneira muito vertiginosa. O polícia explicou-nos que antes de se iniciar este regresso à normalidade, “as pessoas estavam a levar isto muito a sério”. “Achava que não íamos regressar assim tão rapidamente”. André Agrela lamenta que, “de um dia para outro”, toda a gente “esteja a esquecer-se” de forma muito célere “o que passámos”. Exemplificando que “dia após dia, vê-se muito menos pessoas a usar máscara”. Comunidade em Paris Em relação à comunidade madeirense em Paris, afirmou que a mesma é grande e mantem-se constantemente em contacto, apresentando-nos o que desenvolvem nas redes sociais. “Temos alguns grupos nas redes sociais que nos permitem comunicar e encontrarmo-nos”. “Temos uma associação aqui que reúne todos os madeirenses uma vez por ano, infelizmente este ano não vai poder acontecer porque foi cancelado”, devido à pandemia mundial da Covid-19. Contudo, noutros anos “são milhares de pessoas que lá vão”. Adiantando-nos que “a associação chama-se ‘Flores da Madeira’ e que o encontro ocorre sempre no primeiro domingo de junho”. Adiantou-nos ainda um grupo que a comunidade em França tem no Facebook, “onde falamos um pouco sobre tudo, partilhamos notícias e temos iniciativas que procuram juntar-nos”. Uma delas foi “uma entrevista com um madeirense que chegou cá há 17 anos, que conseguiu encontrar emprego e é condutor de táxi aqui em Paris”, descrevendo que fizeram “um vídeo que colocámos no nosso grupo das comunidades”. O lusodescendente relatou ao JM a principal dúvida na comunidade. “Quando vemos pessoas da comunidade madeirense, a primeira pergunta é sempre se podemos ir à ilha no verão, se existem notícias em relação às viagens, desde a TAP ou a Transavia”. Mas apesar da vontade de regressar, garante responsabilidade e cuidados por parte dos emigrantes que pretende deslocar-se à Madeira este verão. “A comunidade quer voltar à ilha com toda a segurança, respeitando as medidas sanitárias implementadas na ilha da Madeira”. Leia tudo na edição impressa deste domingo do JM.

Toda a gente em França “está a esquecer-se” com facilidade do que se passou
André Agrela é polícia em Paris, filho de pais madeirenses e ao JM explicou tudo o que está a “mudar na cabeça das pessoas”, notando que “dia após dia, muito menos cidadãos utilizam máscara” na capital gaulesa. André Agrela, é filho de emigrantes da ilha da Madeira, naturais da Calheta. Como nos explica nasceu em Paris, mas sempre continuou a ir à Madeira desde pequeno. Todos os anos, no Verão e no Natal, visita a ilha com a família. Regresso à ‘normalidade’ Começámos por falar no regresso progressivo à normalidade que está a acontecer em Paris. “Há cerca de 10 dias que voltámos à vida normal, dentro do possível, a que se chama o desconfinamento”. Além disso, “estamos a voltar a trabalhar com máscaras e com vários cuidados de distanciamento social”, apesar disso, confessa-nos que “na cabeça das pessoas está a alterar-se tudo muito rapidamente e estamos a voltar ao normal” de maneira muito vertiginosa. O polícia explicou-nos que antes de se iniciar este regresso à normalidade, “as pessoas estavam a levar isto muito a sério”. “Achava que não íamos regressar assim tão rapidamente”. André Agrela lamenta que, “de um dia para outro”, toda a gente “esteja a esquecer-se” de forma muito célere “o que passámos”. Exemplificando que “dia após dia, vê-se muito menos pessoas a usar máscara”. Comunidade em Paris Em relação à comunidade madeirense em Paris, afirmou que a mesma é grande e mantem-se constantemente em contacto, apresentando-nos o que desenvolvem nas redes sociais. “Temos alguns grupos nas redes sociais que nos permitem comunicar e encontrarmo-nos”. “Temos uma associação aqui que reúne todos os madeirenses uma vez por ano, infelizmente este ano não vai poder acontecer porque foi cancelado”, devido à pandemia mundial da Covid-19. Contudo, noutros anos “são milhares de pessoas que lá vão”. Adiantando-nos que “a associação chama-se ‘Flores da Madeira’ e que o encontro ocorre sempre no primeiro domingo de junho”. Adiantou-nos ainda um grupo que a comunidade em França tem no Facebook, “onde falamos um pouco sobre tudo, partilhamos notícias e temos iniciativas que procuram juntar-nos”. Uma delas foi “uma entrevista com um madeirense que chegou cá há 17 anos, que conseguiu encontrar emprego e é condutor de táxi aqui em Paris”, descrevendo que fizeram “um vídeo que colocámos no nosso grupo das comunidades”. O lusodescendente relatou ao JM a principal dúvida na comunidade. “Quando vemos pessoas da comunidade madeirense, a primeira pergunta é sempre se podemos ir à ilha no verão, se existem notícias em relação às viagens, desde a TAP ou a Transavia”. Mas apesar da vontade de regressar, garante responsabilidade e cuidados por parte dos emigrantes que pretende deslocar-se à Madeira este verão. “A comunidade quer voltar à ilha com toda a segurança, respeitando as medidas sanitárias implementadas na ilha da Madeira”. Leia tudo na edição impressa deste domingo do JM.