“A Madeira está a ser usada para esquemas de triangulação e de fraude fiscal”, diz Mariana Mortágua

O Bloco de Esquerda (BE) é o único partido com coragem para perguntar o que se passa no Centro Internacional de Negócios da Madeira (CINM), declara a deputada do Bloco de Esquerda na Assembleia da República. Mariana Mortágua garante que o seu...

“A Madeira está a ser usada para esquemas de triangulação e de fraude fiscal”, diz Mariana Mortágua
O Bloco de Esquerda (BE) é o único partido com coragem para perguntar o que se passa no Centro Internacional de Negócios da Madeira (CINM), declara a deputada do Bloco de Esquerda na Assembleia da República. Mariana Mortágua garante que o seu partido não está contra a zona franca e também defende benefícios fiscais para as empresas, desde que criem emprego e riqueza, não sendo isto o que acontece no CINM que está “a ser usado por empresas abutres”. A parlamentar ‘bloquista’ esteve, hoje, no Funchal, no Espaço Paulo Martins, para participar numa sessão púbica sobre o Orçamento de Estado. Congratulando-se com o facto de o documento, que será entregue segunda-feira na Assembleia da República, prever um reforço para a saúde de 800 milhões de euros e ter “boas novidades” quanto à comparticipação do Estado sobre o novo hospital da Madeira, Mortágua sublinhou, contudo, que o Orçamento só será viabilizado pelo BE se assegurar as medidas preconizadas pela esquerda. “Não temos nenhuma posição definida. Vamos esperar que o Orçamento chegue na generalidade e ver até que ponto as nossas prioridades ficaram refletidas nesta primeira versão. Com base nesta analise, diremos qual será o nosso sentido de voto”, afirmou, no Funchal, a deputada. Entre as medidas defendidas pelo BE, está o reforço do investimento público, dos serviços públicos, medidas para a melhoria fiscal, assim como a defesa dos direitos laborais e a recuperação de pensões e salários.