Ordem desconhece números de madeirenses que suspendem tratamento por falta de medicamento

A Ordem dos Farmacêuticos na Região desconhece qual a percentagem de madeirenses que fica sem medicamentos por falta dos mesmos. Afirma contudo, que tal como acontece a nível nacional, o problema da falta de alguns medicamentos no país também...

Ordem desconhece números de madeirenses que suspendem tratamento por falta de medicamento
A Ordem dos Farmacêuticos na Região desconhece qual a percentagem de madeirenses que fica sem medicamentos por falta dos mesmos. Afirma contudo, que tal como acontece a nível nacional, o problema da falta de alguns medicamentos no país também afeta a Região, como é natural. Tiago Magro diz não haver, contudo, qualquer informação sobre esta matéria, para além de um estudo realizado pelo CEFAR(Centro de Estudos e Avaliação em Saúde). Mas uma informação divulgada hoje dá conta de que, no último ano, na Madeira, 40,75% dos utentes das farmácias enfrentaram algum tipo de indisponibilidade de medicamentos. Destes 19 por cento recorreram a uma nova consulta para obter o meicamento disponível e 3,5 por cento tive mesmo de parar o tratamento. Na análise, as regiões mais desertificadas e economicamente mais desfavorecidas do interior do país são as que declararam maiores dificuldades no acesso à medicação prescrita. Nos distritos de Beja e Guarda a percentagem chega quase aos 70% (68,22% e 67,30%, respetivamente). O mesmo estudo conclui que a falta de medicamentos nunca afetou tanto os portugueses: 3,4 milhões (52,20%) depararam-se com este problema e 371 milhões (5,70%) foram forçados a interromper a terapêutica. A indisponibilidade de medicamentos levou ainda 1,4 milhões (21,50%) de utentes a recorrer a consulta médica para alterar a prescrição. O recurso a estas consultas causou elevados custos quer para o sistema de saúde (35,3M€ a 43,8M€), quer para o utente (2,1M€ a 4,4M€). Os inquéritos para o relatório sobre o "Impacto da Indisponibilidade do Medicamento no Cidadão e no Sistema de Saúde", da CEFAR, foram realizados na primeira semana de abril deste ano e contaram com a participação dos utentes de 2.097 farmácias em Portugal.