Albuquerque insiste na aproximação ao Chega

Em entrevista ao Público, o líder madeirense recorda que “Sá Carneiro também fez a AD numa altura em que se dizia que o CDS era fascista” O presidente do Governo Regional da Madeira e do PSD-M volta hoje a ser um dos protagonistas da agenda política nacional ao defender, de novo, uma aproximação ao partido de André Ventura. Depois das declarações à Rádio Renascença, hoje a edição impressa do jornal Público dá grande destaque a uma entrevista com Miguel Albuquerque. Nessa conversa, recolhida pelo jornalista Márcio Berenguer, fica bem vincada a ideia de uma maior aproximação do PSD aos partidos de direita. Além do Chega, Albuquerque defende contactos também com o CDS e a Iniciativa Liberal. Basicamente, Miguel Albuquerque explica que é preciso que em Portugal a direita se organize de forma a fazer frente à esquerda. O líder madeirense avisa que o regime vai cair e repete críticas ao PS que governa com a influência do PCP e do BE. “O PSD deve liderar uma federação dos partidos à direita e ao centro direita. Obviamente, isso passa por conversações com os diversos partidos — quer com o CDS, quer com o Chega, quer com a Iniciativa Liberal. O PSD deve é fazer aquilo que Sá Carneiro fez em 1979. Também fez a AD numa altura em que se dizia que o CDS era fascista” explica. “Sá Carneiro cria Aliança Democrática com o PPM, com o CDS e o Movimento dos Reformadores. E nesse ano vence as eleições com a maioria absoluta e depois fez as grandes reformas. Não teve tempo de fazer todas, mas fez um conjunto de privatizações e reformas necessárias. Precisamos de um governo reformista. Um governo que derrote esta maioria de esquerda, conservadora, que está estagnada e que vai levar ao fim do regime, porque o regime vai cair”, avisa o presidente do PSD-Madeira. Para Miguel Albuquerque a postura do Chega não merece tantos reparos como as que se notam em Portugal. O Chega, para Albuquerque, “é um partido nacionalista, conservador, como existem vários a nível europeu”. Nesta linha de pensamento, o dirigente madeirense defende que seja iniciado o diálogo de forma a “chegar a um programa comum” que seja convertido num “desígnio para Portugal”. Quando questionado sobre se o PSD deve ultrapassar a linha de um entendimento com o Chega, Albuquerque responde de forma enérgica: “A linha que se atravessa é a de que eu estou farto dos idiotas úteis do centro-direita que estão sempre a fazer o jogo da esquerda”. A outro nível, o presidente do Governo regional volta a criticar as decisões do Tribunal Constitucional e explica medidas tomadas na Madeira como o uso obrigatório da máscara, que justifica como uma posição de defesa da saúde pública. “Uma pessoa que é portadora do vírus pode ser comparada a um bombista, porque, neste caso sem querer ou saber, pode infectar 100, 200 ou 300 pessoas. Nós temos de condicionar esse potencial foco de infecção, no sentido de salvaguardar a saúde dos outros e a vida dos outros”, argumenta.

Albuquerque insiste na aproximação ao Chega
Em entrevista ao Público, o líder madeirense recorda que “Sá Carneiro também fez a AD numa altura em que se dizia que o CDS era fascista” O presidente do Governo Regional da Madeira e do PSD-M volta hoje a ser um dos protagonistas da agenda política nacional ao defender, de novo, uma aproximação ao partido de André Ventura. Depois das declarações à Rádio Renascença, hoje a edição impressa do jornal Público dá grande destaque a uma entrevista com Miguel Albuquerque. Nessa conversa, recolhida pelo jornalista Márcio Berenguer, fica bem vincada a ideia de uma maior aproximação do PSD aos partidos de direita. Além do Chega, Albuquerque defende contactos também com o CDS e a Iniciativa Liberal. Basicamente, Miguel Albuquerque explica que é preciso que em Portugal a direita se organize de forma a fazer frente à esquerda. O líder madeirense avisa que o regime vai cair e repete críticas ao PS que governa com a influência do PCP e do BE. “O PSD deve liderar uma federação dos partidos à direita e ao centro direita. Obviamente, isso passa por conversações com os diversos partidos — quer com o CDS, quer com o Chega, quer com a Iniciativa Liberal. O PSD deve é fazer aquilo que Sá Carneiro fez em 1979. Também fez a AD numa altura em que se dizia que o CDS era fascista” explica. “Sá Carneiro cria Aliança Democrática com o PPM, com o CDS e o Movimento dos Reformadores. E nesse ano vence as eleições com a maioria absoluta e depois fez as grandes reformas. Não teve tempo de fazer todas, mas fez um conjunto de privatizações e reformas necessárias. Precisamos de um governo reformista. Um governo que derrote esta maioria de esquerda, conservadora, que está estagnada e que vai levar ao fim do regime, porque o regime vai cair”, avisa o presidente do PSD-Madeira. Para Miguel Albuquerque a postura do Chega não merece tantos reparos como as que se notam em Portugal. O Chega, para Albuquerque, “é um partido nacionalista, conservador, como existem vários a nível europeu”. Nesta linha de pensamento, o dirigente madeirense defende que seja iniciado o diálogo de forma a “chegar a um programa comum” que seja convertido num “desígnio para Portugal”. Quando questionado sobre se o PSD deve ultrapassar a linha de um entendimento com o Chega, Albuquerque responde de forma enérgica: “A linha que se atravessa é a de que eu estou farto dos idiotas úteis do centro-direita que estão sempre a fazer o jogo da esquerda”. A outro nível, o presidente do Governo regional volta a criticar as decisões do Tribunal Constitucional e explica medidas tomadas na Madeira como o uso obrigatório da máscara, que justifica como uma posição de defesa da saúde pública. “Uma pessoa que é portadora do vírus pode ser comparada a um bombista, porque, neste caso sem querer ou saber, pode infectar 100, 200 ou 300 pessoas. Nós temos de condicionar esse potencial foco de infecção, no sentido de salvaguardar a saúde dos outros e a vida dos outros”, argumenta.