António Lopes responde aos "representantes" do CF União que diz estarem eleitos ilegalmente

António Lopes denunciou que o União tem representantes eleitos de forma ilegal, em comunicado enviado à nossa redação que surge como resposta ao próprio clube, que considera estar a ser alvo de injúrias por parte deste acionista. António Lopes...

António Lopes responde aos "representantes" do CF União que diz estarem eleitos ilegalmente
António Lopes denunciou que o União tem representantes eleitos de forma ilegal, em comunicado enviado à nossa redação que surge como resposta ao próprio clube, que considera estar a ser alvo de injúrias por parte deste acionista. António Lopes garante que já fez saber ao presidente Assembleia Geral e ao presidente da Comissão Administrativa, "que não pactuaremos, mais, com as ilegalidades existentes na SAD. Agora também quanto à ilegalidade eletiva dos representantes do clube, que como tal não podem estar lá." Acredita, aliás, que terá sido esta nota deixada ao líder da AG que “motivou esta tomada de posição da Comissão Administrativa, que esperava para Domingo, conforme momentos antes, tinha declarado numa entrevista a um jornalista.” Quanto às chaves do clube, que o União tinha dito que lhes seria entregue, lembra que a “Comissão Administrativa tem dois elementos, advogados, devem saber a quem legalmente se entregam as chaves. Como devem saber e já hoje lho havia lembrado, que na sequência da Assembleia de apresentação de contas relativas a 2017/2018, já deviam estar fora de uso desde sessenta dias depois da última Assembleia Geral de apresentação de contas, uma vez que não se realizou o proposto aumento de capital, obrigatório para cumprimento do artigo 35 do código das sociedades comerciais.” Vinca que “desde 2011 que o acionista António Lopes não tem qualquer elemento na gestão, pelo que será mais útil e aconselhável entregar as chaves aos executantes e mentores dessa gestão.” Lopes deixa ainda mais alguns pontos no comunicado, para historiar o passado recente da instituição, nomeadamente a proposta de compra de 11% das suas ações. “1- Desde 26 de Maio de 2015, que, o signatário, vem pugnando por um mínimo de legalidade e normalidade societária, dentro da SAD do Clube de Futebol União da Madeira. 2- Desde a saída da Administração, presidida pelo Senhor Professor Jaime Lucas, o acionista António Lopes foi banido de todos os órgãos de gestão da SAD, motivo pelo qual não lhe podem ser assacadas quaisquer responsabilidades. 3- Desde 26 de Maio de 2015, o acionista António Lopes, na defesa dos seus interesses e nos da empresa, desenvolveu profunda atividade e tomou diversas iniciativas, quer junto do outro acionista de referência, quer em contactos exteriores, no sentido de uma solução estável e duradoura.  4- Para tanto, propôs a sua saída da SAD ou a compra de posição de acionistas, que tornasse o União governável.  5- Foi conseguida a possibilidade de venda de 51%, de acordo como outro acionista de referência, que nunca se concretizou, porque a Administração da SAD, vá lá saber-se porquê, até hoje sempre se recusou a entregar as minhas ações, que já exigi em tribunal... 6- Desde inícios de 2016, que o Acionista António Lopes pugna, nos tribunais, o esclarecimento de um conjunto de atos de gestão, nomeadamente os destinos de certas verbas de publicidade e vendas de jogadores, que sempre lhe foi recusada, e negado não existirem, mas cujos contratos de venda já foram entregues no Ministério Público, sinal que existiram. 7- Por isso, de há muito exigimos uma auditoria, que foi colocado como prioridade, à atual comissão administrativa. 8- Que não iniciou, alegando dificuldades financeiras 9- Para não denunciar o PER, que enforma de diversas imprecisões e ilegalidades, exigimos do Presidente da Assembleia Geral um conjunto de medidas tentando a sobrevivência do União. 10- O signatário enviou proposta de funcionamento, em 11 de Setembro, com as exigências mínimas de concertação societária, indispensável a uma normal gestão. 11- Na época de Natal, estive na Madeira, 15 dias, e foi efetuado um jantar com o PGA e Senhora Presidente do União Clube, onde ficou acertado o caminho imediato a seguir. 12- A saber: 1-) Nomear uma comissão Administrativa de sete membros, sendo três do União Clube e dois de cada acionista de referência, com os seguintes objetivos: a)- Promover um auditoria, aos últimos 5 anos de gestão da SAD. b)- Promover o fecho e apresentação de contas. c)- Promover eleições no prazo de 90 dias. d)- assegurar a gestão corrente. 13-  No dia 8 de Janeiro, foi o signatário abordado para vender 11% das suas ações a que acedi. 14- O contrato foi assinado pelo signatário, as assinaturas reconhecidas, e foi enviado no dia 10, com data de 13, por ser fim de semana, data em que devia ser assinado e sinalizado pela direção do Clube de Futebol União. Tal não aconteceu. 15-  No dia 16, o signatário contactou o administrador e advogado Dr. Fernando Gomes, sobre a assinatura do contrato, no que recebeu uma resposta incompreensível, com a recomendação de que era a posição da Direção de clube, o que de resto foi confirmado por elementos da mesma.  16- A partir dessa data, foi iniciada nos meios de comunicação afetos ao clube e na imprensa, uma tentativa constante de achincalhamento do acionista António Lopes. 17- Face aos desvios do acordado, quanto às funções e objetivos da Comissão Administrativa e o anúncio de recusa de promoção da auditoria, o signatário pediu uma série de esclarecimentos, de resto já várias vezes pedidos à anterior direção.” Termina, de resto, referindo que todas as manifestações do clube fazem “parte do folclore /Show Off, que ultimamente temos vindo a constatar”.