Venezuela: EUA sancionam comandantes das forças especiais e dos serviços secretos militares

Os Estados Unidos anunciaram hoje sanções contra dois comandantes militares venezuelanos, e respetivas famílias, por graves violações dos direitos humanos na Venezuela. As sanções, que incluem a suspensão da emissão de vistos de entrada nos...

Venezuela: EUA sancionam comandantes das forças especiais e dos serviços secretos militares
Os Estados Unidos anunciaram hoje sanções contra dois comandantes militares venezuelanos, e respetivas famílias, por graves violações dos direitos humanos na Venezuela. As sanções, que incluem a suspensão da emissão de vistos de entrada nos Estados Unidos, foram anunciadas pelo secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, na sua conta na rede social Twitter. Foram sancionados Rafael Bastardo Mendoza, das Forças de Ações Especiais (FAES), da Polícia Nacional Bolivariana, e Iván Hernández Dala, da Direção de Contrainteligência Militar (serviços secretos militares). Num comunicado divulgado pelo Departamento de Estado norte-americano salienta-se que as unidades cujos comandantes foram sancionados, estão envolvidas em "violações e abusos dos direitos humanos, repressão da sociedade civil e da oposição democrática". As “violações e abusos de direitos humanos” estão documentadas no relatório emitido a 05 de julho passado pela Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, e em relatórios confiáveis de outras organizações de defesa dos Direitos Humanos. "O relatório da Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos regista pelo menos 7.523 assassínios extrajudiciais, documentados por uma organização não-governamental venezuelana", refere o comunicado do Departamento de Estado. Já em fevereiro último os dois militares tinham sido alvo de sanções financeiras pelos EUA, pelo envolvimento em abusos dos direitos humanos, repressão e corrupção. As novas sanções incluem também os filhos menores de ambos. Segundo o comunicado, a legislação permite ao Departamento de Estado "revogar os vistos a funcionários estrangeiros e seus familiares imediatos, nos casos em que o Secretário de Estado tenha informação confiável de que estiveram envolvidos em corrupção significativa ou violação grosseira dos Direitos Humanos". "Tais indivíduos e seus familiares imediatos não são elegíveis para entrar nos Estados Unidos", acrescenta. O comunicado do Departamento de Estado, conclui afirmando que os EUA "apoiam firmemente uma transição pacífica e democrática na Venezuela, liderada pelo Presidente interino Juan Guaidó e pela Assembleia Nacional" venezuelana, onde a oposição detém a maioria. "Continuaremos a procurar iniciativas diplomáticas e económicas em apoio a essa transição", lê-se na nota.