Apenas 75% da população ativa tem trabalho

Volvidos 131 longos anos desde que a data ‚Äėchegou‚Äô, Portugal assinala hoje mais um Dia do Trabalhador, sob um mundo de incertezas derivadas da pandemia, que veio expor, ainda mais, as vulnerabilidades do setor laboral, com excessiva depend√™ncia de fatores externos e pouco consistente na sua ‚Äėautonomia‚Äô. A data inicial remonta a 1886 nos Estados Unidos, com uma greve geral que teve expoente m√°ximo em Chicago, onde cerca de 500 mil pessoas participaram numa manifesta√ß√£o em prol dos trabalhadores. O cont√°gio em Portugal deu-se em 1890, quando o 1.¬ļ de Maio foi comemorado pela primeira vez, confinado a piqueniques, romagens a cemit√©rios para homenagear ativistas falecidos em lutas (j√°) pelos direitos laborais, sendo ensaiados, de forma t√≠mida, os primeiros discursos reivindicadores. O fen√≥meno cresceu e ‚Äėexplodiu‚Äô depois do 25 de Abril de 1974, com a concentra√ß√£o oito dias depois a entrar diretamente para a hist√≥ria. Hoje, conforme os mais recentes dados da Prodata, em Portugal um em cada 10 trabalhadores √© a tempo parcial, quase metade da m√©dia entre os 27 Estados Membros da Uni√£o Europeia [UE27], com um em cada cinco trabalhadores a ganhar apenas sal√°rio m√≠nimo, 635 euros no Continente, 682 euros na Madeira e 696 euros nos A√ßores. Os dados d√£o conta de duas outras realidades paralelas: s√≥ tr√™s em cada 10 trabalhadores t√™m forma√ß√£o superior; s√≥ seis em cada 10 desempregados inscritos nos centros de emprego auferem subs√≠dio Portugal √© o 4.¬ļ pa√≠s europeu com mais contratos a prazo, a seguir √† Espanha, √† Pol√≥nia e aos Pa√≠ses Baixos. Cerca de 1 em cada 5 trabalhadores tem um contrato a prazo, mais 4%. que a UE27 (14%). E √© o terceiro com a taxa de atividade mais elevada na faixa et√°ria com 65 ou mais anos (ap√≥s Est√≥nia e Irlanda), reflexo de uma reforma cada vez mais distante, fechando 2020 com uma taxa de emprego de apenas 74,7% e, dentro desta, h√° cerca de cerca de 752 mil pessoas consideradas ‚Äėsubutilizadas. A UE27 tem mais de 212 milh√Ķes de pessoas, com mais de 15 anos, consideradas ativas, cinco milh√Ķes dos quais em Portugal. Atendendo ao total da popula√ß√£o empregada, Portugal √© 9.¬ļ pa√≠s com maior peso relativo de trabalhadores por conta pr√≥pria (TCP) empregadores (4,6%) e o 8.¬ļ com mais TCP n√£o empregadores (11,8%). Na Gr√©cia, Rom√©nia e It√°lia, mais de 15% da popula√ß√£o empregada s√£o TCP n√£o empregadores. Em pa√≠ses como Alemanha, Dinamarca e Luxemburgo esta situa√ß√£o n√£o ultrapassa os 5%. E o impacto da pandemia √© brutal: Em 2020 estavam inscritas 385 mil pessoas como desempregadas. Face a 2019, este n√ļmero representa um aumento de mais 71 mil pessoas (+22%).

Apenas 75% da população ativa tem trabalho
Volvidos 131 longos anos desde que a data ‚Äėchegou‚Äô, Portugal assinala hoje mais um Dia do Trabalhador, sob um mundo de incertezas derivadas da pandemia, que veio expor, ainda mais, as vulnerabilidades do setor laboral, com excessiva depend√™ncia de fatores externos e pouco consistente na sua ‚Äėautonomia‚Äô. A data inicial remonta a 1886 nos Estados Unidos, com uma greve geral que teve expoente m√°ximo em Chicago, onde cerca de 500 mil pessoas participaram numa manifesta√ß√£o em prol dos trabalhadores. O cont√°gio em Portugal deu-se em 1890, quando o 1.¬ļ de Maio foi comemorado pela primeira vez, confinado a piqueniques, romagens a cemit√©rios para homenagear ativistas falecidos em lutas (j√°) pelos direitos laborais, sendo ensaiados, de forma t√≠mida, os primeiros discursos reivindicadores. O fen√≥meno cresceu e ‚Äėexplodiu‚Äô depois do 25 de Abril de 1974, com a concentra√ß√£o oito dias depois a entrar diretamente para a hist√≥ria. Hoje, conforme os mais recentes dados da Prodata, em Portugal um em cada 10 trabalhadores √© a tempo parcial, quase metade da m√©dia entre os 27 Estados Membros da Uni√£o Europeia [UE27], com um em cada cinco trabalhadores a ganhar apenas sal√°rio m√≠nimo, 635 euros no Continente, 682 euros na Madeira e 696 euros nos A√ßores. Os dados d√£o conta de duas outras realidades paralelas: s√≥ tr√™s em cada 10 trabalhadores t√™m forma√ß√£o superior; s√≥ seis em cada 10 desempregados inscritos nos centros de emprego auferem subs√≠dio Portugal √© o 4.¬ļ pa√≠s europeu com mais contratos a prazo, a seguir √† Espanha, √† Pol√≥nia e aos Pa√≠ses Baixos. Cerca de 1 em cada 5 trabalhadores tem um contrato a prazo, mais 4%. que a UE27 (14%). E √© o terceiro com a taxa de atividade mais elevada na faixa et√°ria com 65 ou mais anos (ap√≥s Est√≥nia e Irlanda), reflexo de uma reforma cada vez mais distante, fechando 2020 com uma taxa de emprego de apenas 74,7% e, dentro desta, h√° cerca de cerca de 752 mil pessoas consideradas ‚Äėsubutilizadas. A UE27 tem mais de 212 milh√Ķes de pessoas, com mais de 15 anos, consideradas ativas, cinco milh√Ķes dos quais em Portugal. Atendendo ao total da popula√ß√£o empregada, Portugal √© 9.¬ļ pa√≠s com maior peso relativo de trabalhadores por conta pr√≥pria (TCP) empregadores (4,6%) e o 8.¬ļ com mais TCP n√£o empregadores (11,8%). Na Gr√©cia, Rom√©nia e It√°lia, mais de 15% da popula√ß√£o empregada s√£o TCP n√£o empregadores. Em pa√≠ses como Alemanha, Dinamarca e Luxemburgo esta situa√ß√£o n√£o ultrapassa os 5%. E o impacto da pandemia √© brutal: Em 2020 estavam inscritas 385 mil pessoas como desempregadas. Face a 2019, este n√ļmero representa um aumento de mais 71 mil pessoas (+22%).