35.000 portugueses residentes na África do Sul não receberam os seus boletins de voto

Lamentavelmente, até ao passado dia 9 de outubro aproximadamente 35.000 portugueses residentes no espaço territorial sul africano não tinham recebido os seus boletins de voto, o que à partida se pode inferir tratar-se de uma democracia pouco ou...

35.000 portugueses residentes na África do Sul não receberam os seus boletins de voto
Lamentavelmente, até ao passado dia 9 de outubro aproximadamente 35.000 portugueses residentes no espaço territorial sul africano não tinham recebido os seus boletins de voto, o que à partida se pode inferir tratar-se de uma democracia pouco ou mesmo nada séria devido às vulnerabilidades constatadas, as quais restringiram a participação dos emigrantes residentes na África do Sul de se representarem no futuro do seu país. Restringidos por atos de menos lisura muito por culpa da Comissão Nacional de Eleições e não só, também pela inércia e desinteresse inequívoco de alguns servidores do Esatdo Português na África do Sul, que desgraçadamente não tiveram o empenho mínimo elementar, falta de esclarecimentos e de indicações deixaram muito a desejar. Não consta que se tenham dirigido pessoalmente à chefia dos correios sul africanos, como seria mais eficaz, mas sim por ofício, continuando a aguardar resposta, para saber se os votos tinham ou não chegado,  de acordo com uma funcionária da embaixada de Portugal em Pretória. Não foi uma abstenção quase total, mas sim um tolhimento que contribuiu para uma participação deveras mais reduzida quando era expectável o contrário, mais  ampliada. Algo que merece um esclarecimento, devido ao facto perturbador de declarar resultados quando na realidade faltavam apurar os votos dos dois círculos da emigração. Sabemos por aqui que a CNE declinou responsabilidades e alegou que de  acordo com a lei, a “logística e as finanças eleitorais são da responsabilidade da Administração Eleitoral da Secretaria-Geral do MAI, que procede, designadamente, à produção e envio dos boletins de voto aos cidadãos recenseados no estrangeiro que optaram votar por via postal. Mas  confirma que até ao dia 9 de outubro, 131.967 portugueses tinham recebido os envelopes contendo os boletins de voto, o que não sucedeu na África do Sul. Amanhã, Marcelo Rebelo de Sousa empossa os  secretários de estado do novo governo engendrado por António Costa em cuja eleição  muitos emigrantes foram restringidos de participar,  de exercer o seu direito de voto. Nessa cerimónia de tomada de posse está a nova Secretária de Estado das Comunidades de quem se espera que depois deste descalabro, mais um  - as eleições Europeias foram outro de má memória -  visite a comunidade e que a inferioridade dos acontecimentos constatados encontre na sua esfera de ideias alguma compensação,  debruçando-se  sobre a vastidão dos seus problemas que não se resolvem trazendo a sua bagagem “ repleta de promessas falsas e mentiras “. Ao invés de tantos ministros e secretários de estado seria bom, positivo e mesmo necesssário , nem é preciso pensar,   aumentar e já , o número de deputados pelos círculos da emigração que representem os cinco milhões de emigrantes, o stock vivo de Portugal no estrangeiro e que proponham leis que protejam os emigrantes de alguns funcionários públicos incompetentes e divisionistas e não o contrário. Marcelo Rebelo de Sousa presidirá no próximo ano às comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades na África do Sul, país onde residem esses mesmos emigrantes discriminados por um sistema eleitoral que se afigura tendencioso, ineficiente e sobretudo menos sério, que os restringiu de votar, de exercerem  democraticamente os seus direitos, os quais estão assegurados pela Constituição Portuguesa. Esperemos que seja uma visita para comemorar com os portugueses o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, que queremos que seja uma comemoração inolvidável de que o Presidente dos portugueses se possa sentir em casa, feliz e honrado.