Aliança visita Laurissilva e critica "sensibilidade" ambiental do Governo

O cabeça de lista do Aliança às legislativas madeirenses criticou hoje as políticas ambientais do Governo Regional, destacando a intenção de alcatroar uma estrada na floresta Laurissilva e a existência de casas sem ligação à rede de saneamento....

Aliança visita Laurissilva e critica
O cabeça de lista do Aliança às legislativas madeirenses criticou hoje as políticas ambientais do Governo Regional, destacando a intenção de alcatroar uma estrada na floresta Laurissilva e a existência de casas sem ligação à rede de saneamento. Com a presença do líder nacional do partido, Pedro Santana Lopes, o Aliança na Madeira realizou hoje uma arruada pelo Funchal, visitou a floresta Laurissilva e o Aeroporto madeirense. Segundo o cabeça de lista, Joaquim José Sousa, o ambiente é uma das principais preocupações do partido candidato às eleições de domingo, destacando hoje uma visita à floresta Laurissilva, património da Humanidade, que “está ameaçada não só pelas alterações climáticas, mas também pela humanização do espaço”. “Ainda agora recentemente, numa zona aqui do concelho de São Vicente, onde a Laurissilva ainda impera, o Governo Regional acaba de decretar, e vou citar o atual presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, que disse que vão abrir uma estrada dentro da Laurissilva e alcatroar porque ele quer. Estamos a falar de uma floresta que é património da Humanidade. Estamos a falar de algo que, mesmo para o setor do turismo, é fundamental que exista, não só por aquilo que é para as gerações vindouras, mas também para a atividade económica. Temos um Governo que não tem grande sensibilidade ambiental”, considerou. A proposta do partido é, em primeiro lugar, “combater a entrada de espécies invasoras”, principalmente o eucalipto, “que está a sobrepor-se aos loureiros, porque cada vez mais a área da Laurissilva, das lauráceas, está a ficar mais reduzida”. Por outro lado, o candidato salientou a existência de “muitas casas na ilha que não estão ligadas à rede de saneamento básico”, principalmente nas zonas altas do Funchal e nas zonas rurais da Madeira. “Nesse sentido, acabam por deitar os dejetos diretamente para a ribeira e através de uma conduta vão parar ao oceano, ou então para fossas rotas, que acabam por se interiorizar na terra e vão poluir os aquíferos e as ribeiras”, disse. O Aliança visitou ainda o Aeroporto da Madeira, salientando a sua importância para a economia regional, muito dependente do turismo, e para a mobilidade da população em geral. “Hoje, especificamente, [a visita] tem a ver com a questão da falência de mais uma companhia aérea que transportava para a Madeira alguns milhares de turistas por ano e que, neste momento, coloca em causa e em risco aquela que é a principal atividade económica do arquipélago”, sublinhou.