YouTuber vinha mostrar paisagens da Madeira, mas a pandemia tornou a visita numa estadia de dois meses

Kasem Hato chegou à Madeira no início de março, para uma viagem que devia ter durado apenas alguns dias, mas que acabou por estender-se por muito mais tempo. O jovem, natural da Jordânia, é autor de um blogue de viagens, e a visita à Região tinha o intuito de captar as paisagens das quais se diz apreciador. Após dois meses na Madeira, o homem por trás da conta ‘Ibn Hattuta’ está hoje de partida. Chegou à Madeira com a intenção de fazer novos vídeos sobre as paisagens da ilha, mas no dia em que era suposto deixar a Região, o voo acabou por ser cancelado. “Já não havia outro voo para regressar, e as únicas alternativas eram os voos de emergência para repatriamento, mas os preços eram demasiado caros, por isso acabei por ficar.” “É um sítio lindíssimo para se estar, mas é muito difícil conhecer a ilha nestas circunstâncias”, diz ao JM, enquanto faz uma pausa nas filmagens para o último vídeo em solo madeirense. “Tudo acabou por fechar e não pudemos alugar um carro. Felizmente conheci algumas pessoas que me ajudaram a ver um pouco da ilha, dentro daquilo que podíamos fazer.” Entre os que o acompanharam, está João Roque, um madeirense que recentemente atravessou África de mota, e autor da conta ‘nomad_on2wheels’, no Instagram e Facebook. ‘Nomad’ também esteve durante alguns anos no Médio Oriente, designadamente na Síria, ao serviço da Cruz Vermelha. “No início ficámos no Funchal”, relata o jovem jordano. “Vim com um pequeno grupo de seis pessoas. A maior parte conseguiu regressar, passados alguns dias, mas eu e aqueles não conseguimos arranjar outro voo acabámos por ficar, e arrendámos um apartamento na Ribeira Brava. Kasem Hato já tinha estado na Madeira há alguns anos, numa viagem com amigos, antes de começar o canal de YouTube. “Depois de ter começado os vídeos decidi que tinha de regressar, para mostrar e partilhar a experiência”, explica. “Gostei muito da ilha, das paisagens, das pessoas, da comida… É mesmo um dos meus sítios favoritos no mundo, e já estive por muitos países. Infelizmente havia muitas restrições nestes últimos tempos, e não pudemos fazer muitas das coisas que planeámos. Mas gostei mesmo muito, sobretudo das paisagens magníficas.” “A ilha não é muito conhecida no Médio Oriente, por isso um dos objetivos com os meus vídeos é dar a conhecer a sua beleza a mais pessoas, e espero que depois de ultrapassada esta situação muitas mais pessoas possam vir”, adianta. “Os meus vídeos sobre a Madeira tiveram um total de quatro a cinco milhões de visualizações, entre todas as minhas redes sociais, por isso acho que muita gente ficou interessada, e acredito que a ilha vai recebê-los tão bem como aconteceu comigo.” Ver esta publicação no Instagram Uma publicação partilhada por Kasem Hato (@ibnhattuta) a 14 de Mar, 2020 às 9:28 PDT Para finalizar, Kasem Hato faz questão de deixar uma mensagem de esperança, quando começa o desconfinamento na Madeira e em muitos países da Europa, apesar da luta contra a pandemia continuar por todo o mundo. “Infelizmente, a situação com o coronavírus afetou muita gente, e conheci pessoas na ilha que também têm passado dificuldades por causa disso. Espero que passe depressa, para que todos se possam erguer e regressar à normalidade”, concluiu.

Kasem Hato chegou à Madeira no início de março, para uma viagem que devia ter durado apenas alguns dias, mas que acabou por estender-se por muito mais tempo. O jovem, natural da Jordânia, é autor de um blogue de viagens, e a visita à Região tinha o intuito de captar as paisagens das quais se diz apreciador. Após dois meses na Madeira, o homem por trás da conta ‘Ibn Hattuta’ está hoje de partida. Chegou à Madeira com a intenção de fazer novos vídeos sobre as paisagens da ilha, mas no dia em que era suposto deixar a Região, o voo acabou por ser cancelado. “Já não havia outro voo para regressar, e as únicas alternativas eram os voos de emergência para repatriamento, mas os preços eram demasiado caros, por isso acabei por ficar.” “É um sítio lindíssimo para se estar, mas é muito difícil conhecer a ilha nestas circunstâncias”, diz ao JM, enquanto faz uma pausa nas filmagens para o último vídeo em solo madeirense. “Tudo acabou por fechar e não pudemos alugar um carro. Felizmente conheci algumas pessoas que me ajudaram a ver um pouco da ilha, dentro daquilo que podíamos fazer.” Entre os que o acompanharam, está João Roque, um madeirense que recentemente atravessou África de mota, e autor da conta ‘nomad_on2wheels’, no Instagram e Facebook. ‘Nomad’ também esteve durante alguns anos no Médio Oriente, designadamente na Síria, ao serviço da Cruz Vermelha. “No início ficámos no Funchal”, relata o jovem jordano. “Vim com um pequeno grupo de seis pessoas. A maior parte conseguiu regressar, passados alguns dias, mas eu e aqueles não conseguimos arranjar outro voo acabámos por ficar, e arrendámos um apartamento na Ribeira Brava. Kasem Hato já tinha estado na Madeira há alguns anos, numa viagem com amigos, antes de começar o canal de YouTube. “Depois de ter começado os vídeos decidi que tinha de regressar, para mostrar e partilhar a experiência”, explica. “Gostei muito da ilha, das paisagens, das pessoas, da comida… É mesmo um dos meus sítios favoritos no mundo, e já estive por muitos países. Infelizmente havia muitas restrições nestes últimos tempos, e não pudemos fazer muitas das coisas que planeámos. Mas gostei mesmo muito, sobretudo das paisagens magníficas.” “A ilha não é muito conhecida no Médio Oriente, por isso um dos objetivos com os meus vídeos é dar a conhecer a sua beleza a mais pessoas, e espero que depois de ultrapassada esta situação muitas mais pessoas possam vir”, adianta. “Os meus vídeos sobre a Madeira tiveram um total de quatro a cinco milhões de visualizações, entre todas as minhas redes sociais, por isso acho que muita gente ficou interessada, e acredito que a ilha vai recebê-los tão bem como aconteceu comigo.” Ver esta publicação no Instagram Uma publicação partilhada por Kasem Hato (@ibnhattuta) a 14 de Mar, 2020 às 9:28 PDT Para finalizar, Kasem Hato faz questão de deixar uma mensagem de esperança, quando começa o desconfinamento na Madeira e em muitos países da Europa, apesar da luta contra a pandemia continuar por todo o mundo. “Infelizmente, a situação com o coronavírus afetou muita gente, e conheci pessoas na ilha que também têm passado dificuldades por causa disso. Espero que passe depressa, para que todos se possam erguer e regressar à normalidade”, concluiu.