Zona Velha do Funchal perdeu 50 portas pintadas em 10 anos

O projeto ‘Arte de Portas Abertas’ tem perdido fulgor. Algumas das emblemáticas peças pintadas por diversos artistas estavam em prédios devolutos que foram reconvertidos. E a arte não resistiu. Em agosto de 2010, o projeto ‘Arte de Portas Abertas’ era apresentado por Jose Maria Zyberchema, numa parceria com o ex-secretário regional do Turismo e Cultura, João Carlos Abreu, com o objetivo de fazer das portas das ruas da Zona Histórica da cidade do Funchal autênticas telas em branco para receber arte e cultura. Dez anos depois, o entusiasmo não é o mesmo e as portas desaparecem a cada dia que passa. Os artistas assinaram a pincel 220 portas numa das mais emblemáticas zonas da baixa funchalense, elevando o seu valor enquanto ponto de passagem obrigatória para qualquer turista. No entanto, várias obras de arte não resistiram à evolução dos negócios locais e à própria passagem do tempo, sendo que hoje esse número de ‘portas abertas’ está reduzido a 170, afirmou ao JM o criador do projeto, Jose Zyberchema.  “Em alguns casos, o prédio que estava devoluto converteu-se em alojamento local. Noutros, as portas foram retiradas porque abriu no local um restaurante. Em outras situações, retiraram as portas para colocar caixas automáticas (ATM)”, explica o artista, que acrescenta que “as esplanadas cresceram tanto que de certa forma já não é possível apreciar as obras como antes”. Apesar de algumas destas portas terem simplesmente desaparecido, há proprietários que optaram por preservá-las, expondo-as no interior das suas lojas ou restaurantes. “Chegámos a ter 220 portas e atualmente calculo que sejam apenas 170”, lamenta Zyberchema, que justifica a evolução negativa da iniciativa com o facto de que “todos os projetos feitos na rua têm os seus problemas”, como a climatologia, a mudança de proprietários e o vandalismo. Leia mais sobre este tema nas páginas 30 e 31 da edição impressa deste sábado do seu JM. 

Zona Velha do Funchal perdeu 50 portas pintadas em 10 anos
O projeto ‘Arte de Portas Abertas’ tem perdido fulgor. Algumas das emblemáticas peças pintadas por diversos artistas estavam em prédios devolutos que foram reconvertidos. E a arte não resistiu. Em agosto de 2010, o projeto ‘Arte de Portas Abertas’ era apresentado por Jose Maria Zyberchema, numa parceria com o ex-secretário regional do Turismo e Cultura, João Carlos Abreu, com o objetivo de fazer das portas das ruas da Zona Histórica da cidade do Funchal autênticas telas em branco para receber arte e cultura. Dez anos depois, o entusiasmo não é o mesmo e as portas desaparecem a cada dia que passa. Os artistas assinaram a pincel 220 portas numa das mais emblemáticas zonas da baixa funchalense, elevando o seu valor enquanto ponto de passagem obrigatória para qualquer turista. No entanto, várias obras de arte não resistiram à evolução dos negócios locais e à própria passagem do tempo, sendo que hoje esse número de ‘portas abertas’ está reduzido a 170, afirmou ao JM o criador do projeto, Jose Zyberchema.  “Em alguns casos, o prédio que estava devoluto converteu-se em alojamento local. Noutros, as portas foram retiradas porque abriu no local um restaurante. Em outras situações, retiraram as portas para colocar caixas automáticas (ATM)”, explica o artista, que acrescenta que “as esplanadas cresceram tanto que de certa forma já não é possível apreciar as obras como antes”. Apesar de algumas destas portas terem simplesmente desaparecido, há proprietários que optaram por preservá-las, expondo-as no interior das suas lojas ou restaurantes. “Chegámos a ter 220 portas e atualmente calculo que sejam apenas 170”, lamenta Zyberchema, que justifica a evolução negativa da iniciativa com o facto de que “todos os projetos feitos na rua têm os seus problemas”, como a climatologia, a mudança de proprietários e o vandalismo. Leia mais sobre este tema nas páginas 30 e 31 da edição impressa deste sábado do seu JM.