‘Ferry’ de passageiros francês resgata 18 migrantes à deriva no Mediterrâneo

Uma empresa privada francesa de ferries para passageiros divulgou hoje ter resgatado na madrugada de domingo para segunda-feira um grupo de 18 migrantes que estava à deriva no Mediterrâneo, referindo que se tratou de uma situação inédita. Segundo...

‘Ferry’ de passageiros francês resgata 18 migrantes à deriva no Mediterrâneo
Uma empresa privada francesa de ferries para passageiros divulgou hoje ter resgatado na madrugada de domingo para segunda-feira um grupo de 18 migrantes que estava à deriva no Mediterrâneo, referindo que se tratou de uma situação inédita. Segundo a Corsica Linea, uma empresa privada de ferries que assegura o transporte entre Marselha (sudeste de França) e as ilhas da Córsega e da Sardenha e as costas da Tunísia e da Argélia, foi a primeira vez que esteve envolvida numa operação de resgate de migrantes. “Ajudámos pessoas em perigo no mar, aplicámos o princípio de solidariedade do direito do mar”, explicou a porta-voz da empresa, Pasquine Albertini, citada pelas agências internacionais. O grupo de migrantes, incluindo alguns menores, estava há vários dias à deriva no Mediterrâneo quando foi avistado pelo ‘ferry’ da Corsica Linea que tinha partido no domingo de Argel em direção a Marselha com mais de 2.000 passageiros a bordo. Os migrantes viajavam numa pequena embarcação que terá ficado aparentemente sem combustível. Após o resgate, os migrantes foram examinados pela equipa médica a bordo do ‘ferry’. “O estado de saúde deles é relativamente bom", disse a mesma porta-voz. Os 18 migrantes, que segundo as agências internacionais serão todos oriundos do norte de África, desembarcaram hoje no porto espanhol de Alcudia, Maiorca, no arquipélago das Baleares. “De acordo com os regulamentos internacionais, eles desembarcaram no porto seguro mais próximo”, precisou Pasquine Albertini, acrescentando que o ‘ferry’ da Corsica Linea retomou a sua rota em direção a Marselha, onde deve chegar na terça-feira. Os resgates de migrantes em alto mar são frequentemente realizados por navios operados por organizações não-governamentais (ONG) ou por embarcações de transporte de mercadorias, como petroleiros, sendo muito raro embarcações de transporte de passageiros estarem envolvidas neste tipo de operações.