Albuquerque: Programa do Governo da Madeira tem de incluir componente de obras públicas

O Programa do Governo da Madeira para os próximos quatro anos tem de incluir uma componente de obras públicas como o hospital, ampliação do porto do Funchal e manutenção de infraestruturas existentes, disse hoje o chefe do executivo regional....

Albuquerque: Programa do Governo da Madeira tem de incluir componente de obras públicas
O Programa do Governo da Madeira para os próximos quatro anos tem de incluir uma componente de obras públicas como o hospital, ampliação do porto do Funchal e manutenção de infraestruturas existentes, disse hoje o chefe do executivo regional. “Temos de conciliar tudo, até porque as obras públicas são importantes na Madeira”, afirmou Miguel Albuquerque, no decorrer da visita que efetuou hoje à obra de regularização do troço final da Ribeira da Madalena do Mar. O governante social-democrata disse ser necessário incluir no Programa do Governo Regional de coligação PSD/CDS, que resultou das eleições regionais de 22 de setembro, tem de incluir obras públicas como a “manutenção e reabilitação de edifícios dos centros de saúde, escolas e acessibilidades”. Albuquerque referiu ser necessário também “dar continuação ao programa de acessibilidades na Madeira” e de reabilitação de “infraestruturas fundamentais”. “Isso obriga a termos sempre uma política de obras públicas”, salientou, lembrando que o Hospital do Funchal "é a principal obra, que ascende a 330 milhões de euros". O líder do executivo regional acrescentou que existe ainda “um conjunto de obras importantes”, entre as quais “ampliação do porto do Funchal”, além da ligação entre o Estreito e o Jardim da Serra, no concelho de Câmara de Lobos. O programa do Governo da Madeira de coligação PSD/CDS será debatido e votado na Assembleia Legislativa da Madeira entre os dias 11 e 13 de novembro. Miguel Albuquerque mencionou também que o Governo da Madeira tem de trabalhar para resolver o problema da extração de inertes na região, devido a denúncias de ações de caráter ilegal que têm ocorrido por parte de uma das construtoras na região. “Dei instruções aos organismos de fiscalização do Governo para atuarem em conformidade com a lei”, garantiu. Contudo, defendeu ser preciso pensar num "novo enquadramento jurídico para que a extração dos inertes decorra dentro daquelas que são as normas ambientais, em conformidade com a maior transparência”. No entender de Miguel Albuquerque, é preciso “resolver este problema", visto ser “necessário existirem inertes para as obras”, argumentando que o processo tem de ser “transparente sem por em causa a sustentabilidade ambiental e a riqueza paisagística e em termos de património natural”. “A lei tem de ser cumprida. Temos que acabar com esta polémica, temos que enquadrar uma atividade industrial que é importante para o desenvolvimento e investimento da região em termos ambientais”, destacou. Miguel Albuquerque considerou que a solução “passa no fundo por identificar áreas onde a extração de inertes possa ocorrer, com planos de reposição paisagística e sem afetar o ecossistemas da região”. Sobre a obra que visitou, o governante indicou que começou em maio e tem conclusão prevista para novembro do próximo ano, representando um investimento de 6,7 ME. “É uma obra muito importante porque, em 2010, quando houve o temporal, a ribeira transbordou e afetou muitas habitações e negócios aqui na zona. É uma obra preventiva e que visa conferir mais segurança” à população e seus bens, concluiu.