Angola: Meninas de 12 anos prostituem-se por menos de 40 cêntimos para não morrer à fome

Crianças estão a recorrer à prostituição para sobreviver à fome em África, revela o Correio da Manhã. Em Angola, raparigas de 12 anos estão a prostituir-se por menos de 40 cêntimos para poderem comprar comida para as respetivas famílias. Em...

Angola: Meninas de 12 anos prostituem-se por menos de 40 cêntimos para não morrer à fome
Crianças estão a recorrer à prostituição para sobreviver à fome em África, revela o Correio da Manhã. Em Angola, raparigas de 12 anos estão a prostituir-se por menos de 40 cêntimos para poderem comprar comida para as respetivas famílias. Em declarações à agência Reuters, Robert Bulten, diretor do Observatório Mundial para Emergências em Angola, afirmou que uma rapariga (entre os 12 e os 17 anos) pode obter cerca de 500 kwanzas, o que equivale a cerca de 93 cêntimos, por sexo, quantia que chega para comprar cerca de dois quilos de milho ou um quilo de feijão, revela a mesma fonte. Na perspetiva de Bulten, a crise em Angola também contribuiu para o aumento dos casos de rapto e casamento infantil, o que leva a que, para garantir a sobrevivência, as famílias casem as meninas em idades mais precoces, a fim de terem menos uma boca para alimentar. Porém, tal serve frequentemente para mantê-las fora da prostituição. Recorde-se que as regiões do sul deste continente estão a enfrentar uma das mais graves secas dos últimos 40 anos, sendo que o preço de alguns produtos básicos duplicou desde 2019. De acordo com as Nações Unidas, cerca de 45 milhões de pessoas estão a enfrentar uma crise de fome, numa "catástrofe silenciosa", decorrente de factores como a seca constante,  bem como as cheias generalizadas e a instabilidade económica.