28% dos voos registam atrasos no Aeroporto da Madeira

A AirHelp revela os 50 aeroportos europeus que registaram mais atrasos em junho e julho deste ano. No ranking, surgem cinco aeroportos portugueses: Ponta Delgada e Lajes estão entre os três piores; Madeira e Porto estão entre os melhores (dos...

28% dos voos registam atrasos no Aeroporto da Madeira
A AirHelp revela os 50 aeroportos europeus que registaram mais atrasos em junho e julho deste ano. No ranking, surgem cinco aeroportos portugueses: Ponta Delgada e Lajes estão entre os três piores; Madeira e Porto estão entre os melhores (dos piores). Voos com partida de Portugal e da Grécia são os que apresentam maior probabilidade de atrasos, segundo apontam as tendências do mais recente ranking elaborado pela AirHelp, organização mundial líder em compensações por atrasos em voos. Em Portugal, além dos Aeroportos de Ponta Delgada e Lajes, nos quais cerca de 48% e de 46% dos voos, respetivamente, partem com atraso, encontramos ainda os Aeroportos de Lisboa, da Madeira e do Porto. No aeroporto da capital, 4 em 10 voos sofreram perturbações no período em análise. Os Aeroportos da Madeira e do Porto apresentam melhores performances, mas ainda assim com mais de um quarto dos voos (28% e 25%, respetivamente) a não cumprirem o horário previsto. Na tabela geral, surgem muitos aeroportos do sul europeu com elevadas taxas de atraso, coincidindo com muitos destinos escolhidos para as férias de verão. A AirHelp sugere aos passageiros que vão viajar a partir destes locais que tenham em conta as elevadas probabilidades de enfrentarem atrasos e planeiem mais tempo para a viagem, para evitar o incumprimento de compromissos. Karin Herbsthofer, especialista em direitos dos passageiros aéreos da AirHelp, alerta para alguns direitos dos passageiros. De acordo com o regulamento europeu EC 261, atrasos superiores a três horas, cancelamentos e impedimentos de embarque podem dar direito a uma compensação de até 600 euros por passageiro. A legislação abrange todos os voos que partem de um aeroporto da UE e todos os voos que aterram em aeroportos da UE, desde que sejam operados por companhias aéreas da UE. O valor da compensação é calculado de acordo com a distância da rota. No entanto, se a perturbação for causada por circunstâncias fora do controlo da companhia, não serão elegíveis para compensação. O pedido de compensação pode ser submetido até três anos depois da data do voo.