Albuquerque responde a Costa: “Um rol de aldrabices políticas”

Miguel Albuquerque considera as declarações de António Costa durante a viagem à Madeira “um rol de aldrabices políticas”, pois “tudo o que [o secretário geral do PS e primeiro ministro] anunciou, imputando a culpa à Região e ao Governo da Região,...

Albuquerque responde a Costa: “Um rol de aldrabices políticas”
Miguel Albuquerque considera as declarações de António Costa durante a viagem à Madeira “um rol de aldrabices políticas”, pois “tudo o que [o secretário geral do PS e primeiro ministro] anunciou, imputando a culpa à Região e ao Governo da Região, não tem qualquer fundamento”, disse, em declarações à comunicação social à margem de uma inauguração que decorreu esta tarde na Praça do Mar. O presidente do Governo Regional afirmou que “toda a gente sabe que, ao longo destes quatro anos o primeiro ministro sempre se recusou a baixar os juros”, lembrando que, no Orçamento de Estado para 2019, a Região fez “uma proposta para baixar os juros que foi chumbada, quer pelo PS, quer pelo Bloco de Esquerda, quer pelo Partido Comunista”. Quanto ao novo hospital, o chefe do Executivo referiu que “não é verdade que seja a Região que esteja a empatar”, lembrando que já se encontra aberto um concurso internacional. “O que é verdade é que os 50% do ponto de vista do primeiro ministro não são 50%”, acrescentou, referindo que a resolução que o próprio Conselho de Ministros aprovou em outubro de 2018 vem “desmentir” as declarações de António Costa, numa entrevista publicada hoje no DN Madeira. Isto porque o Estado “não financia os equipamentos, não financia as expropriações e, inclusivamente, não financia o IVA”.  “Ele acha que nós temos de vender o património da Região, que é o Hospital Dr. Nélio Mendonça e também vem impor a venda dos Marmeleiros, que nem é propriedade total da Região, para financiar a comparticipação do Estado” continua, voltando a sublinhar que “não há 50% nenhum”. Relativamente à questão do modelo de mobilidade, que António Costa considera “ruinoso”, Miguel Albuquerque diz que o primeiro ministro “acha que é ruinoso os madeirenses e porto-santenses circularem dentro de território nacional a preços aceitáveis, mas já não acha que é ruinoso o Metro de Lisboa ter uma dívida de mais de três mil milhões de euros”, concluiu, apelidando a mesma entrevista de “lamentável”.